<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045947383296435503</id><updated>2012-02-13T16:27:51.445Z</updated><title type='text'>TODOS OS LIVROS</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Covas Dauro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12897906387688096982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>80</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045947383296435503.post-7380485534222528076</id><published>2008-02-08T11:08:00.001Z</published><updated>2008-02-08T11:08:58.081Z</updated><title type='text'>E viveram felizes para sempre...</title><content type='html'>Isto deixou de ser um impulso e começou a tornar-se uma obrigação. Estou a pensar numa nova abordagem. Até lá...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045947383296435503-7380485534222528076?l=todos-os-livros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/feeds/7380485534222528076/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045947383296435503&amp;postID=7380485534222528076' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/7380485534222528076'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/7380485534222528076'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/2008/02/e-viveram-felizes-para-sempre.html' title='E viveram felizes para sempre...'/><author><name>Covas Dauro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12897906387688096982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045947383296435503.post-8879733280693487800</id><published>2008-02-01T11:40:00.000Z</published><updated>2008-02-01T11:41:06.549Z</updated><title type='text'>Histórias soltas do Sr. Luís #4</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Aquilino Ribeiro e Beatriz Costa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;"Quando o Aquilino Ribeiro publicou “Quando os Lobos Uivam”, o livro foi proibido. Eu estava na Lello nessa altura. Fui à Bertrand e falei com o meu amigo Armando, o gerente nessa altura, que me arranjou 25 cópias. Um dia, o Aquilino, que corria todas as tertúlias do Chiado, veio à Lello e perguntou-me se eu ainda tinha alguma cópia, porque ele precisava de uma para oferecer a um amigo. Naturalmente, eu arranjei-lhe uma. Passados uns  dias, a Beatriz Costa passou pela Lello. O Aquilino estava na tertúlia e a Beatriz Costa pediu-lhe um exemplar. O Aquilino disse-lhe que já não tinha nenhum, e que tinha sido eu que lhe tinha arranjado o último. A dona Beatriz falou então comigo, mas eu disse-lhe que já não tinha nenhum. A verdade é que ainda tinha alguns escondidos. Ela pediu com tanta intensidade que o Aquilino se virou para ela e disse: “Ó Beatriz! Tu dás 500$00 ao Luís e ele vende-te o dele”. O livro custava nessa altura 25$00 ou 50$00. Retorquiu ela: “Então porque é que eu não hei-de dar?”. Eu disse-lhe que ia tentar arranjar, porque também não queria ficar sem o meu livro. E lá arranjei um livro para a Beatriz Costa. Ela queria dar-me os 500$00, mas eu vendi-lho pelo preço verdadeiro. Mesmo assim, ela deu-me 250$00. Disse-me que era para eu almoçar..."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045947383296435503-8879733280693487800?l=todos-os-livros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/feeds/8879733280693487800/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045947383296435503&amp;postID=8879733280693487800' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/8879733280693487800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/8879733280693487800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/2008/02/histrias-soltas-do-sr-lus-4.html' title='Histórias soltas do Sr. Luís #4'/><author><name>Covas Dauro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12897906387688096982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045947383296435503.post-7679791237011284162</id><published>2008-01-31T11:32:00.000Z</published><updated>2008-01-31T12:14:49.181Z</updated><title type='text'>Histórias soltas do Sr. Luís #3</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Luíz Pacheco&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;“Conheço o Luis Pacheco há muitos anos, desde os anos 40-50. Ele andava pelas livrarias e cada vez que encontrava amigos e livreiros pedia sempre emprestados 25 tostões, que na altura era algum dinheiro. Emprestado que era sempre dado... Quando o nível de vida começou a subir, ele passou a pedir uma vintena. E desde então, a vintena passou a ser imagem de marca do Luíz Pacheco”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045947383296435503-7679791237011284162?l=todos-os-livros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/feeds/7679791237011284162/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045947383296435503&amp;postID=7679791237011284162' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/7679791237011284162'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/7679791237011284162'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/2008/01/histrias-soltas-do-sr-lus-3.html' title='Histórias soltas do Sr. Luís #3'/><author><name>Covas Dauro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12897906387688096982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045947383296435503.post-1796172235514429159</id><published>2008-01-29T18:01:00.000Z</published><updated>2008-01-29T18:03:06.307Z</updated><title type='text'>Histórias soltas do Sr. Luís #2</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;António Botto e António Eça de Queirós&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;"No início dos anos 50, o António Botto concorreu a um concurso do Secretariado de Propaganda Nacional, que na altura já era dirigido pelo António Eça de Queirós. Pelo que consta, o júri atribuiu o primeiro prémio ao poeta, mas o António Eça de Queirós vetou a decisão por razões pessoais. O António Botto soube por portas travessas e ficou com asco àquele dirigente. Entretanto, o António Botto soube que a mulher do António Eça de Queirós tinha pedido o divórcio, e como tinha amigos no Tribunal da Boa Hora, foi ver o processo e descobriu que o motivo era sexual. Para se vingar da desfeita do prémio, o poeta escreveu um poema sobre os motivos do divórcio e distribuiu-o amiúde. Naturalmente, o António Eça de Queirós ficou furioso e começou a procurar o António Botto por todo o lado. Veio muitas vezes à Lello, cuja tertúlia o poeta costumava frequentar, e acabou um dia por encontrá-lo. Nesse dia eu estava lá, e estavam também o Aquilino, o Ferreira de Castro, o Villaret e o António Silva, entre outros. Imediatamente o Queirós e o Botto pegaram-se à pancada e ainda andámos todos um bom bocado envolvidos a ver se os separávamos".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045947383296435503-1796172235514429159?l=todos-os-livros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/feeds/1796172235514429159/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045947383296435503&amp;postID=1796172235514429159' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/1796172235514429159'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/1796172235514429159'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/2008/01/histrias-soltas-do-sr-lus-2.html' title='Histórias soltas do Sr. Luís #2'/><author><name>Covas Dauro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12897906387688096982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045947383296435503.post-3420197517982241035</id><published>2008-01-25T18:45:00.000Z</published><updated>2008-01-25T18:46:40.394Z</updated><title type='text'>Histórias soltas do Sr. Luís #1</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;António Ferro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;"Nos anos 40, o António Ferro, que era um homem culto e muito divertido, e até se dava com vários tipos que eram da oposição, ia várias vezes à tertúlia da Lello. Uma vez eu atendi-o ao balcão. Ele puxou da carteira para pagar, mas tirou também a cigarreira, que era um estojo lindíssimo. Perante o meu olhar espantado, ele virou-se para mim e disse: “Gostas Luís? Isto... é o Estado Novo!”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045947383296435503-3420197517982241035?l=todos-os-livros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/feeds/3420197517982241035/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045947383296435503&amp;postID=3420197517982241035' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/3420197517982241035'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/3420197517982241035'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/2008/01/histrias-soltas-do-sr-lus-1.html' title='Histórias soltas do Sr. Luís #1'/><author><name>Covas Dauro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12897906387688096982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045947383296435503.post-347724277450791377</id><published>2008-01-23T15:35:00.000Z</published><updated>2008-01-23T15:36:37.994Z</updated><title type='text'>Ler com o Sr. Luís #4</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;SER LIVREIRO HOJE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é que mudou na actividade de livreiro desde que começou até agora?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Houve grandes modificações com a televisão, a multimedia... Mas eu continuo a acreditar na livraria, porque apesar das tecnologias, e talvez se vendam menos livros, a livraria há de continuar a ser sempre livraria. Ouvir a gravação de um livro, ou ler num computador é totalmente diferente do contacto com o papel. O que dá prazer é manusear o livro. Pô-lo na prateleira e relê-lo daí a um mês ou um ano. Esta é a minha maneira de ver as coisas e é possível que eu esteja errado. Além disso, há a especialização. Com as grandes superfícies e toda a concorrência que há, as livrarias têm cada vez mais a tendência para se especializarem em determinadas áreas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Falando da actualidade, também é da opinião que os portugueses lêem cada vez menos?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Não. Eu acho que lêem mais. Este ano foi melhor que o ano passado e assim sucessivamente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Mas isso deve-se também a alguns fenómenos tipo Paulo Coelho...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;... o Paulo Coelho, o Saramago, o Lobo Antunes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Mas acha que as pessoas compram livros para pôr na prateleira, ou para ler?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Eu acredito que é metade/metade. Eu continuo a dizer que nós temos uns clássicos muito bons que continuam a ser esquecidos pelos editores, porque o editor quer o lucro imediato. A Imprensa Nacional Casa da Moeda devia pegar nesses clássicos portugueses e editá-los todos, porque são necessários. Com prefácios e estudos dos livros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Como por exemplo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O Camilo e outros grandes escritores: o Garrett... O Camilo está praticamente reduzido a 4 ou 5 livros. Não entra no mercado. E do Eça só saiu muita coisa porque o ano passado foi o centenário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Continua a ser-lhe possível viver dos livros economicamente?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Sim, felizmente. Desde que aqui estou há 30 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Isso também terá a ver com uma certa fidelização que conseguiu dos leitores, pelo menos os de Campo de Ourique?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Sim. Não há dúvida. Um dia que me sinta cansado, velho, caduco, terei que me afastar. Há de chegar a altura. Mas por enquanto ainda me sinto uma pessoa válida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045947383296435503-347724277450791377?l=todos-os-livros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/feeds/347724277450791377/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045947383296435503&amp;postID=347724277450791377' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/347724277450791377'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/347724277450791377'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/2008/01/ler-com-o-sr-lus-4.html' title='Ler com o Sr. Luís #4'/><author><name>Covas Dauro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12897906387688096982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045947383296435503.post-238829459238400102</id><published>2008-01-21T10:22:00.000Z</published><updated>2008-01-21T10:26:26.463Z</updated><title type='text'>Ler com o Sr. Luís #3</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;LER EM DEMOCRACIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto dá-se o 25 de Abril...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;... E é aí que começo a editar a colecção Cadernos Maria da Fonte, onde editei mais de 30 livros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Teve alguma actividade política durante o PREC?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Não tive envolvimento com nenhum partido, nem antes, nem depois do 25 de Abril. Só fiz parte das eleições do Humberto Delgado. É verdade que passaram por cá todos os partidos depois do 25 de Abril: o MDP/CDE, onde o meu grande amigo Padre Felicidade Alves era um dos presidentes. O PS, o PSD, o CDS, e essas coisas todas. Eu nunca me filiei em nenhum partido, mas não houve nenhum ano em que não fosse votar. Sou democrata 100%, mas como tinha uma casa comercial, não queria estar conotado com nenhum partido. Mas não há dúvida que eu fui conotado com o PCP a seguir ao 25 de Abril.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Teve alguns problemas políticos?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Não. Não tive nenhum problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Mas chegou a editar livros por exemplo do Varela Gomes...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Sim, é verdade... Quando se deu o 25 de Abril eu enchi as montras com os autos de apreensão. Fiz as contas e tinha mais de 400 contos em livros apreendidos, o que era muito dinheiro. Uma noite, ouvi umas pessoas a comentarem os autos: “eu não te disse que o sr. Luís era comunista?”. Fui conotado e editei várias coisas de tipos que eram da oposição, entre elas o Varela Gomes. Depois editei vários livros do Lenine, do Estaline. Era o que se vendia naquela altura. Cheguei a vender 50.000 exemplares do livro “48 Anos de Fascismo”, em 4 ou 5 meses. O “Tornar-se Pessoas Livres”, do Padre Felicidade Alves, que era ele próprio que editava, vendi 25.000. A seguir ao 25 de Abril apareceu tudo o que estava proibido. Foi a altura em que se vendeu mais livros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Quanto tempo durou esse período?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Durante 75, 76... Princípios de 77. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Quando é que deixou de editar? E porquê?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Já nos anos 80, o meu filho acabou o curso e veio trabalhar comigo durante dois anos. Mas eu achava que isto não era vida para ele. Entretanto, o Guilherme Valente veio-me convidar para sócio da Gradiva. Eu não aceitei, porque tenho uma concepção de livreiro muito minha, e quantos mais sócios, mais ideias... Mas sugeri o meu filho e a minha proposta foi aceite. A partir desse momento, se me aparecesse alguém com uma proposta, eu encaminhava-o para a Gradiva. Além disso, esta minha opção também teve a ver com o facto de eu preferir a actividade de livreiro à de editor. Uma editora consome muito tempo e eu prefiro estar no meio dos livros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Ainda tem à venda os livros que editou?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Um ou outro. O resto está tudo esgotado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045947383296435503-238829459238400102?l=todos-os-livros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/feeds/238829459238400102/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045947383296435503&amp;postID=238829459238400102' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/238829459238400102'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/238829459238400102'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/2008/01/ler-com-o-sr-lus-3.html' title='Ler com o Sr. Luís #3'/><author><name>Covas Dauro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12897906387688096982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045947383296435503.post-2772187682211430917</id><published>2008-01-15T11:15:00.001Z</published><updated>2008-12-09T21:57:12.815Z</updated><title type='text'>Aprender a Rezar na Era da Técnica com Gonçalo M. Tavares</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/R4yWDXrxdoI/AAAAAAAAAnA/wtR_r2FIqg8/s1600-h/imagem.jpeg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/R4yWDXrxdoI/AAAAAAAAAnA/wtR_r2FIqg8/s400/imagem.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5155660658073761410" /&gt;&lt;/a&gt;Tenho amigos que desdenham por completo o trabalho de Gonçalo M. Tavares. Tenho outros, a larga maioria, que ainda não se deu ao trabalho de ler o homem. Acredito que a sua produção avassaladora assuste muita gente e provoque até para algum desdém face a um trabalho de escrita hercúleo em pouco mais de 5 anos. Eu próprio confesso que desconfiei do excesso, mas desde o início dei o benefício da dúvida, não só porque fazer tanto barulho por nada parecia-me inusitado, mas sobretudo porque a forma conceptual como Gonçalo M. Tavares aborda a sua obra deixou-me extremamente curioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já andei pelos Bairros e por alguns contos e livros de apontamentos, onde encontrei frases e dizeres que com certeza um dia irão figurar em compilações de citações, mas sem nunca ficar saciado na medida que me importa. A leitura é profunda, sempre de um universalismo impressionante (idêntico ao que faz de Saramago um escritor português que facilmente chega ao mundo inteiro), mas parece-lhe faltar um fôlego de fundo, daqueles que nos afunda noites seguidas num livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por isso que a série que mais me entusiasma literariamente em Gonçalo M. Tavares é o Reino – para os menos atentos, aquela série dos livros de capa negra editados pela Caminho e de onde saiu o livro mais aclamado do autor, “Jerusalém”. É nesta série, na minha opinião, que Gonçalo M. Tavares melhora explora o seu enorme potencial literário, com temas que nos tocam a todos e a todo o mundo – o hedonismo, a avareza, a vingança, a ambição, a maldade, a depravação, a loucura, a crueldade... - mas abordados de uma forma muito individualizada, que na maioria das vezes se concentra de forma obsessiva na personagem central do livro. Neste sentido são livros muitos kafkianos, que nos prendem sem sabermos muito bem porquê, mas simplesmente porque tem de ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mais recente edição do Reino, “Aprender a Rezar na Era da Técnica”, continua a senda negra do Reino (não obriga à leitura dos 3 tomos anteriores, mas o conjunto simboliza algo maior). É a história de um homem desmesuradamente ambicioso que um dia decide mudar da medicina para a politica, disciplinas aqui assustadoramente similares. Um homem supostamente respeitado mas cuja vida privada esconde depravações profundas. Um homem que vive à sombra da herança emocional de um pai ditador, mas que precisamente por isso ele o ama ainda mais. Um homem que vê o mal que semeou virar-se contra si. Um homem que começa como acabou: mal. À partida o enredo não parece ter nada de extraordinário, mas somos impelidos, de forma sôfrega, a caminhar até ao fim, a viver a miséria daquele homem, a julgá-lo, a crucificá-lo, a sermos ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Aprender a Rezar na Era da Técnica” oferece-nos uma leitura fácil (e isto não é uma critica), mas sobre temas profundamente reais e actuais, e uma escrita demolidoramente simples, mecânica até, no sentido em que tudo faz sentido e tem um sentido. Às vezes até demasiado sentido. Se calhar é por isso que sinto faltar-lhe alguma alma, se calhar a alma lusitana que estamos habituados a ler em Eça ou Camilo. Mas é precisamente esta falta de alma e excesso de conceptualização que torna a escrita de Gonçalo M. Tavares original e que a está a levar além fronteiras.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045947383296435503-2772187682211430917?l=todos-os-livros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/feeds/2772187682211430917/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045947383296435503&amp;postID=2772187682211430917' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/2772187682211430917'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/2772187682211430917'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/2008/01/aprender-rezar-na-era-da-tcnica-com.html' title='Aprender a Rezar na Era da Técnica com Gonçalo M. Tavares'/><author><name>Covas Dauro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12897906387688096982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/R4yWDXrxdoI/AAAAAAAAAnA/wtR_r2FIqg8/s72-c/imagem.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045947383296435503.post-1815167768391393636</id><published>2008-01-14T09:59:00.000Z</published><updated>2008-01-14T10:01:23.253Z</updated><title type='text'>Ler com o Sr. Luís #2</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;LER EM DITADURA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É então que começa a editar livros?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Quando vim para cá comecei a fazer distribuições de pessoas amigas, em geral autores proibidos como o Padre Felicidade Alves, o Raúl Rego... Entre as editoras contava-se a Raíz de Tomar, que já faliu e que só editava livros proibidos. Foi aí que começou a perseguição da PIDE. Sabia que eu era o distribuidor da Raíz, que recebia livros brasileiros proibidos... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Como é que fugia à PIDE?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Fazíamos, por exemplo, 5000 exemplares e a tipografia passáva-nos uma factura de 1500. Sobre esses 1500 é que nós facturávamos a todas as livrarias. Ficavam 3500 para vender pela porta do cavalo, como se costumava dizer. Era isso que nos salvava. Dos 1500 eram apreendidos, se calhar, uns 700 ou 800. Isto porque as apreensões vinham 3 ou 4 dias depois de estarem os livros nas livrarias. Deu-se um caso muito engraçado com o livro “Citações do Presidente Mao Tse-Tung”, que editei em 1972 ou 1973. No tempo do Marcelo, veio uma circular da censura, em que este livro deixava de ser proibido. Eu tinha o livro do Mao Tse-Tung debaixo da mesa, que já vinha da China traduzido para português. Fui à tipografia e pedi para me fazerem 5000 exemplares, visto que estava autorizado. Só que quando o livro estava pronto para entrega, apareceu lá uma brigada da PIDE, que apreendeu os livros, mas não os levou logo. Avisaram-me da tipografia e eu peguei na circular e fui à sede da PIDE, na António Maria Cardoso. Apresentei-me e apresentei o caso. Eles admitiram que tinham apreendido os livros e eu mostrei a circular da censura. Eles tiveram que dar o braço a torcer e dar ordem à tipografia para me entregar os livros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Foi essa a única vez que foi à PIDE?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Não. Fui chamado à PIDE 3 vezes. Porque editei 3 livros antes do 25 de Abril, na colecção Cadernos Maria da Fonte, que foram proibidos: “Sobre a Repressão” (Victor Serge), “Sobre a Emancipação da Mulher” (Marx, Engels, Lenine e Kollontai) e “Citações do Presidente Mao Tse-Tung”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O que é que se passou dessas vezes que foi chamado à PIDE?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Trataram-me bem. Só me disseram que eu deixasse de editar livros deste género, senão viam-se obrigados a fechar-me a livraria. Mas não me bateram. É claro que me fizeram estar à espera uma data de tempo. Perdi lá dias inteiros. Era a filosofia deles. Mas ameaçaram-me e a livraria foi fechada mais do que uma vez para passarem vistoria aos livros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Tinha uma zona escondida na livraria?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Sim, no andar de baixo. Antes de ter sido pronto-a-vestir, este espaço foi uma drogaria, e tinha lá em baixo uma casa-forte. O meu cunhado fez-me uma separação com prateleiras, atrás das quais tinha as coisas escondidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Descobriram-lhe alguma vez o segredo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Não. Nunca descobriram. Mas eu comecei a ter medo e houve uma vez que quase descobriram. Tiraram os livros todos das prateleiras para ver se estava alguma coisa atrás, mas não deram por nada e lá me safei. Mas com receio, aluguei um mini-armazém também aqui em Campo de Ourique, ali onde está a Presidência do Conselho de Ministros, e pus lá os livros proibidos. Para despistar, o armazém foi alugado em nome de Luís Alves Dias e não em nome da Livraria Ler. Assim estava mais seguro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045947383296435503-1815167768391393636?l=todos-os-livros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/feeds/1815167768391393636/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045947383296435503&amp;postID=1815167768391393636' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/1815167768391393636'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/1815167768391393636'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/2008/01/ler-com-o-sr-lus-2.html' title='Ler com o Sr. Luís #2'/><author><name>Covas Dauro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12897906387688096982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045947383296435503.post-3313449932711732038</id><published>2008-01-11T19:41:00.000Z</published><updated>2008-01-11T20:06:28.225Z</updated><title type='text'>Ler com o Sr. Luís #1</title><content type='html'>Luís Alves Dias é um livreiro com uma vida que dava um livro. É também o proprietário, desde 1970, da Livraria Ler, que fica em Campo de Ourique, na Rua Almeida e Sousa, junto ao Jardim da Parada. Para além de conhecer o bairro desde pequeno, tive o prazer de viver nele durante 7 anos, 3 dos quais precisamente no prédio da Livraria Ler. Durante estes 7 anos privei inúmeras vezes com o Sr. Luís, que para além de se ter tornado o meu livreiro particular, acho que posso afirmar se tornou também num bom amigo e num excelente contador de excelentes histórias literárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há alguns anos gravei uma longa conversa com o Sr. Luís, onde se conta a sua história de vida dedicada aos livros e algumas histórias vividas com personagens literárias da nossa praça. Parece-me ser agora oportuno publicar aqui a nossa conversa, talvez porque há 3 anos deixei Campo de Ourique por outro bairro lisboeta e recentemente revisitei o Sr. Luís, o que já não fazia há muito tempo. A nostalgia tem destas coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas porque as nossas conversas eram de facto longas, sentidas e repartidas, esta vai surgir aqui em vários capítulos ao longo dos próximos dias. Espero que gostem e que se sintam motivados a visitar o Sr. Luís e a sua Livraria Ler. Porque já não se fazem livrarias e livreiros assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;OS PRIMEIROS CAPÍTULOS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde 1970 à frente da Livraria Ler, em Campo de Ourique, Luís Alves Dias é um livreiro com 69 anos de vida dedicada aos livros, a quem a iliteracia portuguesa não apaga a esperança no futuro. É que a magia das letras não está só em quem as escreve e em quem as lê. Está também em quem as sabe vender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Quando e como é que entrou no mundo dos livros?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Aos 13 anos. Eu nasci na Galiza a 18/2/1932, filho de pai português e mãe galega, mas sou português, porque o meu pai registou-me logo no consulado. Vim definitivamente para Portugal quando começou a guerra civil espanhola e o meu pai meteu-me no Instituto Espanhol, ali ao Marquês do Pombal, onde tirei da 4ª classe ao 2º ano. Como os meus pais não pensavam em regressar a Espanha, acabei por mudar para uma escola portuguesa, onde tive de refazer a 3ª e a 4ª classe em português, porque não me davam equivalência para entrar no liceu. Mas como já tinha 13 anos, não podia ir à escola de dia. Tinha de ir à noite. E assim foi. Como não fazia nada de dia, ia ali para a Livraria Aillaud &amp; Lello, na Rua do Carmo, ler umas revistas brasileiras do Super-Homem e do Homem Borracha. Até que um dia o gerente, o Artur Grana, me perguntou se eu não estudava. Eu contei-lhe a minha odisseia e ele ofereceu-me trabalho na Lello, que eu aceitei, depois do aval do meu pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O seu pai também estava ligado aos livros?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Não. O meu pai era GNR. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Quanto é que começou a ganhar na Lello?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Fui ganhar 300 escudos por mês. Naquela altura era muito dinheiro. Entretanto fiz a 3ª e a 4ª classe num ano e o meu pai disse-me então que eu tinha de deixar de trabalhar para ir estudar para a escola comercial. Como os patrões gostavam de mim, tentaram convencer o meu pai, que não se demoveu. Como aquele dinheiro me dava muito jeito, porque eu já fumava, comprometi-me com o meu pai a continuar a trabalhar de dia e a fazer o curso comercial de noite. Se não conseguisse superar as dificuldades, deixaria de trabalhar no ano seguinte. Os estudos correram bem e eu continuei na Lello. Foi por esse motivo que comecei a trabalhar muito cedo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Esteve muito tempo na Lello?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Ainda estive uns 15 anos, durante os quais me casei e nasceram primeiro o Luís Manuel e depois a São.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Casou-se quando?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Casei-me em 1957. Mas antes disso ainda fui à tropa. Estive na Índia 2 anos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;E&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;steve na Índia até ao fim?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Não, vim antes. Regressei a Lisboa no dia 14 de Dezembro de 1954. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Já tinha a noção de que a Índia estava perdida?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Aquilo estava mais que perdido. Quando lá chegámos já não havia praticamente nada. Quando regressei consegui voltar para a Lello, porque naquela altura os patrões tinham que guardar o emprego a quem fosse para a vida militar. Era da lei. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Voltando então à Lello...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Foi na Lello que tive mais contacto com escritores, pintores, artistas de cinema e teatro. Foi a minha faculdade da vida. Conheci o Manuel Campos Pereira, o Soeiro Pereira Gomes, o velho Torga, o Alves Redol... Esses grandes escritores. Nessa altura havia uma tertúlia fabulosa, que juntava entre 20 a 25 pessoas, desde economistas, a professores, pintores, escritores, artistas de teatro... o António Silva, o Villaret. Os grandes artistas da época passavam por lá. Nós até tínhamos uma pequena tertúlia de vários livreiros, e de vários amigos que trabalhavam ali na Baixa, no Café Martinho, que era em frente à Estação do Rossio. Passavam por lá rapazes que trabalhavam na Rodrigues, na Parceria António Maria Pereira, na Livraria Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Mas acabou por sair da Lello.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Quando nasceu a minha filha foi a primeira vez que pedi aumento ao patrão. As despesas eram maiores. Tenho que dizer que o José Lello era muito meu amigo e tratou-me sempre muito bem. Mas naquele dia acordou mal disposto e quando eu o abordei ele respondeu: “não fui eu que te mandei fazer a filha”. Eu não disse nada, mas fiquei sentido. Naquele dia, como saí mais cedo, passei pela Livraria do Diário de Notícias, ali no Rossio. Quando estava a olhar a montra, o Lúcio Pereira, gerente da livraria, abordou-me e eu contei-lhe o que se tinha passado. O extraordinário é que ele acabou por me convidar para ir para a livraria do Diário de Notícias, com condições muito melhores. Eu estava a ganhar nessa altura 1800$00 na Lello, e ia passar a ganhar 2200$00, mais 150$00 por fazer a montra. Estes eram uma gratificação que o Diário de Notícias dava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Estávamos em que ano?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Acho que estávamos no mês de Agosto de 1959, e eu fiquei de entrar ao serviço no dia 1 de Outubro. A única condição foi eu não dizer na Lello para onde ia, porque o José Lello era muito amigo dos administradores do Diário de Notícias. Uns dias depois anunciei a minha saída, dizendo que ia para um escritório na Av. Da Liberdade. O José Lello pediu-me 3 ou 4 meses, mas eu só tinha um mês. Como tal, disse-lhe que se ele quisesse que me metesse em tribunal, ou que me pedisse uma indeminização. É escusado dizer que ele ficou aborrecido, mas não fez nada. E comecei entretanto a trabalhar na Diário de Notícias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Quais eram as suas tarefas?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Empregado de balcão. Com o Zé Lapas e o Cortes. Contudo, em Novembro, o José Lello convidou-me para ir novamente para a Lello. As condições que ele me dava eram muito boas, mas como eu tinha prometido ao Lúcio Pereira que não saía do Diário de Notícias durante 5 anos, não aceitei. A coisa ficou por aqui. Mas passados 3 ou 4 dias, o José Lello veio falar outra vez comigo, para ver se eu podia dar uma ajuda na Lello da parte da tarde, visto que à tarde eu não tinha trabalho no Diário de Notícias. Depois de pedir autorização ao Lúcio Pereira e à administração do D.N. voltei a trabalhar na Lello, mas só à tarde. Estive nessa situação durante 3 anos. O meu grande espanto foi quando me foi pago o primeiro mês de ordenado na Lello, o mesmo que eu estava a ganhar antes de sair: 1800$00. O que para mim foi esplêndido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Quanto tempo esteve na Diário de Notícias?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Estive 5 anos. Depois, o Álvaro Gonçalves Pereira veio convidar-me para eu abrir o Centro do Livro Brasileiro, na Rua Rodrigues Sampaio, ali ao pé do Tivoli. Eu expus as minhas condições, que para a época eram muito boas. Ele aceitou e eu fui contar ao Lúcio Pereira, que me libertou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Estamos em plenos anos 60?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Em 1963. Estive 7 anos no Centro do Livro Brasileiro, de onde saí em 1970.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O que fazia no Centro do Livro Brasileiro?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Estava ao balcão, dirigia os outros empregados de balcão e do armazém, e fazia os pedidos dos livros necessários ao Brasil. Passado 1 ou 2 anos, o Álvaro Gonçalves Pereira meteu o genro como sócio, o Joel de Matos, e começou a haver uma fricção entre mim e ele. Chegou uma altura em que eu já não podia aturar aquilo. Entretanto, um senhor que tinha um cabeleireiro em Campo de Ourique indicou-me uma casa que estava para passar na esquina da Rua 4 de Infantaria com a Rua Almeida e Sousa. Como eu já estava a pensar em ter a minha livraria e como já morava em Campo de Ourique, fui ver o espaço. Pediram-me 180 contos de trespasse naquela altura e não hesitei. Fiz a escritura em Outubro de 1969, mas como o Álvaro Gonçalves Pereira pediu-me para fazer o balanço antes de me ir embora, só abri a Livraria Ler em Fevereiro de 1970.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(continua)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045947383296435503-3313449932711732038?l=todos-os-livros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/feeds/3313449932711732038/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045947383296435503&amp;postID=3313449932711732038' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/3313449932711732038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/3313449932711732038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/2008/01/ler-com-o-sr-lus-1.html' title='Ler com o Sr. Luís #1'/><author><name>Covas Dauro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12897906387688096982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045947383296435503.post-7682423434583367638</id><published>2008-01-08T17:49:00.000Z</published><updated>2008-12-09T21:57:13.360Z</updated><title type='text'>O Pacheco foi com os porcos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/R4O4R3rxdjI/AAAAAAAAAmY/hMfjE0Wl9hg/s1600-h/manguito_anim.gif"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/R4O4R3rxdjI/AAAAAAAAAmY/hMfjE0Wl9hg/s400/manguito_anim.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5153165015786812978" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O Luíz Pacheco é um daqueles escritores que é membro permanente da instituição literária que é a minha mesa de cabeceira, porque quando preciso dar um coice no espírito volto sempre a ele. Foi lá parar (à minha mesa de cabeceira) desde que o Sr. Luís da Livraria Ler, em Campo de Ourique ao Jardim da Parada, de quem posso dizer com todo o orgulho do mundo ser amigo, mo deu a conhecer através de duas pérolas que ele próprio editou, os Textos de Guerrilha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desses livros às histórias que o Sr. Luís me contou sobre o homem e às histórias surreais mais realistas que o homem imprimiu em todos os tipos de papéis foi um pequeno passo para uma grande paixão literária. Porque ninguém escreveu como o Pacheco: dos amores punheteiros ao escárnio e maldizer; das notas de 20 escudos aos 1001 livros que publicou e ajudou a publicar; do eruditismo popular ao libertinismo regrado; da cama aberta a todos ao maior cosmopolitismo vivido durante o Estado Novo; da total exposição da vida privada a uma vida privada de tudo e mais alguma coisa; da morte anunciada há anos e anos a toda uma vida que dura e dura; da miopia mais curta de vistas às vistas mais largas deste nosso Portugal; pela elegância com que se consegue dizer os palavrões mais orelhudos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por tudo isto, dizer que o Pacheco foi com os porcos é a melhor homenagem que posso prestar a um conterrâneo lisboeta e ex-vivente deste bairro da Estefânia que agora me abriga. E já agora obrigadinho em nome da língua portuguesa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045947383296435503-7682423434583367638?l=todos-os-livros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/feeds/7682423434583367638/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045947383296435503&amp;postID=7682423434583367638' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/7682423434583367638'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/7682423434583367638'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/2008/01/o-pacheco-foi-com-os-porcos.html' title='O Pacheco foi com os porcos'/><author><name>Covas Dauro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12897906387688096982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/R4O4R3rxdjI/AAAAAAAAAmY/hMfjE0Wl9hg/s72-c/manguito_anim.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045947383296435503.post-6810012639384191881</id><published>2008-01-08T10:04:00.000Z</published><updated>2008-01-08T10:07:22.532Z</updated><title type='text'>Grupo Leya?</title><content type='html'>Pergunto eu: o que é que Leya tem a ver com português? É caso para dizer: fonix. Ou será phone-ix?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045947383296435503-6810012639384191881?l=todos-os-livros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/feeds/6810012639384191881/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045947383296435503&amp;postID=6810012639384191881' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/6810012639384191881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/6810012639384191881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/2008/01/grupo-leya.html' title='Grupo Leya?'/><author><name>Covas Dauro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12897906387688096982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045947383296435503.post-6608345192267457302</id><published>2008-01-07T11:49:00.000Z</published><updated>2008-01-07T11:52:25.035Z</updated><title type='text'>Atenção: fumar aumenta os índices de literacia.</title><content type='html'>Os Malefícios do Tabaco” segundo Nuno Brederode Santos, ou  “2008: o Ano do Terror” segundo Miguel Sousa Tavares?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como ex-fumador de longa data e vivente com uma ex-fumadora de recente data, para mim a acesa questão do tabaco devia ser apenas uma questão de civismo e não de legislação paternalista. Ninguém quer obrigar ninguém a deixar de fumar, até porque em última análise estamos a falar de uma droga legal e da liberdade de cada um. Se bem que a liberdade de fumar se cruza com a liberdade de não ter de apanhar com os fumos de outrem. Volto por isso a frisar que é tudo (ou devia ser) uma questão de civismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que é que isto tem a ver com um blog que se afirma de todos os livros e de todas as letras? Tem precisamente a ver com as letras que têm surgido a lume na imprensa dos últimos dias contra a nova lei do tabaco, parece que ela própria minada de cancro logo à partida. E tem a ver com a diferença entre a escrita elegante e eloquente de Nuno Brederode Santos e o terrorismo institucionalizado segundo Miguel Sousa Tavares. Leia-se e perceba-se a diferença entre um bom viciado e um mau viciado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Os Malefícios do Tabaco / Nuno Brederode Santos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A última coisa que apetece a um fumador pachola e contentinho, com quase meio século de cadastro e dois restinhos de pulmão ao seu dispor, é ver convertida em polémica filosófica e motivo de apaixonadas doutrinas a pequenina e mecânica pulsão de puxar por um rolinho de papel, entalá-lo entre os lábios e chegar-lhe um fósforo. Olhando para trás, não tenho o remorso do crime hediondo, premeditado a frio e na minúcia, com o tresloucado objectivo de extinguir os meus contemporâneos e de me apossar das riquezas do mundo, para meu mando e desmando. Não. Vejo mais um puto que foi ao café antes de tempo e que, por entre a curiosidade e a propensão para partilhar as liturgias conviviais, se foi habituando a meter lufadas de calor nas entranhas e a achar que, ao expeli-lo, os argumentos saíam muito mais inteligentes. E, afinal, o Hemingway fazia-o, o Albert Camus também e o Bogart, esse então, era inimaginável sem o cigarro na boca. Eu não via então no tabagismo uma vocação de raça ou tribo, princípio ou credo, confraria ou partido. E o mesmo sucedia com a maioria dos meus amigos, que o curso da vida iria levando a abdicar do cigarro (ou do charuto ou do cachimbo) ao ritmo dos sustos que a saúde lhes foi pregando. Retardatário, eu aguardo ainda o meu, numa qualquer esquina que bem pode ser a próxima. Mas ainda não me apeteceu empenhar as energias - que tudo na vida requer e para tudo na vida fazem falta - na abdicação de um pequeno prazer, mesmo que feito de mero hábito e auto-sugestão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que é um vício e gosto dele: como a personagem do Wilde, resisto a tudo menos à tentação. Não me imagino, por isto, herói nem mártir. Não me pinto vítima, nem resistente. Enuncio o mais rudimentar dos porque-sins da vida quotidiana, convencido, como sempre estive, de que é nela que a felicidade se joga. E sobre esta matéria, é o que tenho para dizer ao jovem médico que vi na televisão e que, de tão louro, imberbe e feroz no discurso sanitário de apuramento da raça, me fez evocar os netos das experiências do Dr. Mengele. E aos comissários europeus politicamente excedentários, que precisam de mostrar que o seu pelouro existe, para o que se dedicam a infernizar o nosso quotidiano com minúcias em papel timbrado e um puritanismo a que chamam rigor. E também aos deputados que deixaram a lei pendente de regulamentação, sem proclamar, preto no branco, que a mesma condicionava a aplicação do diploma (não porque tal fosse tecnicamente necessário, mas porque, como a experiência ensina e a prática deste início do ano comprova, era politicamente necessário). E ao Governo e todas as instâncias que objectivamente jogam com a falta de regulamentação para levar a incerteza e o medo dos comerciantes a instalar uma situação que não é a que a lei contempla e prevê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque a questão que coloco é muito simples: o legislador tem de assumir a sua lei e as suas consequências. E se a lei suscita dúvidas de interpretação - talvez precisamente por não ter sido regulamentada, nos termos em que foi anunciado - não me interessam nada as interpretações da Direcção-Geral da Saúde ou da ASAE, entidades a que não compete nem uma interpretação autêntica nem a regulamentação da lei. Pelo que os seus facultativos contributos não valem mais do que o mérito técnico que tiverem - tal como as minhas e as de qualquer paisano, fumador ou não. Pois, para além da técnica, o que está aqui em jogo é uma dimensão de liberdade individual - e, dessa, ninguém sabe tanto como o indivíduo que é dela titular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O inaceitável é a fuga às responsabilidades. É despejar o ónus de uma aplicação maximalista da lei sobre os atarantados donos de pequenos restaurantes que, querendo optar por fumadores ou apetrechar-se para áreas com e sem fumo, têm medo de o fazer segundo a sua própria leitura do diploma e virem depois a perder o investimento realizado. Isto é uma espécie de "por agora, isto é o maximalismo irlandês, mas o brando Portugal já aí vem" (com a regulamentação). Se a lei é a que foi votada, regulamente-se e cumpra-se "como nela se contém". Se é para endurecer, que volte ao Parlamento e dê a cara. Sob as leis de Atenas, não deve haver vida espartana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;2008: ano do terror / Miguel Sousa Tavares&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem-vindo ao ano de 2008 e a um país onde o terror passou a ser lei e o Estado democrático e republicano foi substituído por um Estado policial onde a totalidade dos cidadãos assume a condição de vigilantes da lei e da virtude e a totalidade das forças policiais estão mobilizadas para acorrer a todo o lado e reprimir na hora os prevaricadores dos bons costumes. Havia a Arábia Saudita, o Irão e os Estados Unidos. Agora há mais um país oficialmente fundamentalista: Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a entrada em vigor da famigerada Lei 37/07 - a lei antitabagismo -, passa a vigorar entre nós uma lei do terror e o país reencontra-se com a sua velha vocação de proibicionismo, delação e repressão dos direitos individuais. Tudo para perseguir um vício que, note-se, é, todavia, legal e fomentado pelo próprio Estado. O Estado financia, com dinheiros europeus, o cultivo de tabaco; o Estado produz e comercializa cigarros, em regime de quase monopólio, através da empresa pública Tabaqueira; o Estado taxa, de seguida, a venda de cigarros (que ele próprio promove), constituindo essa uma das suas principais fontes de receita. E, no fim do processo, o mesmo Estado, movido pela nobre intenção de defender a saúde pública, decreta que quem fuma deve ser perseguido, denunciado e multado em todo o lado. Qualquer "dealer" de drogas duras tem mais credibilidade moral do que o Estado português. Nem os "dealers" de heroína perseguem os clientes nem o Governo da Arábia Saudita promove a venda de álcool aos fiéis a quem proíbe beber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tardámos, mas, nestas coisas do politicamente correcto, quando avançamos é a matar. Sobretudo se tudo o que se exige aos governos é que proíbam e multem. Nenhum país do mundo (excepção feita aos Estados Unidos, em alguns Estados) foi tão longe em matéria de perseguição aos fumadores - mas também se compreende, visto que eles são os maiores produtores mundiais de tabaco e, se o proibissem, levariam à ruína e ao desemprego milhões de agricultores e trabalhadores das tabaqueiras. Neste campo, quanto maior é a culpa maior é a hipocrisia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao abrigo da Lei 37/07, nenhum trabalhador, mesmo que a sós no seu gabinete de trabalho e sem contacto com outros, vai poder fumar; o engenheiro José Sócrates vai ter de ir fumar para os jardins de São Bento, porque lá dentro está num edifício de um órgão de soberania; um velhinho, internado para morrer num lar e cujo derradeiro prazer seja o cigarro, não o vai poder fumar porque chamam a polícia; um preso pode pedir uma seringa nova numa prisão para injectar droga, mas não vai poder fumar, excepto no recreio ao ar livre; em locais como a Feira da Golegã, a Fatacil, a Ovibeja ou a Feira da Ladra, mesmo ao ar livre, não se vai poder fumar, porque são recintos de feira; nas praças de touros não se vai poder fumar, porque são recintos de espectáculos; o faroleiro do Bugio ou o guarda-linha da CP, mesmo na solidão absoluta das suas moradas, não vão poder fumar, porque estão em instalações do Estado; pela mesma razão, nem sequer o embaixador vai poder fumar, nas várias embaixadas de Portugal espalhadas pelo Mundo; não se vai poder fumar nos quartéis, nos navios da Armada, nas estações e gares de comboios e barcos, nos aeroportos, em todos os ministérios e repartições públicas, nos hospitais e centros de saúde, nas Pousadas de Portugal e em todos os hotéis que o decidam, em todos os espectáculos, excepto nas zonas ao ar livre dos estádios de futebol (à excepção do camarote presidencial do Benfica e do FC Porto). Mas, resumindo: como não se pode fumar em nenhum local de trabalho nem de atendimento ao público, as quarenta e tal proibições da Lei 37/07 tornam-se inúteis e, com um legislador menos incapaz, ter-se-iam reduzido a uma simples formulação: é proibido fumar em todo o lado, excepto ao ar livre e dentro do transporte individual ou da casa de cada um. Ressalvando, todavia, que, mesmo ao ar livre, há casos de proibição na lei e que, mesmo em casa de cada um, nada exclui que, tal como previsto na lei, "por determinação da gerência" do condomínio, se possa proibir o fumo em todo o prédio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só alguém com sérios problemas mentais poderia ter feito esta lei. E só uma Assembleia de deputados incompetentes e sem coragem nem vontade própria a poderia ter aprovado. É uma lei à medida de um país de polícias e de eunucos. Chamada a resolver uma situação em que se tratava de proteger os não-fumadores do fumo passivo, obrigando à criação de áreas específicas para fumadores, o legislador não esteve com meias medidas e quis lá saber se os fumadores tinham ou não alguns direitos também. A regra foi proibir quase sempre e em todo o lado e, quando misericordiosamente entreabriu algumas portas (como no caso dos bares e restaurantes), determinou tamanhas exigências técnicas que a tradicional lei do menor esforço e a falta de profissionalismo em vigor no sector se encarregaram de chegar à solução mais fácil: que vão fumar para a rua e é enquanto podem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já andam para aí alguns zelotas preocupados em que a lei possa não ser cumprida em todo o seu rigor. E alguns descendentes mentais dos antigos 'bufos' da PIDE já se encarregaram de telefonar à polícia a denunciar fumadores. E a polícia lá acorreu, pressurosa, para reprimir à nascença a difusão deste odioso crime - que é o único não previsto no Código Penal e fomentado pelo Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E lá, do seu pedestal onde figura como Torquemada ou Elliot Ness da Reboleira, de crachá pendente do cinto das calças e ar ameaçador (vide revista 'Tabu' do último sábado), já afia o dente António Nunes, o presidente dessa nova polícia chamada ASAE, cujos agentes se apresentam de camuflado negro e em estilo de brigada antiterrorista para inspeccionar restaurantes e cafés do país e agora mobilizada para o combate a este novo crime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lei, aliás, parece feita de encomenda para o senhor da ASAE. O homem que promete acabar de vez com as bolas de Berlim nas praias, os pastéis de bacalhau nas tascas e os doces de fabrico caseiro nos cafés, que jura guerra às colheres de pau nas cozinhas e que promove um mundo totalmente plastificado - colheres, copos, luvas, embalagens para tudo - e que suspira filosoficamente que a "dura lex, sed lex" o vai obrigar a fechar metade dos restaurantes do país, não podia ser mais adequado a esta nobre tarefa de perseguir os fumadores em todas as feiras, chafaricas e recantos do país profundo. (Na Irlanda - esse país que ainda há poucos anos perseguia os 'infiéis' não-católicos como emissários do demónio -, a perseguição aos fumadores desencadeada pela ASAE local levou já ao fecho de 11 mil "pubs" de província, de acordo com o lema "acabamos com os fumadores nem que tenhamos de acabar com a vida no interior!") Um bom exemplo para Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sosseguem, pois, os "ayatollahs" de serviço por aqui: temos a ASAE e o seu exército de camisas negras com as narinas devidamente treinadas para cheirar qualquer resquício de fumo a léguas de distância. E temos os eternos 'bufos' disponíveis para denunciar nem que seja o velhote que há anos se senta na mesma mesa da tasca do bairro para jogar dominó com os amigos e acender um cigarro para queimar o frio e a tristeza. A tristeza por viver num país onde se respeita tão pouco a liberdade dos outros.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045947383296435503-6608345192267457302?l=todos-os-livros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/feeds/6608345192267457302/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045947383296435503&amp;postID=6608345192267457302' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/6608345192267457302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/6608345192267457302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/2008/01/ateno-fumar-aumenta-os-ndices-de.html' title='Atenção: fumar aumenta os índices de literacia.'/><author><name>Covas Dauro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12897906387688096982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045947383296435503.post-3215187969290631166</id><published>2007-12-23T17:01:00.000Z</published><updated>2008-12-09T21:57:13.886Z</updated><title type='text'>Don Delillo II</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/R26VaHrxdfI/AAAAAAAAAl4/in9G1CjpxF8/s1600-h/photo23.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/R26VaHrxdfI/AAAAAAAAAl4/in9G1CjpxF8/s400/photo23.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5147215700102837746" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Estes são os dias do depois. Tudo agora se mede em depois”.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta frase resume a mais recente obra de Don Delillo, “O Homem em Queda”, e o meu primeiro livro não só deste autor como também sobre a temática do 11 de Setembro. E esta frase torna-se ainda mais tumular porque nunca me tinha apercebido até que ponto o 11 de Setembro foi de facto um marco que os americanos vão demorar muito tempo a ultrapassar. Em “O Homem em Queda” percebe-se que realmente nos EUA existe um pré e um pós 11 de Setembro e que a partir deste momento definidor nada será como dantes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para nos conduzir a esta constatação estrutural, Delillo propõe-nos uma história centrada sobretudo na vida de 4 indivíduos: um sobrevivente do atentado que estava numa das torres no momento do impacto; a ex-mulher dele e o reencontro de ambos um com o outro e consigo próprios; um dos responsáveis pela catástrofe, as suas motivações e a sua viagem para a morte dentro do avião; um homem-estátua em queda permanente e nos locais mais imprevisíveis, que não deixa ninguém esquecer as pessoas que caíriam e/ou saltaram das Torres para a morte certa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/R26VhHrxdgI/AAAAAAAAAmA/vLHJmXoQjvE/s1600-h/queda.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/R26VhHrxdgI/AAAAAAAAAmA/vLHJmXoQjvE/s400/queda.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5147215820361922050" /&gt;&lt;/a&gt;Uma história metafísica sobre as obsessões destas pessoas (que são o espelho de todas as outras) e como o 11 de Setembro ao mesmo tempo alterou e clarificou tudo. Uma história existencialista, que transpira Kierkegaard por todos os poros, sobre as introspecções, as  memórias passadas e futuras e os sofrimentos das suas personagens. “Kierkegaard proporcionava-lhe uma sensação de perigo, de estar à beira de um abismo espiritual. Toda a existência me assusta, escreveu ele. Ela revia-se nesta frase”. E o livro também. Por isso é que o seu fascínio reside em perceber como é que toda a existência se reflecte em quatro personagens e uma catástrofe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O prazer de descobrir um dos maiores escritores americanos vivos lançou-me de imediato para um segundo Don Delillo, um livro que já há muitos anos estava à espera da minha leitura numa prateleira escondida lá de casa: “Mao II”. Apesar  dos 16 anos que separam as duas obras, mal deixei entrar as primeiras letras e descobri uma ponte entre os dois livros - as torres que caem em “O Homem em queda” (2007) e as torres que nascem em “Mao II” (1991) - senti uma estranha sensação de estar em casa. Novamente as obsessões, o foco em personagens perturbadas que parecem ter sempre algo escondido por revelar. Mas desta feita estamos perante o encontro entre um escritor que se torna cada vez mais famoso à medida que passa o tempo sem dar a cara em público e sern escrever nada, e uma fotógrafa cada vez mais famosa por se dedicar a fotografar escritores e que consegue fotografar o escritor desaparecido. O enredo está lançado mas o fim fica para outro post. De qualquer maneira, bem vindo Don Delillo ao meu mundo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045947383296435503-3215187969290631166?l=todos-os-livros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/feeds/3215187969290631166/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045947383296435503&amp;postID=3215187969290631166' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/3215187969290631166'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/3215187969290631166'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/2007/12/don-delillo-ii.html' title='Don Delillo II'/><author><name>Covas Dauro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12897906387688096982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/R26VaHrxdfI/AAAAAAAAAl4/in9G1CjpxF8/s72-c/photo23.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045947383296435503.post-6195331536074886029</id><published>2007-12-20T10:25:00.000Z</published><updated>2007-12-20T10:26:55.970Z</updated><title type='text'>Porque o Natal assim tem muito mais graça</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O Que Fizeram do Natal&lt;br /&gt;(Carlos Drummond de Andrade)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Natal.&lt;br /&gt;O sino longe toca fino,&lt;br /&gt;Não tem neves, não tem gelos.&lt;br /&gt;Natal.&lt;br /&gt;Já nasceu o deus menino.&lt;br /&gt;As beatas foram ver,&lt;br /&gt;encontraram o coitadinho&lt;br /&gt;mais o boi mais o burrinho&lt;br /&gt;e lá em cima&lt;br /&gt;a estrelinha alumiando.&lt;br /&gt;Natal.&lt;br /&gt;As beatas ajoelharam&lt;br /&gt;e adoraram o deus nuzinho&lt;br /&gt;mas as filhas das beatas&lt;br /&gt;e os namorados das filhas,&lt;br /&gt;foram dançar black-bottom&lt;br /&gt;nos clubes sem presépio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045947383296435503-6195331536074886029?l=todos-os-livros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/feeds/6195331536074886029/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045947383296435503&amp;postID=6195331536074886029' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/6195331536074886029'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/6195331536074886029'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/2007/12/porque-o-natal-assim-tem-muito-mais.html' title='Porque o Natal assim tem muito mais graça'/><author><name>Covas Dauro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12897906387688096982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045947383296435503.post-8486335852254456641</id><published>2007-12-19T18:09:00.001Z</published><updated>2007-12-19T18:11:23.510Z</updated><title type='text'>Para acabar de vez com a sacralização do Natal</title><content type='html'>Chove. É dia de Natal&lt;br /&gt;(Fernando Pessoa)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chove. É dia de Natal. &lt;br /&gt;Lá para o Norte é melhor: &lt;br /&gt;Há a neve que faz mal, &lt;br /&gt;E o frio que ainda é pior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E toda a gente é contente &lt;br /&gt;Porque é dia de o ficar. &lt;br /&gt;Chove no Natal presente. &lt;br /&gt;Antes isso que nevar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois apesar de ser esse &lt;br /&gt;O Natal da convenção, &lt;br /&gt;Quando o corpo me arrefece &lt;br /&gt;Tenho o frio e Natal não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo sentir a quem quadra &lt;br /&gt;E o Natal a quem o fez, &lt;br /&gt;Pois se escrevo ainda outra quadra &lt;br /&gt;Fico gelado dos pés.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045947383296435503-8486335852254456641?l=todos-os-livros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/feeds/8486335852254456641/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045947383296435503&amp;postID=8486335852254456641' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/8486335852254456641'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/8486335852254456641'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/2007/12/para-acabar-de-vez-com-sacralizao-do.html' title='Para acabar de vez com a sacralização do Natal'/><author><name>Covas Dauro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12897906387688096982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045947383296435503.post-2807085168142679663</id><published>2007-12-07T11:41:00.000Z</published><updated>2008-12-09T21:57:14.654Z</updated><title type='text'>I Believe!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/R1kynihgUoI/AAAAAAAAAkM/iX_bqK4jXoE/s1600-h/200711.gif"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/R1kynihgUoI/AAAAAAAAAkM/iX_bqK4jXoE/s400/200711.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5141196104483754626" /&gt;&lt;/a&gt;"The Believer is a monthly magazine where length is no object. There are book reviews that are not necessarily timely, and that are very often very long. There are interviews that are also very long. We will focus on writers and books we like. We will give people and books the benefit of the doubt. The working title of this magazine was The Optimist". Para além deste sugestivo manifesto de intenções esta revista é ilustrada por artistas como Charles Burns e Tony Millionaire.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mandei vir um número pela Net para experimentar, mas será que alguém sabe onde é possível (e se é possível) encontrá-la à venda em Lisboa? Eu encontrei-a &lt;a href='http://www.believermag.com/l'&gt; aqui &lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045947383296435503-2807085168142679663?l=todos-os-livros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/feeds/2807085168142679663/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045947383296435503&amp;postID=2807085168142679663' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/2807085168142679663'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/2807085168142679663'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/2007/12/i-believe.html' title='I Believe!'/><author><name>Covas Dauro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12897906387688096982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/R1kynihgUoI/AAAAAAAAAkM/iX_bqK4jXoE/s72-c/200711.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045947383296435503.post-6379907880122614952</id><published>2007-12-07T11:33:00.000Z</published><updated>2008-12-09T21:57:14.834Z</updated><title type='text'>Monocle 2008</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/R1kw7ihgUnI/AAAAAAAAAkE/YjJE5g4ViU8/s1600-h/issue09_cover.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/R1kw7ihgUnI/AAAAAAAAAkE/YjJE5g4ViU8/s400/issue09_cover.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5141194249057882738" /&gt;&lt;/a&gt;Já me chegou às mãos o novo número da cosmopolita Monocle, um especial sobre aquilo que podemos esperar em 2008, com os conteúdos incisivos e o melhor design editorial a que a revista já me habituou. &lt;a href='http://www.monocle.com/Magazine/volume-01/Issue-09/'&gt; Imprescindível &lt;/a&gt;. Aconselha-se particular atenção ao excelente artigo sobre o canal Arte, que ensina como saber fazer boa televisão, tema fundamental em Portugal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045947383296435503-6379907880122614952?l=todos-os-livros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/feeds/6379907880122614952/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045947383296435503&amp;postID=6379907880122614952' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/6379907880122614952'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/6379907880122614952'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/2007/12/monocle-2008.html' title='Monocle 2008'/><author><name>Covas Dauro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12897906387688096982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/R1kw7ihgUnI/AAAAAAAAAkE/YjJE5g4ViU8/s72-c/issue09_cover.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045947383296435503.post-7908206318048480321</id><published>2007-11-29T11:38:00.000Z</published><updated>2008-12-09T21:57:15.191Z</updated><title type='text'>Mário Cláudio – Mestre das Letras</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/R06nB7wtNMI/AAAAAAAAAjc/6N-RJJvJ7_A/s1600-h/Picture+1.png"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/R06nB7wtNMI/AAAAAAAAAjc/6N-RJJvJ7_A/s400/Picture+1.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5138227876540003522" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Há anos que andava à procura de “Amadeo”, um romance biográfico (uma «psico-socio-biografia», nas palavras do autor) sobre o maior pintor português de todos os tempos, publicado em 1984 e desaparecido das prateleiras das livrarias. Fui encontrá-lo na feira de livros usados que se realiza no Chiado, quando ele me acenou com a sua capa de uma banca repleta de preciosidades. Senti aquele arrepio que devem sentir todos os que, como eu, se perdem pelas letras e por objectos desejados e difíceis de encontrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para além desta emoção que esta descoberta me tomou, qual brinquedo de criança, esta obra tem o condão de conjugar o meu pintor português preferido e um dos autores mais estimulantes da nossa contemporaneidade. Um autor que tem o dom da palavra como  ninguém e que coloca nelas aquele requinte cosmopolita típico do Norte de Portugal. Um autor com quem estamos constantemente a aprender novas palavras, ou se calhar velhas palavras que não podem cair no esquecimento, palavras que têm um sabor especial no palato intelectual e que compõem enredos nem sempre fáceis, aliás sempre exigentes e, por isso mesmo, desafiantes e imperdíveis. Enredos onde a arte da literatura se confunde com a arte das belas-artes e a arte da nossa história e da história universal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/R06nX7wtNNI/AAAAAAAAAjk/MA4JWe8Nt5Y/s1600-h/Picture+2.png"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/R06nX7wtNNI/AAAAAAAAAjk/MA4JWe8Nt5Y/s400/Picture+2.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5138228254497125586" /&gt;&lt;/a&gt;A mais recente obra do autor, “Camilo Broca”, é uma viagem alucinante à história dos antepassados de Camilo Castelo Branco, onde a fronteira entre ficção e realidade é extremamente ténue, mas onde se compreende toda a obra e a personalidade de Camilo. Uma verdadeira obra de arte da literatura portuguesa. Aconselha-se ainda vivamente a trilogia “Ursamaior”, “Orion” e “Gémeos”, descrita pelo autor como relacionada com “situações de alguma marginalidade” e “discurso problemático com o poder”, transversais a três gerações de personagens, uma por volume.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um autor para ler e reler, com muitas entrelinhas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045947383296435503-7908206318048480321?l=todos-os-livros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/feeds/7908206318048480321/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045947383296435503&amp;postID=7908206318048480321' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/7908206318048480321'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/7908206318048480321'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/2007/11/mrio-cludio-mestre-das-letras.html' title='Mário Cláudio – Mestre das Letras'/><author><name>Covas Dauro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12897906387688096982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/R06nB7wtNMI/AAAAAAAAAjc/6N-RJJvJ7_A/s72-c/Picture+1.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045947383296435503.post-8488066730693265109</id><published>2007-11-22T11:20:00.000Z</published><updated>2008-12-09T21:57:15.525Z</updated><title type='text'>Private Joke</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/R0Vmx7wtNFI/AAAAAAAAAik/_1_SYTaZ370/s1600-h/garca2.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/R0Vmx7wtNFI/AAAAAAAAAik/_1_SYTaZ370/s200/garca2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5135623958127522898" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Carla, esta descobri no "Um Estranho em Goa" do Agualusa e é para ti:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Uma mulher muito esguia, e de gestos tão suaves e vagarosos que imediatamente me lembrou uma garça”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045947383296435503-8488066730693265109?l=todos-os-livros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/feeds/8488066730693265109/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045947383296435503&amp;postID=8488066730693265109' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/8488066730693265109'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/8488066730693265109'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/2007/11/private-joke.html' title='Private Joke'/><author><name>Covas Dauro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12897906387688096982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/R0Vmx7wtNFI/AAAAAAAAAik/_1_SYTaZ370/s72-c/garca2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045947383296435503.post-1259041152631938208</id><published>2007-11-22T11:18:00.000Z</published><updated>2008-12-09T21:57:15.656Z</updated><title type='text'>Um Estranho em Goa de José Eduardo Agualusa</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/R0VlsbwtNEI/AAAAAAAAAic/rsZAtyE_-OM/s1600-h/imagem.jpeg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/R0VlsbwtNEI/AAAAAAAAAic/rsZAtyE_-OM/s400/imagem.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5135622764126614594" /&gt;&lt;/a&gt;José Eduardo Agualusa é um daqueles autores lusófonos sobre cuja obra ainda não me debrucei devidamente. Mas há já algum tempo que sinto vontade de explorar a sua escrita, que cruza o país de nascimento do autor, Angola, com Portugal, Brasil, Índia, enfim, todo o mundo falante de português. Uma escrita que conta histórias que ligam estes países, histórias ricas em passados recentes e longínquos, grandes aventuras e pequenas curiosidades, todo um universo daquilo a que se poderá chamar cosmopolitismo lusófono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois únicos livros que (ainda) li de Agualusa reforçam precisamente esta lusofonidade. Primeiro foi “Nação Crioula”, onde o autor regressa ao passado colonial para contar a história do misterioso amor entre o aventureiro português Carlos Fradique Mendes e Ana Olimpia Vaz de Caminha, que tendo nascido escrava, foi uma das pessoas mais ricas e poderosas de Angola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta semana acabei de ler (de rajada) “Um Estranho em Goa” (Biblioteca Editores Independentes), um livro que cabe no bolso mas que nos leva muito longe, geografica e imaginariamente. Antes de mais é um livro que se pode colocar na prateleira dos livros de viagem, com uma clara inspiração em Bruce Chatwin. Mas é muito mais do que isso. É um livro passado naquela antiga colónia portuguesa, que aborda a relação  política e emocional dos goeses com o passado português e a actualidade indiana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é ainda mais do que isso. É um livro escrito na primeira pessoa, onde a personagem principal é o próprio autor, e onde a realidade e a ficção andam de mãos dadas, com a realidade a dar credibilidade à história e a ficção a condimentar cada palavra com sabores únicos, não estivesse a Índia em pano de fundo. Sintomático da musicalidade que Agualusa dá às palavras é o último capítulo do livro, que se deve saborear em voz alta, onde o autor elenca uma série de sinónimos de diabo, em português de Goa, Angola, Portugal e Brasil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas continua a haver mais. O motivo da viagem a Goa de Agualusa é a procura pelo autor de uma personagem angolana refugiada em Goa. Personagem essa, curiosamente chamada Plácido Domingo (mais um fait-divers que contribui para o encanto da história), que participou na guerra contra Portugal, e que fugiu para a Índia por estranhos motivos que ciclicamente alimentam o enredo do livro. Um livro sobre passados que se querem esquecer, tal como o passado de diáspora português é cada vez mais uma matéria de nevoeiros e saudades.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Tudo isto, e muito mais, em pouco mais de 150 páginas, a que ninguém deve ficar estranho, porque está repleto de cheiros, cores, amores, misticismos, sentimentos e palavras da lusofonia portuguesa, africana, brasileira e asiática. Talvez tudo se possa resumir à grande questão que surge num virar de página, mas que paira sobre todo o livro: o que é ser português?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045947383296435503-1259041152631938208?l=todos-os-livros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/feeds/1259041152631938208/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045947383296435503&amp;postID=1259041152631938208' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/1259041152631938208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/1259041152631938208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/2007/11/um-estranho-em-goa-de-jos-eduardo.html' title='Um Estranho em Goa de José Eduardo Agualusa'/><author><name>Covas Dauro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12897906387688096982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/R0VlsbwtNEI/AAAAAAAAAic/rsZAtyE_-OM/s72-c/imagem.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045947383296435503.post-6028440322066442483</id><published>2007-11-14T10:44:00.001Z</published><updated>2008-12-09T21:57:16.016Z</updated><title type='text'>Uma viagem (muito) curta</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RzrRv3SyCGI/AAAAAAAAAiM/koytk208i-U/s1600-h/artigos-bin_imagem2_jpeg_0410548001192117335-784.jpeg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RzrRv3SyCGI/AAAAAAAAAiM/koytk208i-U/s400/artigos-bin_imagem2_jpeg_0410548001192117335-784.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5132645345568884834" /&gt;&lt;/a&gt;Confesso que sou admirador de Paul Auster há muitos anos, desde que há cerca de 15 anos o li pela primeira vez “No País das Últimas Coisas”, quando o senhor ainda era um ilustre desconhecido, ou então ainda não vendia o suficiente para ser aclamado pela crítica, nomeadamente a portuguesa, que sempre o aclamou.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei desde logo cativado pelas histórias “on the road” cinematográficas, pelos universos paralelos criados, irrealmente reais e profundamente americanos, que se confirmaram em livros que nunca esquecerei, como “A Trilogia de Nova Iorque”, “A Música do Acaso” (este é capaz de ser o meu preferido), “Mr. Vertigo” ou “Leviathan”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso também que se a costela cinematográfica de Auster sempre me cativou nos seus livros, a transposição para a tela nunca teve o mesmo efeito encantatório: “Lulu On The Bridge” é mesmo muito fraco. Como confesso ainda que o elevar do estatuto do senhor aos píncaros da literatura internacional, assim como a minha dedicação às letras portuguesas na última década, me afastou de Paul Auster. Continuo a lê-lo, é verdade, mas já não com o mesmo entusiasmo e intimismo, e isso reflectiu-se na leitura (demasiado) rápida e fácil do mais recente “Viagens no Scriptorium”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é um livro em que Auster repete as suas fórmulas do costume, como por exemplo a introdução de histórias paralelas dentro da história principal; o fechar kafkiano da personagem principal dentro de um espaço confinado, sem se saber de onde ela vem e para onde vai, sendo que no caso de “Viagens no Scriptorium” esta incerteza mantém-se até ao fim. E quando a coisa começa a pegar, Auster fecha o livro deixando-nos claramente com água na boca. Será que o facto da personagem principal ser supostamente um homem culpado dos mais hediondos crimes justifica a decisão expressa explicitamente pelo autor em deixar a sua personagem principal suspensa, sendo que quem fica suspenso é o leitor e eu, nesse papel, não gosto de ficar suspenso? Será que Auster está à procura de uma abordagem mais experimental? Ou será que já não sabe como acabar uma história? Ou será ainda que “Viagens no Scriptorium” é apenas um livro menor numa obra com alguns maiores muito interessantes? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha Carla não gostou mesmo nada, e ela também tem sido uma leitora fiel de Auster. Ficou irritada com a opção do autor: “tanta coisa para nada” disse-me ela. Depois de ler compreendi a reacção dela, mas confesso (e é a última vez que o faço neste texto) que não fiquei irritado. Tentei justificar, a mim e a ela, a opção por aquele fim, mas provavelmente o que estou aqui a fazer é tentar justificar uma relação que de tantos anos e tantos livros que ainda não estou preparado para perder por completo. Pelo menos na esperança de que a próxima viagem de Paul Auster vá mais longe do que esta que se fica pelo scriptorium.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045947383296435503-6028440322066442483?l=todos-os-livros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/feeds/6028440322066442483/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045947383296435503&amp;postID=6028440322066442483' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/6028440322066442483'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/6028440322066442483'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/2007/11/uma-viagem-muito-curta.html' title='Uma viagem (muito) curta'/><author><name>Covas Dauro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12897906387688096982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RzrRv3SyCGI/AAAAAAAAAiM/koytk208i-U/s72-c/artigos-bin_imagem2_jpeg_0410548001192117335-784.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045947383296435503.post-7684482313571336102</id><published>2007-11-12T12:41:00.000Z</published><updated>2008-12-09T21:57:16.372Z</updated><title type='text'>Duas leituras políticas obrigatórias</title><content type='html'>Estes últimos dias voltei às minhas leituras político-históricas, uma área à qual volto sempre. ou da qual nunca sequer saio. A ocasião deste regresso prende-se com duas edições recentes, uma no formato livro e outra no formato revista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RzhL-odjUHI/AAAAAAAAAhs/hNhmFU4QAXk/s1600-h/imagem.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RzhL-odjUHI/AAAAAAAAAhs/hNhmFU4QAXk/s400/imagem.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5131935314774020210" /&gt;&lt;/a&gt;O primeiro é a “História da Pide” de Irene Pimentel, um livro que já se tornava cada vez mais urgente e que ainda bem que saiu pela pena desta autora, uma das mais profícuas e interessantes na História da nossa contemporaneidade. Ainda não me aventurei nas muitas páginas do livro, mas ele é sem dúvida uma excelente mais valia para juntar à minha recolha de textos sobre a polícia política do Estado Novo. Saúda-se ainda a pretensão da autora em realizar uma série documental para a televisão sobre o mesmo tema, uma tarefa hercúlea, se pensarmos no curto espaço de tempo que ainda nos separa do fenómeno, no peso emocional que este tema arrasta e nos muitos pides e informadores envolvidos que ainda se escondem na escuridão do anonimato. Não se saúda (para variar) os media nacionais e todos aqueles que não percebem que para fazer este tipo de estudo é fundamental escolher uma de muitas abordagens possíveis e manter um distanciamento científico - a única coisa que ouvi referirem sobre o livro, à laia de total falta de esclarecimento, foi o facto da autora ter concluído em termos estatísticos que a Pide foi menos torcinária que as suas congéneres europeias, o que não significa, como a própria autora reforça, que tenha sido menos aterradora. Enfim, polémicas à parte, estamos perante um documento tão essencial para as gerações actuais e vindouras compreenderem a nossa história mais recente como a série sobre a Guerra Colonial que actualmente está a ser transmitida na RTP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RzhMnIdjUKI/AAAAAAAAAiE/wiIdjxSD6uM/s1600-h/historia2.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RzhMnIdjUKI/AAAAAAAAAiE/wiIdjxSD6uM/s200/historia2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5131936010558722210" /&gt;&lt;/a&gt;A segunda edição que trago aqui é o canto do cisne da Revista História, que afinal parece que poderá não ser assim tanto um canto de cisne, porque poderá haver novidades já no início de 2008 (a acompanhar no &lt;a href='http://www.revistahistoria.net'&gt; site oficial da revista &lt;/a&gt;, o qual neste momento deixa muito a desejar). Para já fiquemos com esta edição especial da História, acabada de sair para as bancas e dedicada aos 90 anos da Revolução Soviética de 1917. Poder-se-á dizer que editorialmente os conteúdos denotam uma orientação mais de esquerda dos seus autores (sem conotações pejorativas), que se nota logo na afirmação algo determinista do primeiro artigo da autoria de Valério Arcary, segundo o qual “Outubro foi a revolução que mudou o mundo”. Mas não é com certeza por isso que esta edição especial da revista História deixa de apresentar um conjunto de artigos e entrevistas que nos ajudam  comprender, de uma forma geral, mas muito assertiva, este fenómeno tão central como efémero, e tão esperançoso como tenebroso, da História do Séc. XX, tornando-a assim uma aquisição obrigatória.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045947383296435503-7684482313571336102?l=todos-os-livros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/feeds/7684482313571336102/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045947383296435503&amp;postID=7684482313571336102' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/7684482313571336102'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/7684482313571336102'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/2007/11/duas-leituras-polticas-obrigatrias.html' title='Duas leituras políticas obrigatórias'/><author><name>Covas Dauro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12897906387688096982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RzhL-odjUHI/AAAAAAAAAhs/hNhmFU4QAXk/s72-c/imagem.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045947383296435503.post-1757867595038525065</id><published>2007-11-09T15:39:00.001Z</published><updated>2007-11-09T15:39:24.999Z</updated><title type='text'>A Arte de Ser Português segundo Teixeira de Pascoaes - Princípios da Liberdade e da Escravidão</title><content type='html'>A liberdade “representa um estado de esforço alegre e doloroso; alegre, porque dá ao homem a consciência do seu valor; e doloroso porque lhe exige trabalho nos dias de paz e a vida nas horas de guerra. A escravidão é feita de descanso e tristeza”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045947383296435503-1757867595038525065?l=todos-os-livros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/feeds/1757867595038525065/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045947383296435503&amp;postID=1757867595038525065' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/1757867595038525065'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/1757867595038525065'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/2007/11/arte-de-ser-portugus-segundo-teixeira_09.html' title='A Arte de Ser Português segundo Teixeira de Pascoaes - Princípios da Liberdade e da Escravidão'/><author><name>Covas Dauro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12897906387688096982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045947383296435503.post-8378320012479655923</id><published>2007-11-08T10:44:00.001Z</published><updated>2007-11-08T10:44:49.047Z</updated><title type='text'>A Arte de Ser Português segundo Teixeira de Pascoaes - Princípios da Filosofia (ou ausência dela)</title><content type='html'>“O português não é nada filosofo; a luz do seu olhar alumia mais do que vê; não abrange, num golpe de vista, os conhecimentos humanos, subordinando-os a uma lógica perfeita e nova que os interprete num todo harmonioso”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O génio lusíada é mais emotivo que intelectual. Afirma e não discute. Quando uma ideia se comove, despreza a dialéctica; e é sendo e não raciocinando que ele prova a sua verdade”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045947383296435503-8378320012479655923?l=todos-os-livros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/feeds/8378320012479655923/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045947383296435503&amp;postID=8378320012479655923' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/8378320012479655923'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/8378320012479655923'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/2007/11/arte-de-ser-portugus-segundo-teixeira_08.html' title='A Arte de Ser Português segundo Teixeira de Pascoaes - Princípios da Filosofia (ou ausência dela)'/><author><name>Covas Dauro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12897906387688096982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045947383296435503.post-5042292748137066778</id><published>2007-11-07T18:09:00.000Z</published><updated>2007-11-07T18:10:02.291Z</updated><title type='text'>A Arte de Ser Português segundo Teixeira de Pascoaes – Princípios da raça portuguesa</title><content type='html'>“Portugal é uma Raça, porque existe uma Língua portuguesa, uma Arte, uma Literatura, uma História (incluindo a religiosa) – uma actividade moral portuguesa; e, sobretudo, porque existe uma Língua e uma História portuguesas”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045947383296435503-5042292748137066778?l=todos-os-livros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/feeds/5042292748137066778/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045947383296435503&amp;postID=5042292748137066778' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/5042292748137066778'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/5042292748137066778'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/2007/11/arte-de-ser-portugus-segundo-teixeira_07.html' title='A Arte de Ser Português segundo Teixeira de Pascoaes – Princípios da raça portuguesa'/><author><name>Covas Dauro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12897906387688096982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045947383296435503.post-485239553738550742</id><published>2007-11-06T13:35:00.001Z</published><updated>2007-11-06T13:35:53.240Z</updated><title type='text'>A Arte de Ser Português segundo Teixeira de Pascoaes - Princípios da Politica</title><content type='html'>“Devemos atender ao corpo e deixar o vestuário. Em politica, sejamos médicos, higienistas, enfermeiros, mas, de nenhum modo, alfaiates. Corrigir em vez de destruir é um Sábio preceito económico. República, Monarquia são coisas secundárias. Portugal é tudo”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045947383296435503-485239553738550742?l=todos-os-livros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/feeds/485239553738550742/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045947383296435503&amp;postID=485239553738550742' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/485239553738550742'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/485239553738550742'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/2007/11/arte-de-ser-portugus-segundo-teixeira_06.html' title='A Arte de Ser Português segundo Teixeira de Pascoaes - Princípios da Politica'/><author><name>Covas Dauro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12897906387688096982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045947383296435503.post-6242995317469934973</id><published>2007-11-05T10:24:00.000Z</published><updated>2007-11-05T10:25:50.969Z</updated><title type='text'>A Arte de Ser Português segundo Teixeira de Pascoaes - Princípios da poesia</title><content type='html'>“Na Poesia aparece a alma de um Povo, no que ela tem de mais profundo e misterioso”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Deus é o Homem infinito. E o poeta fala, entre os homens, a linguagem de Deus, para que eles se reconheçam na própria natureza etérea e progridam moralmente”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Se a Ciência é a realidade das coisas fora de nós, a Poesia é a sua realidade dentro de nós. A Ciência vê; a Poesia visiona, transcendentaliza o objecto contemplado; eleva o real ao ideal”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045947383296435503-6242995317469934973?l=todos-os-livros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/feeds/6242995317469934973/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045947383296435503&amp;postID=6242995317469934973' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/6242995317469934973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/6242995317469934973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/2007/11/arte-de-ser-portugus-segundo-teixeira.html' title='A Arte de Ser Português segundo Teixeira de Pascoaes - Princípios da poesia'/><author><name>Covas Dauro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12897906387688096982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045947383296435503.post-3843959054620397967</id><published>2007-10-31T10:48:00.000Z</published><updated>2008-12-09T21:57:16.654Z</updated><title type='text'>Brand Taboos para todos!</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RyhdiSa7H5I/AAAAAAAAAgQ/-B2RFK1ut3s/s1600-h/310.gif"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RyhdiSa7H5I/AAAAAAAAAgQ/-B2RFK1ut3s/s400/310.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5127451019403009938" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Na passada 2ª feira, dia 29 de Outubro, tive o prazer de assistir ao lançamento do livro “Brand Taboos” (Booknomics, 2007), da autoria de Paulo Rocha e Carlos Coelho, os meus “chefes” durante os 3 anos em que trabalhei na Novodesign/Brandia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um livro que é resultado da compilação de crónicas que ambos assinaram no jornal Briefing durante 2006 e que fala sobre aquilo que estes dois homens têm andado a fazer nos últimos 20 anos: criar e gerir marcas - o que são, como se comportam, como se estimulam, como nos encantam, os segredos e taboos que encerram. Mas de uma forma informal e muito pouco académica, o que torna o livro mais estimulante à leitura, não só de quem trabalhou com eles e que se pode rever nas entrelinhas (obrigado camarada Rocha pela simpática e “revolucionária” referência pessoal no taboo “A Revolta das Marcas”), mas também e sobretudo por todos os que se interessam por estas coisas das marcas e para os novos comunicadores portugueses que chegam todos os dias ao mercado de trabalho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessoalmente, o lançamento foi ainda uma excelente oportunidade para rever antigos colegas de trabalho e para dar um especial abraço ao Paulo Rocha, cujo encanto pessoal barreirense e forte humor negro (que se destaca em todas as linhas que assina no livro) fizeram da minha experiência profissional na Brandia uma das mais gratificantes da minha vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045947383296435503-3843959054620397967?l=todos-os-livros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/feeds/3843959054620397967/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045947383296435503&amp;postID=3843959054620397967' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/3843959054620397967'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/3843959054620397967'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/2007/10/brand-taboos-para-todos.html' title='Brand Taboos para todos!'/><author><name>Covas Dauro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12897906387688096982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RyhdiSa7H5I/AAAAAAAAAgQ/-B2RFK1ut3s/s72-c/310.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045947383296435503.post-8473971273496109219</id><published>2007-10-30T10:36:00.000Z</published><updated>2007-10-30T10:37:06.356Z</updated><title type='text'>A Arte de Ser Português segundo Teixeira de Pascoaes - Princípios da Literatura</title><content type='html'>“O escritor português é muito mais espontâneo e emotivo do que intelectual, o que imprime verdadeiro encanto às suas obras nascidas directamente da Inspiração e para sempre animadas do íntimo calor. Elas ganham, em expressão vivente, o que lhes falta em força dialéctica e construtora de pensamento. E por isso, em Portugal, é pequeníssima a distância entre literatura culta e popular”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045947383296435503-8473971273496109219?l=todos-os-livros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/feeds/8473971273496109219/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045947383296435503&amp;postID=8473971273496109219' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/8473971273496109219'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/8473971273496109219'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/2007/10/arte-de-ser-portugus-segundo-teixeira_30.html' title='A Arte de Ser Português segundo Teixeira de Pascoaes - Princípios da Literatura'/><author><name>Covas Dauro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12897906387688096982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045947383296435503.post-5996803143042507843</id><published>2007-10-29T16:40:00.001Z</published><updated>2007-10-29T16:41:24.775Z</updated><title type='text'>A Arte de Ser Português segundo Teixeira de Pascoaes - Princípios da Selecção Natural</title><content type='html'>“A lei suprema da Vida é (...) a lei do sacrifício das formas inferiores às superiores. (...) O rio é a morte de muitas fontes e o mar é a morte de muitos rios; mas o rio no mar é o mar”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O indivíduo belo e saudável transmite beleza, saúde e alegria à Família, Pátria e Humanidade. O indivíduo doente e feio como que anoitece o mundo... Tem o quer que é de criminoso”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045947383296435503-5996803143042507843?l=todos-os-livros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/feeds/5996803143042507843/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045947383296435503&amp;postID=5996803143042507843' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/5996803143042507843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/5996803143042507843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/2007/10/arte-de-ser-portugus-segundo-teixeira.html' title='A Arte de Ser Português segundo Teixeira de Pascoaes - Princípios da Selecção Natural'/><author><name>Covas Dauro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12897906387688096982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045947383296435503.post-6635986532892838536</id><published>2007-10-28T16:18:00.000Z</published><updated>2007-10-28T16:19:02.731Z</updated><title type='text'>A Arte de Ser Português segundo Teixaeira de Pascoaes - Princípios da língua portuguesa</title><content type='html'>“Quantas mais palavras intraduzíveis tiver uma Língua, mais carácter demonstra o Povo que a falar”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045947383296435503-6635986532892838536?l=todos-os-livros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/feeds/6635986532892838536/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045947383296435503&amp;postID=6635986532892838536' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/6635986532892838536'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/6635986532892838536'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/2007/10/arte-de-ser-portugus-segundo-teixaeira.html' title='A Arte de Ser Português segundo Teixaeira de Pascoaes - Princípios da língua portuguesa'/><author><name>Covas Dauro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12897906387688096982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045947383296435503.post-5368283926942625257</id><published>2007-10-27T19:03:00.001+01:00</published><updated>2008-12-09T21:57:17.139Z</updated><title type='text'>A Arte de Ser Pascoaes</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RyN9eia7H1I/AAAAAAAAAfw/cLW6liawlvQ/s1600-h/artedeserportugues.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RyN9eia7H1I/AAAAAAAAAfw/cLW6liawlvQ/s400/artedeserportugues.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5126078764467035986" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Teixeira de Pascoaes (1877-1952) foi um dos líderes do movimento da “Renascença Portuguesa” com Raul Proença e António Sérgio. Hoje é considerado um dos maiores escritores e pensadores da portugalidade, que nunca precisou de sair da sua Amarante natal para poder dali contemplar apaixonadamente Portugal e o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Arte de Ser Português”, o primeiro livro de prosa de Pascoaes (e também a minha primeira leitura deste autor), então com 38 anos (1915), foi alvo de recente edição na colecção de livros de bolso Biblioteca Editores Independentes (Assírio &amp; Alvim, Livros Cotovia e Relógio d’Água), de acordo com a edição revista e aumentada pelo autor em 1920.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se de um pequeno livro com alma de épico, que Teixeira de Pascoaes escreveu como uma sincera e genuína contribuição para melhor compreender o que é isso de ser português, na forma de um curso tão curto como intenso, que nunca teve o eco que o autor almejou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Arte de Ser Português” transforma-se assim numa dissertação sobre um país com a «saudade» como palavra/conceito/filosofia que melhor define a alma pátria: “a saudade, no mais alto sentido, significa a divina tendência do português para Deus; na sua expressão decadente, patológica, representa a tendência do português para o fantasma...”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um país encurralado no cruzamento entre o cristão e o pagão: “Deus e o Demónio são incompatíveis em toda a parte, excepto em Portugal”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um país banhado por qualidades como o génio da aventura, o espírito messiânico - de que o sebastianismo é o expoente maior - e o sentimento de independência e liberdade. Mas sobretudo inundado por defeitos como a falta de persistência, a vil tristeza, a inveja, a vaidade susceptível, a intolerância e o espírito de imitação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um país orientado para o passado e não para o futuro, que continua envolto na névoa sebastiânica: “elevamos quimericamente as pequenas coisas de hoje à grande altura das antigas. Fingimos a grandeza e o mérito perdidos. Representamos, enfim, o nosso Drama de sombras, que dá um pouco a vida humana depois da Queda...”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um livro que salienta alguns traços que continuam a ser indelevelmente visíveis no Portugal dos nossos dias (questão recorrente em todos os escritores portugueses que se debruçaram sobre a portugalidade em qualquer um dos nossos 8 séculos de História), e com algumas apreciações que à luz de hoje poderiam ser lidas como nacionalistas e até racistas (sobretudo tendo em conta que houve a 2ª Guerra Mundial pelo meio), mas que devem ser compreendidas no contexto da época em que foram escritas e na pena de quem partiram. A pena de Teixeira de Pascoaes. Nem monárquico, nem republicano, profundamente português. Descendente directo do Cancioneiro Popular e de Camões. A alma pátria personificada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Arte de Ser Português” tem tudo para ser uma leitura e uma compra obrigatória, até porque não custa mais de 4,50 euros. Inteiramente de graça, nos próximos dias vai ser possível ler aqui no Todos os Livros alguns princípios enunciados por Teixeira de Pascoaes neste pequeno grande livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos portugueses interessados, aceitam-se a agradecem-se comentários e adendas aos trechos que irei postar, porque a arte de ser português também é nossa, quer queiramos ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RyN92ia7H2I/AAAAAAAAAf4/Nf2cfKg7uWo/s1600-h/teixeira_pascoaes.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RyN92ia7H2I/AAAAAAAAAf4/Nf2cfKg7uWo/s400/teixeira_pascoaes.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5126079176783896418" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045947383296435503-5368283926942625257?l=todos-os-livros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/feeds/5368283926942625257/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045947383296435503&amp;postID=5368283926942625257' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/5368283926942625257'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/5368283926942625257'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/2007/10/arte-de-ser-pascoaes.html' title='A Arte de Ser Pascoaes'/><author><name>Covas Dauro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12897906387688096982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RyN9eia7H1I/AAAAAAAAAfw/cLW6liawlvQ/s72-c/artedeserportugues.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045947383296435503.post-4906777067735445358</id><published>2007-10-26T17:06:00.000+01:00</published><updated>2007-10-26T17:09:07.669+01:00</updated><title type='text'>Apaixonado com Camões</title><content type='html'>"Eu não amo como os mais,&lt;br /&gt;Que eu no amar sou diferente,&lt;br /&gt;Todos amam por enquanto,&lt;br /&gt;Mas eu amo eternamente"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma quadra camoniana para a minha apaixonada que está a precisar do meu amor mais do que nunca.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045947383296435503-4906777067735445358?l=todos-os-livros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/feeds/4906777067735445358/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045947383296435503&amp;postID=4906777067735445358' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/4906777067735445358'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/4906777067735445358'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/2007/10/apaixonado-com-cames.html' title='Apaixonado com Camões'/><author><name>Covas Dauro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12897906387688096982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045947383296435503.post-5887900560046465299</id><published>2007-10-25T11:29:00.000+01:00</published><updated>2008-12-09T21:57:17.322Z</updated><title type='text'>Como compreender o Islão, segundo a New York Review of Books</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RyB3yCa7HzI/AAAAAAAAAfg/3GgRQiytE2A/s1600-h/logo-small.gif"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RyB3yCa7HzI/AAAAAAAAAfg/3GgRQiytE2A/s400/logo-small.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5125228077474586418" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Uma das minhas consultas internáticas habituais é o site da New York Review of Books. Não só para estar a par do que se fala e escreve na literatura anglo-saxónica, como para ler alguns artigos que nos dão uma outra luz sobre o que se passa no mundo. É precisamente este o caso do &lt;a href='http://www.nybooks.com/articles/20800'&gt;artigo&lt;/a&gt; de Malise Ruthven (Volume 54, Number 17 · November 8, 2007), que a partir da recensão de 5 livros sobre o Islão, nos demonstra de uma forma descomprometida e descomplexada que para compreender o Islão há que ir muito além (ou aquém) do 11 de Setembro. Para ler em paz e sem fundamentalismos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045947383296435503-5887900560046465299?l=todos-os-livros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/feeds/5887900560046465299/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045947383296435503&amp;postID=5887900560046465299' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/5887900560046465299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/5887900560046465299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/2007/10/como-compreender-o-islo-segundo-new.html' title='Como compreender o Islão, segundo a New York Review of Books'/><author><name>Covas Dauro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12897906387688096982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RyB3yCa7HzI/AAAAAAAAAfg/3GgRQiytE2A/s72-c/logo-small.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045947383296435503.post-29935319346960007</id><published>2007-10-15T00:20:00.001+01:00</published><updated>2008-12-09T21:57:18.359Z</updated><title type='text'>Gunther Grass - "Descascando a Cebola"</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RxKkcHkc1HI/AAAAAAAAAd4/0b7bnfqkSwk/s1600-h/guntergrass.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RxKkcHkc1HI/AAAAAAAAAd4/0b7bnfqkSwk/s400/guntergrass.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5121336529248900210" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“A memória assenta em memórias que, por sua vez, vão à procura de outras memórias. Assemelha-se assim à cebola que, a cada casca que cai, põe a nú coisas há muito esquecidas, até aos dentes de leite da meninice; mas depois a faca afiada ajuda a conseguir um outro propósito: cortada, camada por camada, provoca lágrimas que turvam a vista” &lt;/strong&gt;(p.246).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta citação explica como se deve ler e entender a maravilhosa autobiografia de Gunther Grass, “Descascando a Cebola”. Se os provérbios e as frases-chave podem não passar de constatações óbvias, o óbvio é por vezes aquilo que mais é difícil de entender para muita gente. Tenho por isso de começar este texto com a constatação de que é a ler que a gente se entende, sendo que a primeira poucos fazem e a segunda menos ainda. Talvez seja por isso que este obra seja meramente publicitada como aquela onde o Nobel da Literatura de 1999 revela que pertenceu às SS no final da guerra, quando tinha 16/17 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito mais do que esse facto, ou até a recente, inútil e académica querela sobre a tradução do livro, o que fica demonstrado em “Descascando a Cebola” é precisamente a razão, mais uma vez óbvia, porque este senhor foi galardoado com o prémio máximo da literatura mundial. Porque parte de uma simples metáfora para dar ao mundo um livro onde expia os seus pecados, desejos e ambições, que são dele e só a ele pertencem. E mesmo assim ele revela-os, revelando-se assim um verdadeiro humanista do Sec. XX, na melhor tradição alemã, que caiu na mesma tentação hitleriana em que cairam 99% dos alemães. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que fica para a história de “Descascando a Cebola”, uma biografia que se lê com a paixãod e um romance, é a total exposição do eu, com revelações tão ou mais profundas e intimistas do que o facto de ter pertencido às SS, facto que aliás fica mitigado logo desde o início do livro, tal como os moínhos de Dom Quixote são apenas um pequeno episódio no início de um livro muito maior. O que nos enternece em “Descascando a Cebola” são as referências que Grass foi recolhendo para os livros que foi escrevendo ao longo da vida. As dúvidas e certezas sexuais. Os primeiros amores. A mão que consolou muitas vezes o desejo inconsolável. As personagens que lhe marcaram a personalidade. Os pais, a mulher, os filhos e os netos. A revelação do holocausto. O vício do tabaco. A pungência da fome passada no pós-guerra, tanto a fome por comida como a fome por arte. As artes industriais aprendidas para poder chegar à arte da escrita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal o que interessa “Descascando a Cebola” é que estamos perante um fresco que nos ajuda a compreender o que foi viver na Alemanha entre 1939 e 1959. Um fresco pintado letra a letra por um escritor maior como Gunther Grass, um alemão que nasceu numa cidade (Danzig) que hoje faz parte de outro país (Gdansk), que se descasca completamente perante o leitor e dá-se a conhecer sem qualquer camada, já que a cebola é toda descascada. E as lágrimas que a cebola provoca não são do leitor, por eventualmente ficar indignado pelo autor ter pertencido às SS e ter participado activamente na guerra. Pertencem sim ao autor, por revelar memórias que ainda hoje, já com 80 anos, lhe custam amargamente revelar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais curioso disto tudo é que apesar de tanta camada de cebola e tanta amargura, não consigo deixar de me sentir feliz por me ser dado a ler um livro assim de um escritor assim. Obrigado Gunther Grass. O tambor há de continuar sempre a bater.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RxKkSXkc1GI/AAAAAAAAAdw/EDVOUa_Vnew/s1600-h/red_onion.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RxKkSXkc1GI/AAAAAAAAAdw/EDVOUa_Vnew/s400/red_onion.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5121336361745175650" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045947383296435503-29935319346960007?l=todos-os-livros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/feeds/29935319346960007/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045947383296435503&amp;postID=29935319346960007' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/29935319346960007'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/29935319346960007'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/2007/10/gunther-grass-descascando-cebola.html' title='Gunther Grass - &quot;Descascando a Cebola&quot;'/><author><name>Covas Dauro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12897906387688096982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RxKkcHkc1HI/AAAAAAAAAd4/0b7bnfqkSwk/s72-c/guntergrass.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045947383296435503.post-588486230494405437</id><published>2007-10-12T17:07:00.000+01:00</published><updated>2007-10-12T17:16:53.658+01:00</updated><title type='text'>Porque é que será que leio este texto e continuo a achar que o Eça é que ainda hoje tem razão?</title><content type='html'>"Portugal vale a pena" (Nicolau Santos-Expresso)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu conheço um país que tem uma das mais baixas taxas de mortalidade de recém-nascidos do mundo, melhor que a média da União Europeia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu conheço um país onde tem sede uma empresa que é líder mundial de tecnologia de transformadores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas onde outra é líder mundial na produção de feltros para chapéus. Eu conheço um país que tem uma empresa que inventa jogos para telemóveis e os vende para mais de meia centena de mercados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que tem também outra empresa que concebeu um sistema através do qual você pode escolher, pelo seu telemóvel, a sala de cinema onde quer ir, o filme que quer ver e a cadeira onde se quer sentar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu conheço um país que inventou um sistema biométrico de pagamentos nas bombas de gasolina e uma bilha de gás muito leve que já ganhou vários prémios internacionais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que tem um dos melhores sistemas de Multibanco a nível mundial, onde se fazem operações que não é possível fazer na Alemanha, Inglaterra ou Estados Unidos. Que fez mesmo uma revolução no sistema financeiro e tem as melhores agências bancárias da Europa (três bancos nos cinco primeiros). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu conheço um país que está avançadíssimo na investigação da produção de energia através das ondas do mar. E que tem uma empresa que analisa o ADN de plantas e animais e envia os resultados para os clientes de toda a Europa &lt;br /&gt;por via informática. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu conheço um país que tem um conjunto de empresas que desenvolveram sistemas de gestão inovadores de clientes e de stocks, dirigidos a pequenas e médias empresas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu conheço um país que conta com várias empresas a trabalhar para a NASA ou para outros clientes internacionais com o mesmo grau de exigência. Ou que &lt;br /&gt;desenvolveu um sistema muito cómodo de passar nas portagens das auto-estradas. Ou que vai lançar um medicamento anti-epiléptico no mercado mundial. Ou que é líder mundial na produção de rolhas de cortiça. Ou que &lt;br /&gt;produz um vinho que "bateu" em duas provas vários dos melhores vinhos espanhóis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que conta já com um núcleo de várias empresas a trabalhar para a Agência Espacial Europeia. Ou que inventou e desenvolveu o melhor sistema mundial de pagamentos de cartões pré-pagos para telemóveis. E que está a construir ou já construiu um conjunto de projectos hoteleiros de excelente qualidade um pouco por todo o mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O leitor, possivelmente, não reconhece neste País aquele em que vive - Portugal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é verdade. Tudo o que leu acima foi feito por empresas fundadas por portugueses, desenvolvidas por portugueses, dirigidas por portugueses, com sede em Portugal, que funcionam com técnicos e trabalhadores portugueses. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chamam-se, por ordem, Efacec, Fepsa, Ydreams, Mobycomp, GALP, SIBS, BPI, BCP, Totta, BES, CGD, Stab Vida, Altitude Software, Primavera Software, Critical Software, Out Systems, WeDo, Brisa, Bial, Grupo Amorim, Quinta do Monte d'Oiro, Activespace Technologies, Deimos Engenharia, Lusospace, Skysoft, Space Services. E, obviamente, Portugal Telecom Inovação. Mas também dos grupos Pestana, Vila Galé, Porto Bay, BES Turismo e Amorim Turismo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E depois há ainda grandes empresas multinacionais instaladas no País, mas dirigidas por portugueses, trabalhando com técnicos portugueses, que há anos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e anos obtêm grande sucesso junto das casas mãe, como a Siemens Portugal, Bosch, Vulcano, Alcatel, BP Portugal, McDonalds (que desenvolveu em Portugal um sistema em tempo real que permite saber quantas refeições e de que tipo são vendidas em cada estabelecimento da cadeia norte-americana). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É este o País em que também vivemos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É este o País de sucesso que convive com o País estatisticamente sempre na cauda da Europa, sempre com péssimos índices na educação, e com problemas na saúde, no ambiente, etc. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nós só falamos do País que está mal. Daquele que não acompanhou o progresso. Do que se atrasou em relação à média europeia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está na altura de olharmos para o que de muito bom temos feito. De nos orgulharmos disso. De mostrarmos ao mundo os nossos sucessos - e não invariavelmente o que não corre bem, acompanhado por uma fotografia de uma velhinha vestida de preto, puxando pela arreata um burro que, por sua vez, puxa uma carroça cheia de palha. E ao mostrarmos ao mundo os nossos sucessos, não só futebolísticos, colocamo-nos também na situação de levar muitos outros portugueses a tentarem replicar o que de bom se tem feito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque, na verdade, se os maus exemplos são imitados, porque não hão-de os bons serem também seguidos?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045947383296435503-588486230494405437?l=todos-os-livros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/feeds/588486230494405437/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045947383296435503&amp;postID=588486230494405437' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/588486230494405437'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/588486230494405437'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/2007/10/porque-que-ser-que-leio-este-texto.html' title='Porque é que será que leio este texto e continuo a achar que o Eça é que ainda hoje tem razão?'/><author><name>Covas Dauro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12897906387688096982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045947383296435503.post-5596415980299999200</id><published>2007-09-27T10:41:00.000+01:00</published><updated>2008-12-09T21:57:18.647Z</updated><title type='text'>O Fim da Historia?</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/Rvu3L9P-FGI/AAAAAAAAAdA/QJEBs5c8yqQ/s1600-h/2007.03.004a.m_net.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/Rvu3L9P-FGI/AAAAAAAAAdA/QJEBs5c8yqQ/s200/2007.03.004a.m_net.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5114883217857320034" /&gt;&lt;/a&gt; Esta semana, como acontece todos os meses, recebi na caixa do correio a edição mensal da revista História, correspondente à assinatura que mantenho há já alguns anos, desde ainda a segunda série. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é que este facto tem de extraordinário? Antes de mais porque este foi o número 100 da terceira série de uma revista que já anda por aí, com altos, baixos e outros sobressaltos, para mais de 30 anos e que faz parte da minha história de vida desde os tempos em que o meu pai a comprava regularmente. Depois porque é um raro exemplo de atenção a uma das mais fascinantes disciplinas das ciênciais sociais e com particular pendor para a História Contemporânea, o que é um caso ainda mais raro. Mas sobretudo porque, e para espanto meu, o primeiro artigo deste número 100 avança com a constatação de que a História (mais uma vez) vai acabar. E parece que mais uma vez por dificuldades financeiras. Nas palavras do director-adjunto Luís Farinha, «foram-nos retirados dois apoios oficiais fundamentais para uma pequena publicação como a nossa, nomeadamente do ex-Instituto Português do Livro e das Bibliotecas (actual Direcção-Geral do Livro e da Leitura) e o fim do Porte Pago». &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que andava desgostoso com as mais recentes edições, sobretudo em termos gráficos, que perderam muito charme e contemporaneidade face aos primeiros números desta terceira série, ao ponto de estar a considerar a hipótese de deixar de assinar a revista. Contudo, deixar morrer uma publicação com tanta história por estas razões é triste. Curiosamente, o último (?) suspiro da História vai ser com uma edição especial dedicada à Revoluçaõ Russa de 1917. Poderá o tema ser lido como um grito de raiva contra a situação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por tudo isto juntei o meu nome ao abaixo-assinado que circula na net para salvar a História. Um gesto provavelmente simbólico, mas mesmo asism deixo aqui o &lt;a href=' http://www.petitiononline.com/mod_perl/signed.cgi?magazin '&gt;link&lt;/a&gt; para quem se quiser juntar à causa e fazer história.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045947383296435503-5596415980299999200?l=todos-os-livros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/feeds/5596415980299999200/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045947383296435503&amp;postID=5596415980299999200' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/5596415980299999200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/5596415980299999200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/2007/09/o-fim-da-historia.html' title='O Fim da Historia?'/><author><name>Covas Dauro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12897906387688096982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/Rvu3L9P-FGI/AAAAAAAAAdA/QJEBs5c8yqQ/s72-c/2007.03.004a.m_net.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045947383296435503.post-3820497950447327492</id><published>2007-09-19T13:44:00.001+01:00</published><updated>2008-12-09T21:57:18.940Z</updated><title type='text'>Louis Riel by Chester Brown</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RvEZvAqGJZI/AAAAAAAAAcw/9ZZj8YkN86k/s1600-h/a4436b081216cf.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RvEZvAqGJZI/AAAAAAAAAcw/9ZZj8YkN86k/s400/a4436b081216cf.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5111895347463333266" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Chester Brown é um comic artist canadiano de renome não só no seu pais, como em todo o mundo. Eu diria que é mesmo um dos maiores artistas do nosso tempo, a par de outros mestres como Chris Ware, Daniel Clowes, Charles Burns ou Seth para me ficar apenas por aqui. É o autor celebrado de grandes obras da Nona Arte como “Ed the Happy Clown”, “The Playboy: A comic book”, “I Never Liked You”, “The Little Man: Short Strips 1980-1995”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Constantemente à procura da perfeição, a mais recente etapa no caminho de Chester Brown em direcção à excelência é “Louis Riel: A Comic-Strip Biography”, nada menos que a história de um mártir político do Canadá da segunda metade do Séc. XIX. A prova de que a banda-desenhada não pode ser desdenhada e deve ser cada vez mais assumida como aquilo que realmente é: a Nona Arte. “Louis Riel” é então acima de tudo um livro de história, mas que nos ensina de uma forma lúdica e artística, com um cuidado enorme no traço (aqui muito inspirado em Hergé) e no texto, com uma sensibilidade para o enredo brilhante e uma elegância extrema, num preto e branco incólume.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A forma como Brown cruza os aspectos mais macro da história de Riel - a revolução que lançou e a clarificação das diferenças entre as origens inglesas e francesas daquele país – e os aspectos mais micro - as angústias religiosas do homem e a fina linha que separa a loucura da genialidade – tornam a leitura desta biografia desenhada uma obsessão e uma obrigação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não admira que tenha sido considerado pela Time uma das melhores obras de 2003 e tenha sido candidato ao prestigiado Eisner Award em 2004.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A edição que adquiri foi a espanhola (&lt;a href='http://www.lacupula.com/web/'&gt;Ediciones La Cupula&lt;/a&gt;- onde se trata a banda desenhada como deve ser), mas o original em inglês pode ser adquirido através da &lt;a href='http://www.drawnandquarterly.com/'&gt;Drawn &amp; Quarterly&lt;/a&gt;. Confesso que a leitura em espanhol tornou o livro ainda mais mágico.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045947383296435503-3820497950447327492?l=todos-os-livros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/feeds/3820497950447327492/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045947383296435503&amp;postID=3820497950447327492' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/3820497950447327492'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/3820497950447327492'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/2007/09/louis-riel-by-chester-brown.html' title='Louis Riel by Chester Brown'/><author><name>Covas Dauro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12897906387688096982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RvEZvAqGJZI/AAAAAAAAAcw/9ZZj8YkN86k/s72-c/a4436b081216cf.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045947383296435503.post-8720977566607672119</id><published>2007-09-17T10:20:00.000+01:00</published><updated>2008-12-09T21:57:19.101Z</updated><title type='text'>Eu vou descascar a cebola</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/Ru5NZpJxwcI/AAAAAAAAAcc/nvasEO9Zodo/s1600-h/imagem.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/Ru5NZpJxwcI/AAAAAAAAAcc/nvasEO9Zodo/s400/imagem.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5111107730051023298" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Vou ler a autobiografia de Gunther Grass, mas ao contrário das manchetes que mancharam os jornais do fim de semana que passou, o que menos me interessa é a polémica sobre o passado hitleriano do senhor, mas sim o texto autobiográfico (um género que me apaixona cada vez mais) do autor do "O Tambor", um escritor alemão que atravessou todo o século XX, o mais intenso (pelas piores e melhores razões) da vida do seu povo. Um texto fundamental para compreender tanto os fantasmas que assombram a vida de Grass, como os fantasmas alemães que assombraram a Europa e o Mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Descancando a Cebola" é colocado hoje à venda, pela Casa das Letras.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045947383296435503-8720977566607672119?l=todos-os-livros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/feeds/8720977566607672119/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045947383296435503&amp;postID=8720977566607672119' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/8720977566607672119'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/8720977566607672119'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/2007/09/eu-vou-descascar-cebola.html' title='Eu vou descascar a cebola'/><author><name>Covas Dauro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12897906387688096982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/Ru5NZpJxwcI/AAAAAAAAAcc/nvasEO9Zodo/s72-c/imagem.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045947383296435503.post-26285015460059417</id><published>2007-09-13T10:15:00.000+01:00</published><updated>2008-12-09T21:57:19.333Z</updated><title type='text'>A vida por um monóculo vê-se melhor...</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RukHkUZ5RII/AAAAAAAAAcU/nvRARkoPBhs/s1600-h/issue06.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RukHkUZ5RII/AAAAAAAAAcU/nvRARkoPBhs/s400/issue06.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5109623572762543234" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Todos os Livros, como já se viu, também inclui outras formas de leitura de qualidade, sejam elas a banda-desenhada, ou também, como é o caso que aqui trago hoje, as grandes revistas. E que grande revista descobri ontem, graças ao camarada Zé, designer de eleição que reconhece numa revista não só a genialidade do design, como também a pertinência e o poder dos conteúdos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é então a &lt;a href='http://www.monocle.com'&gt;Monocle&lt;/a&gt;? É uma mega-revista inglesa sobre "global affairs, business, culture &amp; design", onde o conceito de cosmopolitismo encontra a sua expressão perfeita. Aqui descobrem-se tanto as grandes tendências, da globalização ao aquecimento global (e que excelente artigo sobre o problema do Ártico!), como os pequenos pormenores que tornam a vida mais interessante e saborosa: viagens, moda, oportunidades de negócio, arquitectura, música e até banda-desenhada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O número que adquri (Setembro de 2007) tem como tema central o branding das nações, ou seja, a importância e a necessidade cada vez maior dos países em criarem uma imagem de marca forte e coerente. Partindo desta ideia central, a Monocle dá-nos um panorama aprofundado sobre o tema, com vários "case studies", artigos de fundo, entrevistas, pessoas, ideias e exemplos a seguir. É ler e ver o que Portugal está a perder...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isto que faz da Monocle uma revista de culto, extremamente focada (como o próprio nome indicia), para coleccionar e guardar na prateleira preferida, ou mesmo na mesa de cabeceira, e voltar sempre que for preciso abrir os olhos e a mente à percepção do que o nosso mundo é, vai ser e deve ser. Uma revista do mundo à venda nas melhores papelarias (a minha descobri-a no Dolce Vita de Miraflores, mas acho que era a última...).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045947383296435503-26285015460059417?l=todos-os-livros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/feeds/26285015460059417/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045947383296435503&amp;postID=26285015460059417' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/26285015460059417'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/26285015460059417'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/2007/09/vida-por-um-monculo-ve-se-melhor.html' title='A vida por um monóculo vê-se melhor...'/><author><name>Covas Dauro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12897906387688096982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RukHkUZ5RII/AAAAAAAAAcU/nvRARkoPBhs/s72-c/issue06.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045947383296435503.post-1832864872455641538</id><published>2007-09-10T18:12:00.001+01:00</published><updated>2008-12-09T21:57:19.494Z</updated><title type='text'>Nan Goldin "The Ballad of Sexual Dependency"</title><content type='html'>&lt;div xmlns='http://www.w3.org/1999/xhtml'&gt;&lt;p&gt;&lt;object height='350' width='425'&gt;&lt;param value='http://youtube.com/v/ny6X0ZX6bPI' name='movie'/&gt;&lt;embed height='350' width='425' type='application/x-shockwave-flash' src='http://youtube.com/v/ny6X0ZX6bPI'/&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Este fim de semana tive a felicidade de encontrar (e adquirir) na Almedina da Gulbenkian o genial livro de fotografia de Nan Goldin, "The Ballad of Sexual Dependency", cujo slideshow apresento aqui para o deleite de todos os que vibram com a fotografia que é muito mais do que estética. A fotografia que fala da vida como ela é. A fotografia ao mesmo tempo hiper-realista e ultra-intimista. A fotografia que tanto invoca como espanta os fantasmas que assombram e alegram o dia-a-dia.  A fotografia que provoca todo o tipo de sensações, desde o virar dos olhos em repulsa até ao sorriso que surge nos lábios. A fotografia que é a extensão mais natural e verdadeira do seu autor e não um mero acto distanciado e indiferente. A fotografia que também se lê, porque apresenta a leitura autobiográfica da vida da sua autora em imagens. E que vida. E que leitura. E que fotografias.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RuWAoigrhTI/AAAAAAAAAcM/o1ubHXoj4EA/s1600-h/40-cover-1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RuWAoigrhTI/AAAAAAAAAcM/o1ubHXoj4EA/s400/40-cover-1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5108630786268693810" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045947383296435503-1832864872455641538?l=todos-os-livros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/feeds/1832864872455641538/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045947383296435503&amp;postID=1832864872455641538' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/1832864872455641538'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/1832864872455641538'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/2007/09/nan-goldin-ballad-of-sexual-dependency.html' title='Nan Goldin &amp;quot;The Ballad of Sexual Dependency&amp;quot;'/><author><name>Covas Dauro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12897906387688096982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RuWAoigrhTI/AAAAAAAAAcM/o1ubHXoj4EA/s72-c/40-cover-1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045947383296435503.post-26770749992427348</id><published>2007-08-30T12:11:00.001+01:00</published><updated>2008-12-09T21:57:19.980Z</updated><title type='text'>2 bandas desenhadas</title><content type='html'>Já falei aqui da maravilhosa livraria que descobri em Braga, a Centésima Página. Fica aqui agora a publicidade às duas bandas desenhadas que lá adquiri e que aconselho vivamente a todos os apaixonados pela faceta mais madura (leia-se adulta) da 9ª arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. "Pyongyang: A Journey in North Korea" de Guy Delisle (Drawn &amp; Quarterly), uma viagem real a um país irreal vivida, escrita e desenhada pelo próprio autor.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/Rtan-ygrhOI/AAAAAAAAAbk/yHRMn6DFcWU/s1600-h/a46140be296918.gif"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/Rtan-ygrhOI/AAAAAAAAAbk/yHRMn6DFcWU/s400/a46140be296918.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5104451924823606498" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. "Blankets" de Craig Thompson (Top Shelf Comix), uma obra de peso (mais de 600 páginas e vários prémios) íntima, autobiográfica e amorosa. Para ler debaixo dos cobertores a meia luz.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/Rtan0CgrhNI/AAAAAAAAAbc/6iZu57wz-8g/s1600-h/blankets_01.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/Rtan0CgrhNI/AAAAAAAAAbc/6iZu57wz-8g/s320/blankets_01.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5104451740140012754" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045947383296435503-26770749992427348?l=todos-os-livros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/feeds/26770749992427348/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045947383296435503&amp;postID=26770749992427348' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/26770749992427348'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/26770749992427348'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/2007/08/2-bandas-desenhadas.html' title='2 bandas desenhadas'/><author><name>Covas Dauro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12897906387688096982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/Rtan-ygrhOI/AAAAAAAAAbk/yHRMn6DFcWU/s72-c/a46140be296918.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045947383296435503.post-4441115580083257884</id><published>2007-08-29T16:07:00.000+01:00</published><updated>2007-08-29T16:20:34.566+01:00</updated><title type='text'>Machado de Assis hoje no Diario de Noticias!!!</title><content type='html'>Hoje vale mesmo a pena comprar o Diário de Notícias. Não pelo jornal que continua extremamente desinteressante, mas pelo livro que é oferecido: "Dom Casmurro" de Machado de Assis. Um clássico de um dos maiores escritores da língua portuguesa por apenas 90 cêntimos. Isto é que é cultura ao alcance de todos. Está tudo a correr para a banca mais próxima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS - obrigado pela informação camarada Ricardo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045947383296435503-4441115580083257884?l=todos-os-livros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/feeds/4441115580083257884/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045947383296435503&amp;postID=4441115580083257884' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/4441115580083257884'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/4441115580083257884'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/2007/08/machado-de-assis-hoje-no-diario-de.html' title='Machado de Assis hoje no Diario de Noticias!!!'/><author><name>Covas Dauro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12897906387688096982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045947383296435503.post-794999177101368293</id><published>2007-08-28T15:27:00.001+01:00</published><updated>2008-12-09T21:57:20.215Z</updated><title type='text'>Stephen King e “A História de Lisey”</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RtQw9ygrhKI/AAAAAAAAAbE/iKtsbbKsWLw/s1600-h/imagem.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RtQw9ygrhKI/AAAAAAAAAbE/iKtsbbKsWLw/s400/imagem.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5103758115806610594" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Já o disse antes de ir para férias que tinha cedido ao mediatismo de Stephen King através da compra do seu mais recente mega-sucesso de vendas “A História de Lisey”. Depois de o ler avidamente durante as ditas férias tenho de reconhecer que tal como me rendi ao imediatismo também me rendi à qualidade do livro. Chamar-lhe terror é reduzi-lo a uma categoria limitadora. Eu prefiro adjectivá-lo como um livro intenso, bem escrito, com excelentes soluções narrativas só ao alcance de quem sabe muito bem aquilo que faz, e com pistas que nos são lançadas a todo o momento e reveladas quando menos se espera, mas sem deixar uma única ponta solta. Um livro que se mantém numa latência perturbante constante, atingindo picos de perturbação extrema (leia-se violência e ao mesmo tempo catatonia), perante os quais só não se fecha os olhos porque estamos a ler e não a ver (se bem que não me admira nada que o filme deste livro já esteja em preparação).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história de Lisey é a história da mulher de um escritor muito famoso (aqui King está em casa) que morreu há dois anos e que passados esses dois anos se vê obrigada a recordar toda a sua vida passada com aquele homem e o próprio passado (extremamente) obscuro desse homem, quanto tudo o que ela quer é esquecer. É a história que confirma o ditado popular, segundo o qual por detrás de um grande homem há sempre uma grande mulher. Uma mulher que se vê obrigada a enfrentar os fantasmas (terrivelmente assustadores) do passado do marido para poder exorcizar o seu futuro. É uma história com mundos paralelos que podem ser apenas sonhos, mas que são muitos reais, para ler sem preconceitos intelectuais e para abraçar com toda a emoção, porque as emoções aqui são fortes. E mais não digo para não estragar o prazer de uma boa leitura de Verão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045947383296435503-794999177101368293?l=todos-os-livros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/feeds/794999177101368293/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045947383296435503&amp;postID=794999177101368293' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/794999177101368293'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/794999177101368293'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/2007/08/stephen-king-e-histria-de-lisey.html' title='Stephen King e “A História de Lisey”'/><author><name>Covas Dauro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12897906387688096982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RtQw9ygrhKI/AAAAAAAAAbE/iKtsbbKsWLw/s72-c/imagem.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045947383296435503.post-7361445287445435671</id><published>2007-08-27T18:38:00.000+01:00</published><updated>2008-12-09T21:57:20.372Z</updated><title type='text'>Centesima Página</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RtMNoygrhHI/AAAAAAAAAas/RrDYdkjQrhk/s1600-h/centesima.com.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RtMNoygrhHI/AAAAAAAAAas/RrDYdkjQrhk/s400/centesima.com.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5103437797145674866" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Aqui fica a referência a uma das minhas grandes descobertas livrescas destas férias: a livraria Centésima Página, situada na lindíssima cidade de Braga. Foi amor à primeira vista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É partir das arcadas da Praça da República, seguir em frente, passar o McDonalds (de nariz tapado porque o cheiro é fétido), encostar ao passeio da direita e procurar o maravilhoso edifício barroco recuperado para albergar uma das mais belas livrarias que alguma vez respirei na vida. Para mais informações basta visitar o site da &lt;a href="http://www.centesima.com"&gt;Centésima Página&lt;/a&gt;. Mas o que vale mesmo a pena é ir lá ver, ler e estar. Até tem café e jardim e uma boa secção infantil para levar a criançada, porque é de pequenino que se aprende a gostar de ler.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045947383296435503-7361445287445435671?l=todos-os-livros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/feeds/7361445287445435671/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045947383296435503&amp;postID=7361445287445435671' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/7361445287445435671'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/7361445287445435671'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/2007/08/centesima-pgina.html' title='Centesima Página'/><author><name>Covas Dauro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12897906387688096982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RtMNoygrhHI/AAAAAAAAAas/RrDYdkjQrhk/s72-c/centesima.com.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045947383296435503.post-977616756311740712</id><published>2007-08-05T18:14:00.000+01:00</published><updated>2008-12-09T21:57:20.587Z</updated><title type='text'>Filosofia para o Verão</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RrYFhUp1BhI/AAAAAAAAAZ0/TfuD6zBVGYo/s1600-h/200px-MarcFerrez_MachadodeAssis.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RrYFhUp1BhI/AAAAAAAAAZ0/TfuD6zBVGYo/s400/200px-MarcFerrez_MachadodeAssis.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5095266098454267410" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Depois de no último post ter indicado a minha lista de livros para as férias que já começaram, mas ainda não descolaram de Lisboa, aproveito para deixar algumas citações de um dos mais brilhantes livros que li até hoje: “Memórias Póstumas de Brás Cubas” de Machado de Assis, tão obrigatório, ou ainda mais, que os Maias do nosso Eça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderia estender-me aqui longamente sobre as virtudes deste romance. Mas não sou crítico, nem a isso aspiro. Sou simplesmente um aficcionado da arte de bem escrever em português. E quando essa leitura me apresenta a melhor filosofia de vida num romance impossível de parar de ler, recheado (a cada canto de página) daquele humor com que só os brasileiros nos sabem (en)cantar, e inspirado por uma técnica a que muito poucos dos nossos contemporâneos podem sequer aspirar (recordo que o livro foi escrito em 1880), estamos perante uma obra-prima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando um livro nos dá tantas citações, para quê sujar este post com mais conversa? Deixo-vos com Machado de Assis. Ou será com Brás Cubas? A certa altura confesso que já não sei quem realmente está a escrever... Mais um pormenor de génio... Aqui ficam outros para mergulhar neste Verão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Suporta-se com paciência a cólica do próximo”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Matamos o tempo; o tempo nos enterra”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A pior filosofia é a do choramingas que se deita à margem do rio para o fim de lastimar o curso incessante das águas. O ofício delas é não para nunca: acomoda-te com a lei, e trata de aproveitá-la”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Um grãozinho de sandice, longe de fazer mal, dava certo pico à vida”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Este último capítulo é todo de negativas. Não alcancei a celebridade do emplasto, não fui ministro, não fui califa, não conheci o casamento. Verdade é que, ao lado dessas faltas, coube-me a boa fortuna de não comprar o pão com o suor do meu rosto. (...) Somadas umas cousas e outras, quelquer pessoa imaginará que não houve míngua nem sobra, e conseguintemente que saí quite com a vida. E imaginará mal; porque ao chegar a este outro lado do mistério, achei-me com um pequeno saldo, que é a derradeira negativa deste capítulo de negativas: - Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado da nossa miséria”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concluo eu: como é que um final tão negativo nos leva a dizer sins apaixonados a cada página deste livro? Basta ler...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045947383296435503-977616756311740712?l=todos-os-livros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/feeds/977616756311740712/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045947383296435503&amp;postID=977616756311740712' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/977616756311740712'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/977616756311740712'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/2007/08/filosofia-para-o-vero.html' title='Filosofia para o Verão'/><author><name>Covas Dauro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12897906387688096982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RrYFhUp1BhI/AAAAAAAAAZ0/TfuD6zBVGYo/s72-c/200px-MarcFerrez_MachadodeAssis.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045947383296435503.post-4537987102034273988</id><published>2007-08-02T17:55:00.000+01:00</published><updated>2008-12-09T21:57:21.116Z</updated><title type='text'>Livros para as férias</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RrIMz0p1BcI/AAAAAAAAAZM/JH7NFxPS4Ts/s1600-h/areia2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RrIMz0p1BcI/AAAAAAAAAZM/JH7NFxPS4Ts/s400/areia2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5094148212956399042" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A partir de amanhã estou de férias. E férias para mim é mesmo de tudo. Excepto da leitura, que essa faz parte do meu quotidiano, independentemente do local e do estado de espírito. É que eu sou daqueles que mesmo que não leia, os livros têm de estar ali à mão de semear, porque a sua presença conforta-me, o seu cheiro inspira-me, a sua leitura relaxa-me. E por isso mesmo que só leia um livro, tenho de levar mais do que um, não vá o Diabo tecê-las e de repente apetecer-me algo completamente diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é precisamente por gostar de tantas coisas e tão diferentes que a lista dos 4 livros que me vão acompanhar nas 3 semanas de férias que vou gozar com a família apresenta claras diferenças. E aqui vão a lista e as razões:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;“A Brasileira de Prazins” - Camilo Castelo Branco&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Na continuidade de “Os Maias” do Eça e das “Memorias Póstumas de Brás Cubas” do Machado de Assis, a minha lista de férias tinha de compreender um clássico e voltar ao Camilo é para mim uma obrigação regular, eu que até gosto de me afirmar mais camiliano que queirosiano. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;“A Torre de Barbela” - Ruben A.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;E já que estamos a falar em clássicos, este não tão clássico como os nomes atrás referidos, eis outro que está na minha lista há muito tempo. Tanto o livro como o autor, sobre os quais pretendo me debruçar com afinco tão brevemente quanto possível. Se não for durante estas férias há de ser muito brevemente. Este devo-o ao meu pai...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;“A Máquina de Joseph Walser” - Gonçalo M. Tavares&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Este é o livro de bolso do Verão. Para atacar na areia, num ou dois fins de tarde, entre duas idas ao mar. Bem sei que de Gonçalo M. Tavares não é das leituras mais veraneantes, mas eu associo este tipo de literatura incisiva e kafkiana à praia (por razões que são só minhas). Lá estão os contrastes que me atraem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;“A História de Lisey” - Stephen King&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Este é meu best-seller para este Verão. Fui claramente levado pela publicidade favorável ao novo Stephen King e não resisti. Mas confesso que não sou virgem nestas coisas de Stephen King e do terror. Na minha adolescência Edgar Allan Poe e H. P. Lovercraft viveram muitas noites na minha mesa de cabeceira, assim como o próprio Stephen King dos tempos de “Shining”, “Dead Zone” e “Misery”. E a verdade é que seja ou não um best-seller - eu não tenho paciência para os excessos de eruditismo, nem para o constante denegrir do género terror - estes livros deste autor marcaram-me profundamente pela energia que emanam e pela capacidade de nos prender a cada linha que passa. Por isso, espero “divertir-me” com o novo Stephen King, “A História de Lisey”, a quem já não voltava há uns anos largos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E já agora bom Verão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045947383296435503-4537987102034273988?l=todos-os-livros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/feeds/4537987102034273988/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045947383296435503&amp;postID=4537987102034273988' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/4537987102034273988'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/4537987102034273988'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/2007/08/livros-para-as-frias.html' title='Livros para as férias'/><author><name>Covas Dauro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12897906387688096982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RrIMz0p1BcI/AAAAAAAAAZM/JH7NFxPS4Ts/s72-c/areia2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045947383296435503.post-5867050681279864899</id><published>2007-07-30T12:47:00.000+01:00</published><updated>2008-12-09T21:57:21.236Z</updated><title type='text'>Para a minha filha: “Charlie e a Fábrica de Chocolate” de Roald Dahl</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/Rq3P40p1BRI/AAAAAAAAAX0/FKm5vz9Dxgs/s1600-h/imagem.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/Rq3P40p1BRI/AAAAAAAAAX0/FKm5vz9Dxgs/s400/imagem.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5092955328739607826" /&gt;&lt;/a&gt; Este ano, no meu aniversário, a minha irmã, o meu cunhado e a minha sobrinha tiveram uma ideia fantástica. Ofereceram-me o livro “Charlie e a Fábrica de Chocolate” de Roald Dahl, para eu ler à minha filhota que vai este ano para a 1ª classe. A paixão pelos livros já são um dos legados que lhe consegui transmitir nestes seus primeiros 5 anos de existência. Mas este livro tornou-se um marco porque foi o primeiro livro a sério (leia-se com mais letras que bonecos) que lemos os dois em conjunto. E que experiência...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar pelo livro em si, que sabe a chocolate do princípio ao fim, e por todo o imaginário infantil (e didáctico) que ele desperta e que tão bem foi retratado no filme de Tim Burton, que é quase 100% fiel ao livro. Viva os umpa-lumpas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em segundo lugar pelo ritual diário que estabelecemos: dois ou três capítulos antes de ir para a cama, lidos em voz alta e devidamente encenados - a maravilha que foi ver a minha filha a olhar para mim, encantada como ela costuma ficar quando está a olhar para um livro com bonecos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em terceiro pela capacidade visualizadora e pela memória que a minha filha revelou, cada vez mais sequiosa de aprender a ler por si própria e com uma imaginação cada vez mais fértil, que eu quero acreditar dever-se à saudável influência dos livros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por tudo isto, aconselho vivamente esta experiência a todos os pais com filhos em tenra idade. Porque nos faz sentir crianças. Porque nos aproxima deles. Porque é tão bom saborear as palavras em voz alta. Porque uma criança que gosta de livros é uma criança muito mais feliz. E eu só quero que a minha filha seja feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por tudo isto, obrigado Susana, Matilde e Carlos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045947383296435503-5867050681279864899?l=todos-os-livros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/feeds/5867050681279864899/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045947383296435503&amp;postID=5867050681279864899' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/5867050681279864899'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/5867050681279864899'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/2007/07/para-minha-filha-charlie-e-fbrica-de.html' title='Para a minha filha: “Charlie e a Fábrica de Chocolate” de Roald Dahl'/><author><name>Covas Dauro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12897906387688096982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/Rq3P40p1BRI/AAAAAAAAAX0/FKm5vz9Dxgs/s72-c/imagem.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045947383296435503.post-4777899299019866454</id><published>2007-07-26T17:40:00.001+01:00</published><updated>2008-12-09T21:57:21.433Z</updated><title type='text'>“Memórias Póstumas de Brás Cubas” – Machado de Assis</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RqjPl0p1BQI/AAAAAAAAAXs/SiQDGOSDu5A/s1600-h/machassis.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RqjPl0p1BQI/AAAAAAAAAXs/SiQDGOSDu5A/s320/machassis.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5091547627438540034" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Depois d’Os Maias, viajei para Sul, mais propriamente para o Brasil, à procura de um contemporâneo do nosso Eça, o brasileiro Machado de Assis (talvez porque já andava para o ler há muito tempo, ou talvez porque tenha metade da família no Brasil neste momento), autor de outro grande clássico da literatura em língua portuguesa, as “Memórias Póstumas de Brás Cubas”. E que viagem. Comecei há dois dias e já vou quase no fim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa primeira apreciação, a distância que separa o humor de Eça do de Machado de Assis é muito curta, sobretudo no que aos amores, desamores e traições amorosas diz respeito. Mas o português brasileiro de Machado de Assis presta-se sem dúvida mais à comédia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo palavreado: “Não digo que a Universidade me não tivesse ensinado alguma; mas eu decorei-lhe só as fórmulas, o vocabulário, o esqueleto. Tratei-a como tratei o latim  – embolsei três versos de Virgílio, dois de Horácio, uma dúzia de locuções morais e política para as despesas da conversação. Tratei-os como tratei a história e a jurisprudência. Colhi de todas as coisas a fraseologia, a casca, a ornamentação"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela capacidade comunicativa: “Veja o leitor a comparação que melhor lhe quadrar, veja-a e não esteja daí a torcer-me o nariz, só porque ainda não chegamos à parte narrativa destas memórias. Lá iremos. Creio que prefere a anedota à reflexão, como os outros leitores, seus confrades, e acho que faz muito bem”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo ir directo ao assunto e sem papas na língua: “Marcela amou-me durante quinze meses e onze contos de réis”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho lido as memórias brasileiras do meu cunhado sobre a sua actual estadia no Brasil (&lt;a href=" http://anauel.blogspot.com/ "&gt;ANAUEL&lt;/a&gt;) e dá realmente para perceber que aquele país transborda de humor. Mesmo quando pretende ser sério. É fantástico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguir-se-ão outras apreciações das memórias de Brás Cubas brevemente. Se não acabar o livro já hoje... Tenho de descobrir mais autores brasileiros – uma ajudinha, vai?...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045947383296435503-4777899299019866454?l=todos-os-livros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/feeds/4777899299019866454/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045947383296435503&amp;postID=4777899299019866454' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/4777899299019866454'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/4777899299019866454'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/2007/07/memrias-pstumas-de-brs-cubas-machado-de.html' title='“Memórias Póstumas de Brás Cubas” – Machado de Assis'/><author><name>Covas Dauro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12897906387688096982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RqjPl0p1BQI/AAAAAAAAAXs/SiQDGOSDu5A/s72-c/machassis.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045947383296435503.post-1334297075741749749</id><published>2007-07-25T10:40:00.000+01:00</published><updated>2008-12-09T21:57:21.682Z</updated><title type='text'>Os Maias do meu contentamento</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RqcbBkp1BJI/AAAAAAAAAW0/pT79AlfGnME/s1600-h/358px-Os_Maias_Book_Cover.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RqcbBkp1BJI/AAAAAAAAAW0/pT79AlfGnME/s320/358px-Os_Maias_Book_Cover.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5091067617598571666" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;“Todo o mundo mais ou menos a falha. Isto é, falha-se sempre na realidade  aquela vida que se planeou com a imaginação. Diz-se: «Vou ser assim, porque a beleza está em ser assim.» E nunca se é assim, é-se invariavelmente assado, como dizia o pobre marquês. Às vezes melhor, mas sempre diferente.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É impressionante como uma simples constatação da vida desiludida consegue resumir toda a genialidade do (provavelmente) maior romance da literatura portuguesa: “Os Maias” de Eça de Queiroz. Constatação que surge no final do livro, à laia de epílogo, depois de resolvidos os episódios da vida romântica vividos por Carlos da Maia e João da Ega. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Re)ler os Maias foi uma experiência por que todos os portugueses deviam passar. São mais de 700 páginas que se lêem de um fôlego, com sofreguidão, mesmo que se saiba à partida como tudo vai acabar (mal?). É talvez o maior fresco sobre o Portugal novecentista, que nem por isso é assim tão diferente do Portugal de séculos anteriores e posteriores. É o Portugal do fado que nos afoga numa existência pequena e miserabilista, mas ao mesmo tempo com uma alegria e um humor imensos. Porque se há algo que os Maias reflectem é a nossa capacidade de escarnecer e maldizer de nós próprios, mas sempre a cantar. Ou então, a nossa capacidade de auto-crítica e ao mesmo tempo a nossa incapacidade de aceitar as criticas vindas do exterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos Maias está lá tudo: os pequenos poderes e as grandes amizades, os amores e os desamores, a comédia e o drama da vida quotidiana, arquétipos para todos os gostos. Um épico que se o nosso cinema não fosse também pequeno, já o teríamos em mega-produção e wide-screen. Mas provavelmente é melhor que os Maias não saiam do papel, porque ler o livro e visualizar aquele universo com a imaginação é o melhor filme que se pode ter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas acima de tudo, nos Maias está a nossa língua tratada como tão bem ela merece ser tratada em papel. Estão palavras mágicas que se saboreiam a cada letra. Estão sequências que tornam sonhos em realidade (parece tão fácil...) e de que nas últimas semanas procurei dar conta aqui. Está o romance da nossa portugalidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045947383296435503-1334297075741749749?l=todos-os-livros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/feeds/1334297075741749749/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045947383296435503&amp;postID=1334297075741749749' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/1334297075741749749'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/1334297075741749749'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/2007/07/os-maias-do-meu-contentamento.html' title='Os Maias do meu contentamento'/><author><name>Covas Dauro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12897906387688096982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RqcbBkp1BJI/AAAAAAAAAW0/pT79AlfGnME/s72-c/358px-Os_Maias_Book_Cover.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045947383296435503.post-5429087377280723207</id><published>2007-07-24T09:50:00.002+01:00</published><updated>2008-12-09T21:57:21.885Z</updated><title type='text'>Os Maias da Lisboa novecentista</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RqW9mUp1BHI/AAAAAAAAAWk/2mPHinFfrHg/s1600-h/maias+novecentistas.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RqW9mUp1BHI/AAAAAAAAAWk/2mPHinFfrHg/s400/maias+novecentistas.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5090683419889042546" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;“Já não há nada genuíno neste miserável país, nem mesmo pão que comemos!&lt;br /&gt;Carlos, recostado no banco, apontou com a bengala, num gesto lento:&lt;br /&gt;- Resta aquilo, que é genuíno...&lt;br /&gt;E mostrava os altos da cidade, os velhos outeiros da Graça e da Penha, com o seu casario escorregando pelas encostas ressequidas e tisnadas pelo sol. No cimo assentavam pesadamente os conventos, as igrejas, as atarracadas vivendas eclesiásticas, lembrando o frade pingue e pachorrento, beatas de mantilha, tardes de procissão, irmandades de opa atulhando os adros, erva-doce juncando as ruas, tremoço e fava-rica apregoada às esquinas, e foguetes no ar em louvor de Jesus. Mais alto ainda, recortando no radiante azul a miséria da sua muralha, era o Castelo, sórdido e tarimbeiro, donde outrora, ao som do sino tocado em fagotes, descia a tropa de calça branca a fazer a bernarda! E abrigados por ele, no escuro bairro de S. Vicente e da Sé, os palacetes decrépitos, com vistas saudosas para a barra, enormes brasões nas paredes rachadas, onde, entre a maledicência, a devoção e a bisca, arrasta os seus derradeiros dias, caquéctica e caturra, a velha Lisboa fidalga!”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045947383296435503-5429087377280723207?l=todos-os-livros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/feeds/5429087377280723207/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045947383296435503&amp;postID=5429087377280723207' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/5429087377280723207'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/5429087377280723207'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/2007/07/os-maias-da-lisboa-novecentista.html' title='Os Maias da Lisboa novecentista'/><author><name>Covas Dauro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12897906387688096982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RqW9mUp1BHI/AAAAAAAAAWk/2mPHinFfrHg/s72-c/maias+novecentistas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045947383296435503.post-5504074860193930145</id><published>2007-07-24T09:50:00.001+01:00</published><updated>2008-12-09T21:57:22.129Z</updated><title type='text'>Os Maias positivistas</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RqW9Xkp1BGI/AAAAAAAAAWc/0a604St2ttw/s1600-h/eca06.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RqW9Xkp1BGI/AAAAAAAAAWc/0a604St2ttw/s400/eca06.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5090683166485972066" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;“Meu caro, a política hoje é uma coisa muito diferente! Nós fizémos como vocês, os literatos. Antigamente a literatura era a imaginação, a fantasia, o ideal... Hoje é a realidade, a experiência, o facto positivo, o documento. Pois cá a política em Portugal também se lançou na corrente realista No tempo da Regeneração e dos Históricos, a política era o progresso, a viação, a liberdade, o palavrório...Nós mudámos tudo isso. Hoje é o facto positivo – o dinheiro, o dinheiro! o bago! a massa! A rica massinha da nossa alma, menino! O divino dinheiro!”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045947383296435503-5504074860193930145?l=todos-os-livros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/feeds/5504074860193930145/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045947383296435503&amp;postID=5504074860193930145' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/5504074860193930145'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/5504074860193930145'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/2007/07/os-maias-positivistas.html' title='Os Maias positivistas'/><author><name>Covas Dauro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12897906387688096982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RqW9Xkp1BGI/AAAAAAAAAWc/0a604St2ttw/s72-c/eca06.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045947383296435503.post-8202313247210036195</id><published>2007-07-23T15:30:00.000+01:00</published><updated>2008-12-09T21:57:22.404Z</updated><title type='text'>Os Maias da política</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RqS750p1BFI/AAAAAAAAAWU/FAuuTDzoeB8/s1600-h/queiros.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RqS750p1BFI/AAAAAAAAAWU/FAuuTDzoeB8/s400/queiros.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5090400080896525394" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;“A política! Isso tornara-se moralmente e fisicamente nojento, desde que o negócio atacara o constitucionalismo como uma filoxera! Os políticos hoje eram bonecos de engonços, que faziam gestos e tomavam atitudes porque dois ou três financeiros por trás lhes puxavam pelos cordéis. Ainda assim podiam ser bonecos bem recortados, bem envernizados. Mas qual! Aí é que estava o horror. Não tinham feitio, não tinham maneiras, não se lavavam, não limpavam as unhas... Coisa extraordinária, que em país algum sucedia, nem na Roménia, nem na Bulgária! Os três ou quatro salões que em Lisboa recebem todo o mundo, seja quem for, largamente, excluem a maioria dos políticos. E porquê? Porque as «senhoras têm nojo»!”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045947383296435503-8202313247210036195?l=todos-os-livros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/feeds/8202313247210036195/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045947383296435503&amp;postID=8202313247210036195' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/8202313247210036195'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/8202313247210036195'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/2007/07/os-maias-da-poltica.html' title='Os Maias da política'/><author><name>Covas Dauro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12897906387688096982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RqS750p1BFI/AAAAAAAAAWU/FAuuTDzoeB8/s72-c/queiros.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045947383296435503.post-5228907921151652944</id><published>2007-07-23T15:24:00.000+01:00</published><updated>2008-12-09T21:57:22.584Z</updated><title type='text'>Os Maias na boca do mundo mediático</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RqS6tkp1BEI/AAAAAAAAAWM/anv-IXmct4E/s1600-h/eca2.gif"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RqS6tkp1BEI/AAAAAAAAAWM/anv-IXmct4E/s320/eca2.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5090398770931500098" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;“«Ora viva , sô Maia! Então já não se vai ao consultório, nem se vêem os doentes do bairro, sô janota? – Esta piada era botada no Chiado, à porta da Havanesa, ao Maia, ao Maia dos cavalos ingleses, um tal Maia do Ramalhete, que abarrota por aí de catita; e o pai Paulino que tem olho e que passava nessa ocasião ouviu a seguinte cornetada: - É que o sô Maia acha que é mais quente viver nas fraldas de uma brasileira casada, que nem é brasileira nem é casada, e a quem o papalvo pôs casa, aí para o lado dos Olivais, para estar ao fresco! Sempre os há neste mundo!... Pensa o homem que botou conquista; e cá a rapaziada de gosto ri-se, porque o que a gja alhe quer não são os lindos olhos, são, são as lindas louras... O simplório, que bate aí pilecas bifes, que nem que fosse o marquês, o verdadeiro marquês, imaginava que se estava abiscoitando com uma senhora de chique, e do boulevard de Paris, e casada, e titular!... E no fim (não, esta é para a gente estoirar o bandulho a rir !) no fim descobre-se que a tipa era uma cocotte safada , que trouxe para aí um braYsileiro já farto dela para a passar cá aos belos lusitanos... E caiu a espiga ao Maia! Pobre palerma! Ainda assim o sô Maia só apanhou os restos de outro, porque a tipa, já antes de ele se enfeitar, tinha pandegado à larga, aí para a Rua de S. Francisco, com um rapaz da fina, que se safou também, porque cá como nós só aprecia a bela espanhola. Mas não obsta a que o sô Maia seja traste! – Pois se assim é, dissemos nós, cautelinha, porque o Fdiabo cá tem a sua Corneta preparada para cornetear por esse mundo as façanhas do Maia das conquistas. Ora viva, sô Maia!»”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045947383296435503-5228907921151652944?l=todos-os-livros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/feeds/5228907921151652944/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045947383296435503&amp;postID=5228907921151652944' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/5228907921151652944'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/5228907921151652944'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/2007/07/os-maias-na-boca-do-mundo-meditico.html' title='Os Maias na boca do mundo mediático'/><author><name>Covas Dauro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12897906387688096982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RqS6tkp1BEI/AAAAAAAAAWM/anv-IXmct4E/s72-c/eca2.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045947383296435503.post-3271239116574428568</id><published>2007-07-22T18:48:00.001+01:00</published><updated>2008-12-09T21:57:22.708Z</updated><title type='text'>Os Maias arebatadores</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RqOYpEp1BCI/AAAAAAAAAV8/eaOZWlE1Ab4/s1600-h/1132826161eca_queiroz.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RqOYpEp1BCI/AAAAAAAAAV8/eaOZWlE1Ab4/s400/1132826161eca_queiroz.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5090079835250033698" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;“Carlos via-a assim tremer, via-a toda pálida... E nem a escutara, nem a compreendera. Sentia apenas, num deslumbramento, que o amor comprimido até aí no seu coração irrompera por fim, triunfante, e embatendo no coração dela, através do aparente mármore do seu peito, fizera de lá ressaltar uma chama igual... Só via que ela tremia, só via que ela o amava... E, com a gravidade forte de um acto de tomada de posse, tomou-lhe lentamente as mãos, que ela lhe abandonou submissa de repente, já sem força, e vencida. E beijava-lhe ora uma, ora outra, e as palmas, e os dedos, devagar, murmurando apenas:&lt;br /&gt;- Meu amor! Meu amor! Meu amor!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos voltou-se, ferido no coração. Com o seu vestido escuro, para ali caída e abandonada, parecia já uma pobre criatura arremessada para fora de todo o lar, sózinha a um canto, entre a inclemência do mundo. Então respeitos humanos, orgulho, dignidade doméstica, tudo nele foi levado como por um grande vento de piedade, Viu só, ofuscando todas as fragilidades, a sua beleza, a sua dor, a sua alma ublimemente amante. Um delírio generoso, de grandiosa bondade, misturou-se à sua paixão. E, debruçando-se, disse-lhe baixo, com os braços abertos:&lt;br /&gt;- Maria, queres casar comigo?”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045947383296435503-3271239116574428568?l=todos-os-livros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/feeds/3271239116574428568/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045947383296435503&amp;postID=3271239116574428568' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/3271239116574428568'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/3271239116574428568'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/2007/07/os-maias-arebatadores.html' title='Os Maias arebatadores'/><author><name>Covas Dauro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12897906387688096982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RqOYpEp1BCI/AAAAAAAAAV8/eaOZWlE1Ab4/s72-c/1132826161eca_queiroz.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045947383296435503.post-8757842284852982998</id><published>2007-07-21T23:25:00.000+01:00</published><updated>2008-12-09T21:57:22.913Z</updated><title type='text'>Os Maias da nossa miséria</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RqKTxEp1BBI/AAAAAAAAAV0/WMH1K5tVnmQ/s1600-h/ECA-thumb.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RqKTxEp1BBI/AAAAAAAAAV0/WMH1K5tVnmQ/s320/ECA-thumb.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5089793000154137618" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;“A única coisa a fazer em Portugal (...) é plantar legumes, enquanto que não há uma revolução que faça subir à superfície alguns dos elementos originais, fortes, vivos, que isto ainda encerre lá no fundo. E se se vir então que não encerra nada, demitamo-nos logo voluntàriamente da nossa posição de &lt;em&gt;país &lt;/em&gt;para que não temos elementos, passemos a ser uma fértil e estúpida província espanhola e plantemos mais legumes!&lt;br /&gt;O velho escutava com melancolia estas palavras do neto, em que sentia como uma decomposição da vontade, e que lhe pareciam ser apenas a glorificação da sua inércia. Terminou por dizer: &lt;br /&gt;- Pois então façam vocês essa revolução. Mas pelo amor de Deus, façam alguma coisa!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Clamamos por aí, em botequins e livros, «que o país é uma choldra». Mas que diabo! Porque é que não trabalhamos para o refundir, o refazer ao nosso gosto e pelo molde perfeito das nossas ideias?... Vossa Excelência não conhece este país, minha senhora. É admirável! É uma pouca de cera inerte de primeira qualidade. A questão está toda em quem a trabalha. Até aqui, a cera tem estado em mãos brutas, banais, toscas, reles rotineiras... É necessário pô-la em mãos de artistas, nas nossas. Vamos fazer disto um &lt;em&gt;bijou&lt;/em&gt;!...”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045947383296435503-8757842284852982998?l=todos-os-livros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/feeds/8757842284852982998/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045947383296435503&amp;postID=8757842284852982998' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/8757842284852982998'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/8757842284852982998'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/2007/07/os-maias-da-nossa-misria.html' title='Os Maias da nossa miséria'/><author><name>Covas Dauro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12897906387688096982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RqKTxEp1BBI/AAAAAAAAAV0/WMH1K5tVnmQ/s72-c/ECA-thumb.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045947383296435503.post-931554259338777656</id><published>2007-07-21T23:19:00.000+01:00</published><updated>2008-12-09T21:57:23.119Z</updated><title type='text'>Os Maias irónicos</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RqKG10p1BAI/AAAAAAAAAVs/Z_i7TU5FXd4/s1600-h/eca1-701351.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RqKG10p1BAI/AAAAAAAAAVs/Z_i7TU5FXd4/s400/eca1-701351.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5089778788107355138" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;“Se o vício se perpetuava, é porque a sociedade, indulgente e romanesca, lhe dava nomes que o embelezavam, que o idealizavam... Que escrúpulo pode ter uma mulher em beijocar um terceiro entre os lençóis conjugais, se o mundo chama a isso sentimentalmente um romance, e os poetas o cantam em estrofes de oiro?”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045947383296435503-931554259338777656?l=todos-os-livros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/feeds/931554259338777656/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045947383296435503&amp;postID=931554259338777656' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/931554259338777656'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/931554259338777656'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/2007/07/os-maias-irnicos.html' title='Os Maias irónicos'/><author><name>Covas Dauro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12897906387688096982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RqKG10p1BAI/AAAAAAAAAVs/Z_i7TU5FXd4/s72-c/eca1-701351.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045947383296435503.post-110729319991078641</id><published>2007-07-15T15:13:00.000+01:00</published><updated>2008-12-09T21:57:23.276Z</updated><title type='text'>Os Maias apaixonados</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RposimNEf6I/AAAAAAAAAVM/QepC01mibbE/s1600-h/queiros7.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RposimNEf6I/AAAAAAAAAVM/QepC01mibbE/s200/queiros7.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5087427701950939042" /&gt;&lt;/a&gt;“Insensivelmente, irresistivelmente, Carlos achou-se com os lábios nos lábios dela. A seda do vestido roçava-lhe, com um fino ruge-ruge entre os braços; - e ela pendia para trás a cabeça, branca como uma cera, com as pálpebras docemente cerradas. Le deu um passo, tendo-a assim enlaçada, e como morta; o seu joelho encontrou um sofá baixo, que rolou e fugiu. Com a cauda de seda enrolada nos pés, Carlos seguiu, tropeçando, o largo sofá, que rolou, fugiu ainda, até que esbarrou contra o pedestal onde o senhor conde erguia a fronte inspirada. E um longo suspiro morreu, num rumor de saias amarrotadas.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é para ti Carla. Podemos ter os nossos arrufos, mas ainda suspiro por ti...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045947383296435503-110729319991078641?l=todos-os-livros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/feeds/110729319991078641/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045947383296435503&amp;postID=110729319991078641' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/110729319991078641'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/110729319991078641'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/2007/07/os-maias-apaixonados.html' title='Os Maias apaixonados'/><author><name>Covas Dauro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12897906387688096982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RposimNEf6I/AAAAAAAAAVM/QepC01mibbE/s72-c/queiros7.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045947383296435503.post-315499563487801471</id><published>2007-07-13T10:06:00.000+01:00</published><updated>2008-12-09T21:57:23.384Z</updated><title type='text'>Os Maias caricaturais</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RpdB-GNEf3I/AAAAAAAAAU0/fGU8ykjKvBk/s1600-h/Eca.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RpdB-GNEf3I/AAAAAAAAAU0/fGU8ykjKvBk/s200/Eca.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5086606839211392882" /&gt;&lt;/a&gt;“Uma das espanholas era um mulherão trigueiro, com sinais de bexigas na cara; a outra, muito franzina, de olhos meigos, tinha uma roseta de febre, que o pó-de-arroz não disfarçava. Ambas vestiam de cetim preto e fumavam cigarro. E na luz e na frescura que entrava pela janela, pareciam mais gastas, mais moles, ainda pegajosas da lentura morna dos colchões, e cheirando a bafio de alcova. Pertencendo à súcia havia outro sujeito, gordo, baixo, sem pescoço, com as costas para a porta e a cabeça sobre o prato, babujando uma metade de laranja.”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045947383296435503-315499563487801471?l=todos-os-livros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/feeds/315499563487801471/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045947383296435503&amp;postID=315499563487801471' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/315499563487801471'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/315499563487801471'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/2007/07/os-maias-caricaturais.html' title='Os Maias caricaturais'/><author><name>Covas Dauro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12897906387688096982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RpdB-GNEf3I/AAAAAAAAAU0/fGU8ykjKvBk/s72-c/Eca.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045947383296435503.post-3183442713174253592</id><published>2007-07-12T09:53:00.000+01:00</published><updated>2008-12-09T21:57:23.492Z</updated><title type='text'>Os Maias atraiçoados</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RpXsIWNEf2I/AAAAAAAAAUs/dGcArCHGcIU/s1600-h/eca+1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RpXsIWNEf2I/AAAAAAAAAUs/dGcArCHGcIU/s400/eca+1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5086230982328352610" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;“Estava furioso. Nesse momento odiava Raquel – não perdoando ao seu ídolo ter-se deixado desfazer à paulada. Lembrava-se justamente da bengala do Cohen, um junco da Índia, com uma cabeça de galgo por castão. E aquilo zurzira as carnes que ele tinha apertado com paixão!. Aquilo pusera vergões roxos onde os seus lábios tinham avivado sinais cor-de-rosa! E tinham «feito as pazes». E assim terminava, reles e chinfrim, o melhor romance da sua vida! Preferiria sabê-la morta, a sabê-la espancada. Mas não! Levava a sova, deitava-se depois com o marido, e ele mesmo, decerto arrependido, chamado-lhe nomes doces, a ajudava, em ceroulas, a fazer as aplicações de arnica! Aquilo acabava em arnica!”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045947383296435503-3183442713174253592?l=todos-os-livros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/feeds/3183442713174253592/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045947383296435503&amp;postID=3183442713174253592' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/3183442713174253592'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/3183442713174253592'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/2007/07/os-maias-atraioados.html' title='Os Maias atraiçoados'/><author><name>Covas Dauro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12897906387688096982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RpXsIWNEf2I/AAAAAAAAAUs/dGcArCHGcIU/s72-c/eca+1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045947383296435503.post-684285806985325010</id><published>2007-07-11T10:36:00.000+01:00</published><updated>2008-12-09T21:57:23.726Z</updated><title type='text'>Os Maias bucólicos</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RpSkvmz62JI/AAAAAAAAAUk/aGLY6FUIdmU/s1600-h/res523_eca_2.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RpSkvmz62JI/AAAAAAAAAUk/aGLY6FUIdmU/s200/res523_eca_2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5085871016987252882" /&gt;&lt;/a&gt; “Houve outra vez um silêncio no terraço. Dentro, a partida continuava. Para lá da sombra do toldo, agora, o sol ia aquecendo, batendo a pedra, os vasos de louça branca, numa refracção de ouro claro em que palpitavam as asas das primeiras borboletas voando em redor dos craveiros em flor: em baixo, o jardim verdejava, imóvel na luz, sem um bulir de ramo, refrescado pelo cantar do repuxo, pelo brilho líquido da água do tanque, avivado, aqui e além, pelo vermelho ou o amarelo das rosas, pela carnação das últimas camélias... O bocado de rio que se avistava entre os prédiosera azul-ferrete como o céu: e entre rio e céu, o monte punha uma grossa barra verde-escura, quase negra no resplendor do dia, com os dois moinhos parados no alto, em duas casinhas alvejando em baixo, tão luminosas e cantantes que pareciam viver. Um repouso dormente de domingo envolvia o bairro: e, muito alto, no ar, passava o claro repique de um sino.”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045947383296435503-684285806985325010?l=todos-os-livros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/feeds/684285806985325010/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045947383296435503&amp;postID=684285806985325010' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/684285806985325010'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/684285806985325010'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/2007/07/os-maias-buclicos.html' title='Os Maias bucólicos'/><author><name>Covas Dauro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12897906387688096982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RpSkvmz62JI/AAAAAAAAAUk/aGLY6FUIdmU/s72-c/res523_eca_2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045947383296435503.post-2243147715220674475</id><published>2007-07-05T17:24:00.000+01:00</published><updated>2008-12-09T21:57:23.901Z</updated><title type='text'>Episodios da Vida de um Leitor: Os Maias</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/Ro0lHWz62AI/AAAAAAAAATc/iiGmcF4-_ro/s1600-h/EQ5GRA_133x194.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/Ro0lHWz62AI/AAAAAAAAATc/iiGmcF4-_ro/s400/EQ5GRA_133x194.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5083760362683815938" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Há dois anos tive o prazer de fazer um curso de escrita narrativa leccionado por Mário de Carvalho. Naturalmente eram sete cães a um osso para ter uma oportunidade de ouvir e aprender com este escritor que muito admiro. Na entrevista de triagem, que me orgulho de ter passado com distinção, entre outras questões, o Mário de Carvalho perguntou-me se eu já tinha relido os Maias, desde que a isso fui obrigado na escola. Confessei que não, mas se um escritor daquele gabarito me alerta para a importância de o fazer (sou um bocado influenciável por quem admiro, confesso...), passei a assumir a tarefa de reler os Maias como uma das etapas fundamentais da minha quimera pela literatura portuguesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por isso com orgulho que anuncio que aos 35 anos decidi finalmente reler os Maias do nosso Eça. Com orgulho, com arrependimento (porque devia era tê-lo feito mais cedo) e sobretudo com enorme prazer, pois em dois dias que levo de Maias, já marcharam para cima de 200 páginas (e isto só ao serão porque de dia tenho de labutar). Até dou por mim a pensar que só me apetece que chegue o conforto da noite para eu me aconchegar ao Eça e aos Maias. E ao sábio Afonso, ao herói da fita Carlos, ao Pedro (o fraco!...) e à Maria Monforte (a ordinária!...), ao Ega, ao Dâmaso, ao Alencar, ao Vilaça, à Gouvarinho, aos Cohen (ainda não cheguei à Maria Eduarda, mas pelo andar das páginas, pouco faltará)... E a Santa Olávia e ao Ramalhete. E aos adjectivos mil, aos enredos infindáveis e aos ambientes cinematográficos. E ao Portugal de oitocentos em pleno estertor monárquico que Eça retrata e descreve com uma elegância, humor e rigor únicos, e que nos faz recordar que Portugal continua a ser uma “choldra ignóbil” incapaz de se regenerar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos próximos dias, sempre que a oportunidade me surgir, hei-de deixar aqui umas passagens deste épico maior da nossa língua que se deve ler por gozo (e que gozo...) e nunca por obrigação. Apesar de cada palavra que me entra pelos olhos me comunique que deve ser uma obrigação de todos os portugueses sãos de espírito ler os episódios da vida romântica dos Maias de fio a pavio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045947383296435503-2243147715220674475?l=todos-os-livros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/feeds/2243147715220674475/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045947383296435503&amp;postID=2243147715220674475' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/2243147715220674475'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/2243147715220674475'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/2007/07/episodios-da-vida-de-um-leitor-os-maias.html' title='Episodios da Vida de um Leitor: Os Maias'/><author><name>Covas Dauro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12897906387688096982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/Ro0lHWz62AI/AAAAAAAAATc/iiGmcF4-_ro/s72-c/EQ5GRA_133x194.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045947383296435503.post-2906049928635241378</id><published>2007-07-02T14:24:00.000+01:00</published><updated>2008-12-09T21:57:24.280Z</updated><title type='text'>Ao Kamba Pepetela</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/Roj9BWz618I/AAAAAAAAAS8/avdLzF1jV6E/s1600-h/Predadores+capa.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/Roj9BWz618I/AAAAAAAAAS8/avdLzF1jV6E/s400/Predadores+capa.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5082590379232647106" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Acabei de ler o meu primeiro Pepetela e comecei pelo fim com “Predadores”, que é um ponto de partida tão bom como qualquer outro. Fiquei desde logo encantado com tudo aquilo que aprendi e percebi sobre o maravilhoso linguajar angolanês e sobre a história recente de Angola, desde a descolonização portuguesa até hoje, num romance intenso e empolgante, que se lê de um fôlego. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um livro onde se subentende o passado de luta pelo MPLA de Pepetela e a mágoa que o marca a cedência de muitos dos seus companheiros de independência às “gasosas” e ao novo-riquismo. Um livro que sublinha o contraponto entre os angolanos que lutam pelo futuro de Angola e os angolanos que lutam (a qualquer custo) pelo seu próprio futuro, com avultadas contas fora do país e sem qualquer tipo de empenho na melhoria cada vez mais urgente da qualidade de vida de um país que cresce a uma velocidade imensa, mas só para alguns (muito poucos) e à custa da miséria de tantos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um livro com uma forte crítica ao aburguesamento dos angolanos que trabalham para o Estado e que sobem na vida à conta das benesses ilícitas que isso lhes trouxe, com a brilhante personagem principal de Vladimiro Caposso, do Catete, no epicentro. Vladimiro porque quando era jovem ficava bem adoptar nomes revolucionários. Do Catete porque era mais fácil subir se se assumisse como local de nascimento a terra do chefe revolucionário. Uma triste farsa perante a qual não se consegue deixar de sorrir, porque apesar da tristeza, a escrita de Pepetela é de uma alegria contagiante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um livro onde fica patente o ódio a todos estrangeiros por parte destes novos ricos, uma falsa desculpa para quem não soube enriquecer a si próprio ao mesmo tempo que enriquecia Angola. Um livro onde é exposta às claras a incapacidade destes “revolucionários” angolanos de governar um país com tanto de riqueza como de guerra. Deve ser precisamente por isso que me veio constantemente à memória a fábula de George Orwell sobre o triunfo dos porcos que expulsaram os humanos da quinta, para no fim acabarem como eles. Pelos visto, o caciquismo foi mesmo uma das principais heranças deixadas pelos portugueses em Angola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um livro que começa ainda no tempo da guerra colonial e da esperança por um mundo melhor, e acaba no início de 2005, após (apenas) três natais consecutivos de paz que justificam plenamente a interrogação que Pepetela deixa no ar: até quando? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para terminar, obrigado a Pepetela por me dar a ler este fresco sobre a Angola pós-Portugal, pela simpatia com que se deixou abordar por mim na Feira do Livro deste ano e pelo autógrafo cordial que me concedeu, com um afável sorriso de quem nem parece que viveu (e vive) no país que o escolheu para nascer. E uma nota final para o meu primo Álvaro, que foi ganhar o teu “kumbú” para Angola, com melhores intentos do que os estrangeiros retratados nestes “Predadores” - tens de ler este livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pequena nota biográfica:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/Roj82mz617I/AAAAAAAAAS0/H6oEI7r3TLk/s1600-h/pepetela.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/Roj82mz617I/AAAAAAAAAS0/H6oEI7r3TLk/s400/pepetela.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5082590194549053362" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Pepetela nasceu em Benguela, Angola, em 1941. Licenciado em Sociologia, em Argel, escritor, guerrilheiro, político e representante do MPLA, é actualmente professor na Universidade Agostinho Neto, em Angola, e membro da Comissão Directiva da União de Escritores Angolanos. A atribuição do Prémio Camões, em 1997, confirmou o seu lugar de destaque na literatura lusófona.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045947383296435503-2906049928635241378?l=todos-os-livros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/feeds/2906049928635241378/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045947383296435503&amp;postID=2906049928635241378' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/2906049928635241378'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/2906049928635241378'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/2007/07/ao-kamba-pepetela.html' title='Ao Kamba Pepetela'/><author><name>Covas Dauro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12897906387688096982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/Roj9BWz618I/AAAAAAAAAS8/avdLzF1jV6E/s72-c/Predadores+capa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045947383296435503.post-484479393251247281</id><published>2007-06-24T23:49:00.000+01:00</published><updated>2008-12-09T21:57:24.989Z</updated><title type='text'>Saramago Duplicado</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/Rn76Yhw_J_I/AAAAAAAAASM/wrUBuTOplAI/s1600-h/Saramago.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/Rn76Yhw_J_I/AAAAAAAAASM/wrUBuTOplAI/s320/Saramago.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5079772729008138226" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Como é costume quase religioso, todos os anos faço a minha romaria à Feira do Livro. Não para espreitar as novidades, porque essas espreito-as durante todo o ano, mas para gastar mais uns cobres a preços mais em conta. E sempre com o objectivo de engordar a minha conta de livros de autores portugueses. Esta ano abracei pela primeira vez um Pepetela (ao qual aqui voltarei quando acabar de o devorar), mas acabo sempre por adquirir mais alguma coisa dos meus indefectíveis. Um deles é Saramago, que por mero acaso estava no final da sua sessão de autógrafos, já com manifesta falta de paciência, junto ao pavilhão da sua editora de sempre, a Caminho. Outra coincidência foi que o livro do dia era (naturalmente) um Saramago que eu ainda não tinha lido: "O Homem Duplicado". Lá juntei o útil ao agradável, comprei o livro e enfilei-me com os restantes bajuladores do Prémio Nobel. Nos 5 minutos que esperei ainda pensei em arranjar alguma coisa inteligente para dizer ao senhor, mas acabei por ficar mais entusiasmado com a perspectiva de ler um livro que já aguardava por mim há algum tempo do que propriamente com a personagem que Saramago é. Aliás, Saramago é para mim o caso perfeito de que não se tem de apreciar pessoalmente o autor para apreciar imensamente o seu trabalho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não é o autógrafo que ornamenta as primeiras páginas do meu Homem Duplicado que torna esta obra maior. É a simples ideia de um professor de História que um dia, por mero acaso, enquanto vê um filme em casa, descobre que uma personagem completamente secundária é a sua cara chapada. A obessão de Tertuliano Máximo Afonso pelo seu duplicado adensa-se ao longo do livro até conseguir conhecer António Claro, que não só é realmente a cara chapada de Tertuliano, como a voz, a altura, os sinais e tudo o mais. Tudo o mais fisicamente, porque psicologicamente são as suas diferenças que os vão lançar num abismo que revelarei, porque é a ler que a gente se entende.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso sim revcelar que este é livro que tem a intensidade kafkiana de "Todos os Nomes" e a universalidade que deu ao autor um merecido Prémio Nobel. Na minha conta pessoal este foi o 10º Saramago e ainda há mais alguns na calha. Quem diz que ele é um autor difícil ou é porque não gosta, ou mais provavelmente é porque não o leu. Vale realmente a pena, não só porque este senhor trata muito bem a nossa língua, tem um estilo muito próprio e sabe contar histórias sempre com um sentido metafórico muito apurado. E até pode ter mau feitio e  ser rabujento que eu pelo menos não o levo a mal. Só lhe levo a mal é se ele se for embora deste mundo sem me deixar mais umas páginas de calorosa leitura.&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/Rn76fhw_KAI/AAAAAAAAASU/pJ7n4aLKGf0/s1600-h/homem+duplicado.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/Rn76fhw_KAI/AAAAAAAAASU/pJ7n4aLKGf0/s400/homem+duplicado.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5079772849267222530" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045947383296435503-484479393251247281?l=todos-os-livros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/feeds/484479393251247281/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045947383296435503&amp;postID=484479393251247281' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/484479393251247281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/484479393251247281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/2007/06/saramago-duplicado.html' title='Saramago Duplicado'/><author><name>Covas Dauro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12897906387688096982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/Rn76Yhw_J_I/AAAAAAAAASM/wrUBuTOplAI/s72-c/Saramago.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045947383296435503.post-7974196648519382303</id><published>2007-05-29T14:32:00.001+01:00</published><updated>2008-12-09T21:57:25.189Z</updated><title type='text'>Villa Matas me mata...</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RlwrfpYacOI/AAAAAAAAAQ0/goow3NeLR10/s1600-h/vila-matas04.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RlwrfpYacOI/AAAAAAAAAQ0/goow3NeLR10/s400/vila-matas04.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5069975103196524770" /&gt;&lt;/a&gt;Estou a ler o meu primeiro Enrique Vila Matas. Descobri-o nas páginas do Jornal de Letras. Confesso que o que mais me entusiasmou à partida foi o facto do senhor ser espanhol, mais precisamente catalão, mas também a influência auto-assumida de Kafka, uma das minhas pedras literárias basilares, mas sobretudo a figura do senhor, que, não sei porquê, me faz sempre lembrar Truman Capote. Tem uma aura misteriosa e impenetrante e ao mesmo tempo reveladora de um sentido de humor sarcástico e mesmo negro. Um ícone portanto, que é mesmo o que Vila Matas parece que se está a tornar, quanto mais não seja pelo sucesso que tem revelado mundialmente. Há mesmo quem diga que é mesmo o melhor narrador em espanhol no activo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podia ter ido para “História Abreviada da Literatura Portátil”, “Bartleby e Companhia” ou “Suicídios Exemplares” (a eles irei com certeza no futuro), mas escolhi propositadamente para primeiro livro uma obra menos conhecida, ou pelo menos menos badalada. Peguei num livro, simplesmente porque o título surgiu-me como extremamente sugestivo: “Filhos Sem Filhos”, um livro que conta em pequenos contos a história de Espanha dos últimos 41 anos. 41 anos porque foi esta a idade com que Kafka morreu (lá está...). Contos protagonizados por pessoas sem filhos, mas constantemente assombrados pelas memórias das suas próprias infâncias. Pessoas sem filhos que não se conseguem libertar do facto de eles próprios serem ou terem sido filhos. Um livro sobre o surrealismo da vida quotidiana (lá está Kafka outra vez) embrulhado por um humor contagiante e uma escrita cativante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto para concluir que já percebi porque é que Enrique Vila Matas é um sucesso. Porque é um desafio que se lê sofregamente. Não sei porquê, ou talvez por isso mesmo, para além de Kafka, outro autor que me está sempre a vir à cabeça é Paul Auster. Pode não ter nada a ver, mas a imaginação do leitor tem destas coisas. E são estas coisas (associações, ligações, emoções, visões...) que fazem da leitura a melhor playstation do mundo. E ainda por cima aprende-se qualquer coisa.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RlwsFpYacQI/AAAAAAAAARE/zKPfeOV3Ggg/s1600-h/imagem.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RlwsFpYacQI/AAAAAAAAARE/zKPfeOV3Ggg/s400/imagem.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5069975756031553794" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045947383296435503-7974196648519382303?l=todos-os-livros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/feeds/7974196648519382303/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045947383296435503&amp;postID=7974196648519382303' title='44 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/7974196648519382303'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/7974196648519382303'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/2007/05/villa-matas-me-mata.html' title='Villa Matas me mata...'/><author><name>Covas Dauro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12897906387688096982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RlwrfpYacOI/AAAAAAAAAQ0/goow3NeLR10/s72-c/vila-matas04.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>44</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045947383296435503.post-8166871279770613521</id><published>2007-05-16T17:06:00.000+01:00</published><updated>2008-12-09T21:57:25.384Z</updated><title type='text'>Adolfo Rocha ou Miguel Torga ou Portugal</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/Rksr_5YacGI/AAAAAAAAAP0/mdRHP6CwazQ/s1600-h/mt.gif"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/Rksr_5YacGI/AAAAAAAAAP0/mdRHP6CwazQ/s400/mt.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5065190582643224674" /&gt;&lt;/a&gt; Faz 100 anos que nasceu Adolfo Rocha, entretanto falecido Miguel Torga em 1995. Independentemente de concordar ou não com a criação de efemérides para recordar determinadas personalidades, que na maioria dos casos caem no esquecimento fora delas, esta efeméride específica tenho de comemorar, porque Miguel Torga faz parte do meu imaginário literário praticamente desde que comecei a ler. Ainda hoje acho que é uma sorte para todos os estudantes terem a possibilidade (ou será que é obrigatoriedade? mesmo assim...) de ler os “Bichos” na escola - confesso que não sei se esta pérola da nossa literatura ainda faz parte dos programas curriculares de Português.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há cerca de meia dúzia de anos, por ocasião da reedição das obras de Miguel Torga pela Dom Quixote, comprei um livro com todos os contos do autor compilados em mais de 800 páginas. (Re)li os Contos da Montanha, os Novos Contos da Montanha, os Bichos e tudo o resto em menos de um mês, com uma avidez e uma alegria extasiantes. Poucos devem ter descrito o Portugal profundo com tanta imaginação e sem cair em catalogações surrealistas, neo-realistas ou outros istas que tais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessoalmente, a seguir a Pessoa, Miguel Torga devia ter sido o segundo Prémio Nobel da literatura portuguesa. Porque foi o seu próprio editor, o seu próprio crítico, o seu próprio impulsionador e o seu próprio autor. Não tivesse ele dito um dia: “nasci subversivo. A começar por mim - meu principal motivo de insatisfação”. Mas como o Nobel é cada vez mais um prémio politico e não um prémio literário ficamos assim. Mas ficamos bem, porque, pelo menos para mim, é uma honra ter a mesma pátria de tão brilhante contador de histórias, imagens e portugalidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para lembrar Torga todos os dias, transcrevo um pequeno excerto do "O Terceiro Dia" da “Criação do Mundo”:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Petrópolis apareceu daí a pouco, envolta numa penumbra perfumada de cravos. Depois começou a descida para o Rio, vagarosa, íngreme, dentro do véu espesso da noite. Até que o barracão horizontal da Leopoldina Railway, cheio de luz, pôs fim ao torpor da viagem. A cidade, agora, tinha outra realidade. O ingénuo rapazinho que a vira em espanto e desespero à chegada do Arlanza, morrera. O carro que desta vez me levava vertiginosamente pela Avenida do Mangue, movimentava as coisas mas não as tornava siderais. No Hotel Globo, onde nos hospedámos, o porteiro agaloado, o telefone à cabeceira da cama e o pequeno-almoço servido no quarto eram trivialidades naturais. Nem a baía da Guanabara, no dia seguinte, conseguiu fazer transbordar a taça dos sentidos. A própria beleza deixara de ser uma nebulosa nos meus olhos. O informe começava a ter linhas, cores e volumes. A imensa concha azul, que grandes e pequenas ilhas salpicavam de verdura, e a teoria de montes à volta, que lembravam gigantes tornados Narcisos à beira das àguas, só como certezas físicas se prestavam aos devaneios da imaginação. O mundo pedia-me lucidez antes de cada deslumbramento. Se novamente o táxi atropelasse um pobre transeunte, e o motorista, para evitar complicações, o deixasse também ao abandono no meio da rua, eu saberia opor à desumanidade pelo menos um protesto. Saberia isso, da mesma maneira que sabia ouvir claramente, entendendo-lhe todas as intenções, o diálogo travado na casa Soares&amp;Companhia. Meu tio, ainda lembrado do acolhimento desdenhoso que me fora dispensado na altura do desembarque, a tirar a desforra: - Este é aquele bichinho de toca que esteve comigo aqui à chegada de Portugal...Lembra-se? Primeiro aluno do Ginásio de Ribeirão e futuro doutor de Coimbra... E o gerente, a fazer-se desentendido: - Muita hora, e felicidades... - Obrigado, e prazer, também... - respondi, com ar irónico. Crescera por fora e por dentro. Nem a mais leve sombra da confusão de outrora. Atento à ronha dos interlocutores e aos mínimos pormenores da conversa. O numero aproximado de arrobas de café da próxima colheita, informações do deve e do haver do comprador da fazenda, as condições de pagamento da venda realizada, a crise que se aproximava., as saudades da pátria que o senhor Marques curtia Há vinte e cinco anos, a sua aldeia, a mãe que morrera de velhice no inverno passado, e o pedaço de asno dum cunhado que lhe dava cabo de meia dúzia de oliveiras que herdara... Aprendera a objectivar a vida. Caminhava no chão. As palavras, os gestos e o próprio silêncio assumiam finalmente a crua função expressiva [...]”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045947383296435503-8166871279770613521?l=todos-os-livros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/feeds/8166871279770613521/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045947383296435503&amp;postID=8166871279770613521' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/8166871279770613521'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/8166871279770613521'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/2007/05/adolfo-rocha-ou-miguel-torga-ou.html' title='Adolfo Rocha ou Miguel Torga ou Portugal'/><author><name>Covas Dauro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12897906387688096982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/Rksr_5YacGI/AAAAAAAAAP0/mdRHP6CwazQ/s72-c/mt.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045947383296435503.post-7383613440821286135</id><published>2007-05-09T15:36:00.000+01:00</published><updated>2008-12-09T21:57:27.559Z</updated><title type='text'>Covasdauro no 221B da Baker Street</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RkHclF0NjmI/AAAAAAAAAN0/7CCCboEyALA/s1600-h/DSCN6213.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RkHclF0NjmI/AAAAAAAAAN0/7CCCboEyALA/s400/DSCN6213.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5062569985915588194" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Sherlock Holmes faz parte do meu imaginário desde que aprendi a ler. Os livros de Sir Arthur Conan Doyle dedicados ao maior detective de todos os tempos acompanharam muitos dos meus primeiros verões como leitor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde sempre me fascinou a personagem. Pela sua arrogância e genialidade. Pela sua indefinição sexual e dependência de drogas. Pelo seu lado negro que o torna ainda mais fascinante. Pelo actor Jeremy Brett que, na minha opinião, foi a mais poderosa encarnação de Holmes entre 1984 e 1994, na famosa série da Granada Television.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fascínio pelo qual também é “culpado” o autor. Pela multilinearidade das aventuras e pela inteligência dos enredos, que me obrigaram a puxar pela cabeça desde muito cedo, sempre à procura da solução para o mais misterioso dos mistérios. Pelo brilhantismo de colocar o companheiro Watson a contar as histórias, oferecendo-lhe assim um protagonismo que diminuiria consideravelmente caso ele não fosse o narrador. Pela imensidão da obra dedicada a uma única personagem, com 56 contos e 4 novelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E porquê esta declaração apaixonada a Sherlock Holmes? Porque este ano tive o prazer de regressar a Londres, 10 anos depois da minha última visita, para um fim de semana turístico na companhia da minha amada. E qual não foi o meu espanto quando descobri que ia ficar instalado na famosa Baker Street de Sherlock Holmes. E que nem por acaso o hotel onde ficámos chamava-se precisamente Sherlock Holmes Hotel, ali a pouco mais de 100 metros do nº 221B, onde Sherlock Holmes viveu, hoje um museu dedicado a esta fascinante personagem da literatura mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que ainda nem tinha saído de Lisboa e já estava em pulgas para visitar o covil de Sherlock Holmes, cujo registo fotográfico fica aqui exposto, com um auto-retrato sherlockiano à cabeça e duas imagens da estação de metro de Baker Street, a primeira em todo o mundo. E claro que regressei a Lisboa com um livro (desta feita em inglês), “The Case Book of Conan Doyle”, que compila as últimas (e mais negras) aventuras idealizadas por Conan Doyle. Mas estou em crer que a minha relação com Sherlock Holmes não vai ficar por aqui. Pelos menos enquanto houver Moriartys a vaguear por este mundo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RkHctl0NjnI/AAAAAAAAAN8/ElDob3g_fPM/s1600-h/DSCN6212.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RkHctl0NjnI/AAAAAAAAAN8/ElDob3g_fPM/s400/DSCN6212.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5062570131944476274" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RkHc910NjoI/AAAAAAAAAOE/yanennElqhk/s1600-h/DSCN6216.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RkHc910NjoI/AAAAAAAAAOE/yanennElqhk/s400/DSCN6216.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5062570411117350530" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RkHdFl0NjpI/AAAAAAAAAOM/7UOD-QGYSt0/s1600-h/DSCN6218.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RkHdFl0NjpI/AAAAAAAAAOM/7UOD-QGYSt0/s400/DSCN6218.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5062570544261336722" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RkHdM10NjqI/AAAAAAAAAOU/Dm4Kc9Wrtgc/s1600-h/DSCN6219.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RkHdM10NjqI/AAAAAAAAAOU/Dm4Kc9Wrtgc/s400/DSCN6219.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5062570668815388322" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RkHdUl0NjrI/AAAAAAAAAOc/1tEqRgO72Xg/s1600-h/DSCN6220.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RkHdUl0NjrI/AAAAAAAAAOc/1tEqRgO72Xg/s400/DSCN6220.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5062570801959374514" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RkHdcl0NjsI/AAAAAAAAAOk/1zXvQ_8Aeuo/s1600-h/DSCN6221.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RkHdcl0NjsI/AAAAAAAAAOk/1zXvQ_8Aeuo/s400/DSCN6221.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5062570939398328002" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RkHdj10NjtI/AAAAAAAAAOs/9bCWPgTOpOw/s1600-h/DSCN6222.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RkHdj10NjtI/AAAAAAAAAOs/9bCWPgTOpOw/s400/DSCN6222.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5062571063952379602" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RkHdyV0NjuI/AAAAAAAAAO0/ale5NN9HK-A/s1600-h/DSCN6224.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RkHdyV0NjuI/AAAAAAAAAO0/ale5NN9HK-A/s400/DSCN6224.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5062571313060482786" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RkHeH10NjwI/AAAAAAAAAPE/p5ip9rMBgZk/s1600-h/DSCN6227.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RkHeH10NjwI/AAAAAAAAAPE/p5ip9rMBgZk/s400/DSCN6227.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5062571682427670274" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RkHeOV0NjxI/AAAAAAAAAPM/tFbQnRSRRU4/s1600-h/DSCN6229.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RkHeOV0NjxI/AAAAAAAAAPM/tFbQnRSRRU4/s400/DSCN6229.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5062571794096819986" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RkHeWV0NjyI/AAAAAAAAAPU/Tl7Ggt8Vnpk/s1600-h/DSCN6258.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RkHeWV0NjyI/AAAAAAAAAPU/Tl7Ggt8Vnpk/s400/DSCN6258.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5062571931535773474" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RkHedl0NjzI/AAAAAAAAAPc/r1ZsgDQb6lU/s1600-h/DSCN6259.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RkHedl0NjzI/AAAAAAAAAPc/r1ZsgDQb6lU/s400/DSCN6259.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5062572056089825074" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045947383296435503-7383613440821286135?l=todos-os-livros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/feeds/7383613440821286135/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045947383296435503&amp;postID=7383613440821286135' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/7383613440821286135'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/7383613440821286135'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/2007/05/covasdauro-no-221b-da-baker-street.html' title='Covasdauro no 221B da Baker Street'/><author><name>Covas Dauro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12897906387688096982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RkHclF0NjmI/AAAAAAAAAN0/7CCCboEyALA/s72-c/DSCN6213.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045947383296435503.post-4403184275164408756</id><published>2007-04-18T14:02:00.000+01:00</published><updated>2008-12-09T21:57:27.834Z</updated><title type='text'>KAZ UNDERWORLD</title><content type='html'>Continuando na banda-desenhada, o submundo criado por KAZ, sempre em formato comic-strip, é completamente alucinado, surrealista e transviado. Mas também é mordazmente actual e morbidamente político. Está tudo em &lt;a href="http://www.kazunderworld.com"&gt;KAZ UNDERWORLD&lt;/a&gt;. Aqui fica a visão do autor sobre o aquecimento global.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RiYYIz5ihbI/AAAAAAAAALU/dqm9O8uKz-E/s1600-h/736.gif"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RiYYIz5ihbI/AAAAAAAAALU/dqm9O8uKz-E/s400/736.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5054754171419526578" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045947383296435503-4403184275164408756?l=todos-os-livros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/feeds/4403184275164408756/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045947383296435503&amp;postID=4403184275164408756' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/4403184275164408756'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/4403184275164408756'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/2007/04/kaz-underworld.html' title='KAZ UNDERWORLD'/><author><name>Covas Dauro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12897906387688096982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RiYYIz5ihbI/AAAAAAAAALU/dqm9O8uKz-E/s72-c/736.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045947383296435503.post-2337768866324899121</id><published>2007-04-11T14:44:00.000+01:00</published><updated>2008-12-09T21:57:28.136Z</updated><title type='text'>Chris Ware e Seth em Londres</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/Rhzme0zNAKI/AAAAAAAAAK8/ckkQDUzG9Y8/s1600-h/1896597939.01._SCLZZZZZZZ_SS500_.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/Rhzme0zNAKI/AAAAAAAAAK8/ckkQDUzG9Y8/s320/1896597939.01._SCLZZZZZZZ_SS500_.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5052166299246723234" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RhzmZ0zNAJI/AAAAAAAAAK0/LtvKg8w3H3A/s1600-h/1897299028.01._SCLZZZZZZZ_SS500_.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RhzmZ0zNAJI/AAAAAAAAAK0/LtvKg8w3H3A/s320/1897299028.01._SCLZZZZZZZ_SS500_.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5052166213347377298" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Livros não são só letras e todos os livros é uma expressão que também tem de compreender o maravilhoso mundo da banda-desenhada. Neste último fim de semana de Páscoa tive a felicidade de passar 3 dias em Londres, uma excelente cidade para abrir a cabeça e o espírito e deixar entrar coisas novas. Um dos espaços que tive o prazer de visitar pela primeira vez foi a Tate Modern. Um edifício poderoso e arrebatador, uma colecção de arte impressionante, uma exposição retrospectiva de Gilbert &amp; George, os revolucionários mais conservadores da arte contemporânea, e vários escorregas gigantes que transportam adultos para o vibrante mundo das crianças. Isto sim é um museu. A loja é um perigo para a carteira e eu não fui excepção à regra. Andava eu à procura de livros sobre arte, design e comunicação, no enquadramento do museu e da minha vida profissional, quando me deparei com uma secção de banda-desenhada que não me deixou passar incólume. Ao rolar os olhos pelas lombadas os meus dedos encontraram duas preciosas novidades de dois dos mais geniais cartoonistas americanos da actualidade: Chris Ware e Seth. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro é o autor da série Acme Novelty Library, que já vai no volume 17 (precisamente o que comprei), que apesar de ser um projecto épico, tem todos os contornos de um intimismo sonhador (nos desenhos) e arrepiante (nas histórias). Se tivermos em conta que Ware tem por objectivo levar a sua biblioteca da imaginação até ao nº52 e que até à data é raro existir uma edição semelhante à anterior - há volumes menores que A5 e outros que chegam quase ao A2, sempre com um cuidado editorial muito apurado e que chegam invariavelmente à perfeição -, a Acme Novelty Library foi, é e continuará a ser uma das obras-primas da banda-desenhada dos séculos XX e XXI. O 17º obriga à aquisição de tudo o que está para trás e de tudo o que está para vir. Não única e exclusivamente pela continuidade da(s) história(s), mas simplesmente porque é obrigatório ler, reler e ficar fascinado. Até porque mais do que ilustrador e contador de histórias, Chris Ware é um artista gráfico na verdadeira e mais completa acepção da palavra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao segundo autor, Seth, que por acaso (ou não, se atentarmos ao universo gráfico que ambos os artistas abraçam) é amigo pessoal de Ware, desde que comprei há uns anos a obra de arte que é “It’s a Good Life If You Don’t Weaken”, a história de um homem obcecado por um ilustrador desconhecido e desaparecido, que ando também eu obcecado por mais livros do autor de Palookaville. Uma série que, tal como a Acme Novelty Library, promete ficar nos anais da mais inspirada banda-desenhada da contemporaneidade. Uma banda-desenhada sem super-heróis, nem sequer com heróis, que aborda a vida quotidiana como ela é: colorida e a preto-e-branco; com alegrias e tristezas; com uma verosimilhança tal que nem sequer percebemos se estamos no universo encantado dos cartoons, ou no universo (des)encantado da realidade. Ora ao lado da lombada que me obrigou à compra do livro de Chris Ware, na livraria da Tate Modern em Londres, estava precisamente a mais recente obra de Seth, “Wimbledon Green”, que conta a história do maior coleccionador de comics do mundo. Quem é Wimbledon Green? De onde veio e para onde vai? O que pensam e dizem dele os outros coleccionadores (todos eles doentios) de comics antigos? Wimbledon Green  é uma personagem cativante e repulsiva ao mesmo tempo (não são assim todas as grandes personagens?), numa história contada e desenhada à maneira dos melhores filmes negros, com um forte sabor a documentário, mas pura ficção brilhantemente imaginada por um autor que ele próprio vive imerso no universo do “old-fashion storytelling”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por tudo isto, parabéns à Tate Modern. Por ser um exemplo acabado de que um museu pode ser um espaço para as elites e para as massas, para miúdos e graúdos, para as belas-artes e para as artes populares. Para todos os livros em geral e para a banda-desenhada em particular. E não é a banda-desenhada a nona arte? Com génios como Chris Ware e Seth é com certeza.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045947383296435503-2337768866324899121?l=todos-os-livros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/feeds/2337768866324899121/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045947383296435503&amp;postID=2337768866324899121' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/2337768866324899121'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/2337768866324899121'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/2007/04/chris-ware-e-seth-em-londres.html' title='Chris Ware e Seth em Londres'/><author><name>Covas Dauro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12897906387688096982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/Rhzme0zNAKI/AAAAAAAAAK8/ckkQDUzG9Y8/s72-c/1896597939.01._SCLZZZZZZZ_SS500_.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045947383296435503.post-4870174450834574083</id><published>2007-04-02T19:22:00.000+01:00</published><updated>2008-12-09T21:57:28.298Z</updated><title type='text'>Carta aberta a António Lobo Antunes</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RhFJ-zk7rBI/AAAAAAAAAKM/MdM9GDQ5AU4/s1600-h/LoboAntunes.GIF"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RhFJ-zk7rBI/AAAAAAAAAKM/MdM9GDQ5AU4/s320/LoboAntunes.GIF" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5048898000604867602" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Meu caro António Lobo Antunes. Antes de mais, muitos parabéns pelo Prémio Camões. Tenho a certeza que o prémio não lhe foi atribuído por politiquices nem por conveniências. Estou mesmo certo que o louvor lhe é inteiramente devido, não só pelo extenso trabalho literário que tem vindo a produzir desde há quase 30 anos, mas também pelo brilhantismo de que se reveste a sua técnica literária, provavelmente demasiado avançada para o nosso tempo. Estou mesmo convicto que muitos dos seus livros, nomeadamente os mais recentes, e os que são (naturalmente) mais do seu agrado pessoal, só serão devidamente compreendidos daqui por alguns anos. Pelo menos estou em crer que é isso que vai acontecer comigo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O António Lobo Antunes foi um dos autores que me despertou para a genialidade da nossa literatura à beira mar plantada. “Manual dos Inquisidores” está mesmo na minha lista de favoritos pessoais, onde cada capítulo é narrado por uma personagem, que pode ser principal e completamente central ao fluxo da história,  ou completamente secundária, ao ponto de tocar apenas nas franjas da narrativa. E a cada capítulo somos confrontados com a aventura de descobrir quem está a falar (ou escrever, dependendo do ponto de vista) e qual é a sua relação maior ou menor com o todo. Tudo isto no contexto de uma família aristocrática durante o Estado Novo torna esta aventura literária ainda mais fascinante (um dia destes vou ter mesmo de reler este livro). Um poder que se sente na sua própria afirmação ao Jornal de Letras em 1996, “não acho o livro magoado. Posso achá-lo violento e cruel, terno, mas magoado não. Houve alturas em que senti que a coisa me sentia como a «Cavalgada das Valquírias», no «Apocalipse Now»”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, e porque na vida há sempre um mas,  tal como me fascina o “Manual dos Inquisidores!”, também me perco completamente nos seus escritos mais recentes e confesso mesmo que não fui além de “Não Entres tão Depressa Nessa Noite Escura”. E neste caso particular não passei mesmo das 100 páginas. Confesso que fico irritado quando não percebo aquilo que estou a ler. Quem está a falar. O que se está a tratar. Provavelmente sou eu que sou iletrado e incapaz de penetrar a (cada vez maior) complexidade dos seus escritos. Ou provavelmente estes são daqueles livros que precisam de anos para amadurecer no palato dos leitores, como os bons vinhos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De uma coisa eu tenho a certeza: eu sou daqueles leitores que adora observar e absorver a técnica (e a sua é grande), mas também sou dos que precisa de uma história, ou um fio condutor que seja, ao qual me possa agarrar. Por isso, meu caro António Lobo Antunes, para esta história ficam os meus parabéns ao seu Prémio Camões, quem sabe a antecâmara de um Nobel já há algum tempo anunciado - mas aviso-o, e você já deve saber melhor que ninguém, que este prémio gosta mais de escritores engajados politicamente do que de escritores engajados literariamente, que creio ser o seu caso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto a este humilde leitor, fica a promessa de que um dia destes volto a tentar ler as suas últimas obras. Só não prometo que vou perceber ou gostar. Mas se o António Lobo Antunes se explicar um bocadinho melhor talvez eu chegue lá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045947383296435503-4870174450834574083?l=todos-os-livros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/feeds/4870174450834574083/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045947383296435503&amp;postID=4870174450834574083' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/4870174450834574083'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/4870174450834574083'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/2007/04/carta-aberta-antnio-lobo-antunes.html' title='Carta aberta a António Lobo Antunes'/><author><name>Covas Dauro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12897906387688096982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RhFJ-zk7rBI/AAAAAAAAAKM/MdM9GDQ5AU4/s72-c/LoboAntunes.GIF' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045947383296435503.post-7775766391477330518</id><published>2007-04-02T16:39:00.000+01:00</published><updated>2008-12-09T21:57:28.579Z</updated><title type='text'>Feira do Livro Manuseado na Assirio &amp; Alvim</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RhEj3Tk7rAI/AAAAAAAAAKE/gmwjwuC7tkI/s1600-h/lmanuseado-cartaz-1.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RhEj3Tk7rAI/AAAAAAAAAKE/gmwjwuC7tkI/s320/lmanuseado-cartaz-1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5048856090313993218" /&gt;&lt;/a&gt; É uma grande editora na forma e nos conteúdos. É mesmo ali ao pé de minha casa. Está mesmo ao lado de uma sex shop (sexo e cultura, o que mais se pode pedir?...). E tem uma feira do livro manuseado até ao próximo dia 28 de Abril. É a livraria da editora Assírio &amp; Alvim e eu já lá dei um salto. Por uns míseros 30 euros investi em 4 livros em excelente estado, pelo menos para livros manuseados: "Poesia" de Ricardo Reis, "Trabalho Poético" de Carlos de Oliveira, "Pena Capital" de Mário Cesariny, e "Livro de Memórias" de Teixeira de Pascoaes. E o que lá deixei vai obrigar com certeza a um segundo salto. A menos que vão lá todos também, para se cultivarem a preços baixos e também para me impedirem de perder a cabeça e a carteira.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045947383296435503-7775766391477330518?l=todos-os-livros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/feeds/7775766391477330518/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045947383296435503&amp;postID=7775766391477330518' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/7775766391477330518'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/7775766391477330518'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/2007/04/feira-do-livro-manuseado-na-assirio.html' title='Feira do Livro Manuseado na Assirio &amp; Alvim'/><author><name>Covas Dauro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12897906387688096982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RhEj3Tk7rAI/AAAAAAAAAKE/gmwjwuC7tkI/s72-c/lmanuseado-cartaz-1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045947383296435503.post-3973206346060557644</id><published>2007-03-18T12:48:00.000Z</published><updated>2008-12-09T21:57:28.757Z</updated><title type='text'>“Carta aos Párocos” de Mário de Carvalho</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/Rf01zotYpjI/AAAAAAAAAJY/Kt9NbZGmnlQ/s1600-h/mariocarvalho.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/Rf01zotYpjI/AAAAAAAAAJY/Kt9NbZGmnlQ/s200/mariocarvalho.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5043246318942201394" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Este blog foi criado com o intuito de digitalizar as minhas preferências literárias à medida que vou lendo os milhares de caracteres que surgem perante os meus olhos óculizados. Sem alimentar polémicas, nem entrar em desagravos perante temas e atitudes que me possam surgir como reprováveis. Mas a vantagem desta coisa dos blogs é a liberdade que eles nos dão de exprimir e publicitar aquilo que simplesmente nos apetece. Ora uma das coisas que os meus olhos gostam de ler é o Jornal de Letras (provavelmente eu e mais meia dúzia de gatos pingados que precisam de saber o que se vai passando no mundo das letras...), publicação de que até sou assinante. E o mais recente exemplar dado à estampa (nº 951 – 14 Março) tem vários artigos interessantes, mas o que mais me saltou à vista (os olhos outra vez, sempre os olhos...) foi a “Carta aos Párocos” escrita por Mário de Carvalho. Uma carta onde Mário de Carvalho demonstra mais uma vez porque é que é um dos mais inspirados escritores portugueses da nossa contemporaneidade (leiam se faz favor “A Paixão do Conde de Fróis”, “Era Bom que Trocássemos Umas Ideias Sobre o Assunto” ou “Fantasia para Dois Coronéis e uma Piscina”), mas onde também demonstra porque é que os senhores párocos da pátria lusitana merecem ser criticados pelo atraso de vida que (ainda hoje em dia!!!) conseguem advogar para Portugal e para o mundo. E aqui entra aquilo que eu não queria fazer à partida neste blog, mas que, por culpa do Mário de Carvalho (obrigado!) não resisti a fazer. Confesso que também sou anti-clerical e quando esse anti-clericalismo é tão eloquentemente exposto, e ainda mais por um escritor que admiro, não resisto a dar-lhe voz aqui no TODOS OS LIVROS. Se puderem comprem o JL (mesmo por quem tem a mania que aquilo é só para «intelectuais»), porque vale a pena alimentar quem luta contra a iliteracia. Se mesmo assim não ficarem convencidos, aqui vai o texto do artigo, com um louvor a Mário de Carvalho:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Caros senhores párocos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de falarmos de vossas paternidades, permitam-me uma fugaz divagação sobre taxistas. Ainda não há muito, a propósito duns atropelos algo indecorosos que ocorriam no aeroporto de Lisboa, não poucos cidadãos manifestaram nos jornais uma forte desconfiança na classe. De imediato um jovem veio responder com indignação que era filho de taxista e que o pai, numa vida inteira de trabalho, sempre procedera como homem íntegro e impoluto. O jovem tinha razão ao não querer um homem de bem misturado com a mexerufada mais ou menos carroceira que indispunha os colaboradores e leitores dos jornais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu penso que, ao dirigir-me a vossas senhorias, não corro o risco de que venha um filho desagravar o pai, e, se vier, pois tudo é possível nestas desajustadas eras, sempre protestarei que não me refiro aos párocos honrados, cumpridores do seu mester, respeitadores da constituição e da lei, repesos das malfeitorias contra Hipácia e Galileu, leitores de romances, informados do mundo, preocupados com as suas ovelhas, horrorizados com as memórias do Santo Ofício, para resgate do qual pedem perdão à divindade todas as noites, chorando. É, na verdade, muito difícil conversar e sustentar um determinado ponto sem recorrer às generalizações, porque os contínuos ‘distinguo’ acabam por entrevar o discurso. Seja a conversa sobre taxistas, jornalistas, toureiros, advogados ou calceteiros, compreenderão que ela resulta enfraquecida se a cada passo tivermos de acrescentar: «Claro que não são todos assim, eu até conheço uns torcionários de bom coração e altíssima cultura.» &lt;br /&gt;Falo, senhores curas, com tristeza e com repulsa dos párocos do século XIX que por qualquer equívoco da Biologia continuam a negrejar e a bramir em igrejas que há por aí. Cabe aos cientistas averiguar como é que organismos com 200 anos tomam conta de um espaço público que a liberdade de culto consente ao seu múnus, para o desvirtuar em exercícios de solta demagogia e propaganda política. Talvez a água benta conserve, o incenso enrije e o ar dos templos, preservado das correntes deletérias do exterior, mantenha os corpos e as almas de outrora tal como elas eram. Já não se exibem, porventura, cartas remetidas do céu, como nos bons tempos de Baltasar Gracián e, até, de Júlio Diniz, mas há que reconhecer que a decadência e a má qualidade dos correios vêm sendo notórias desde há uns anos a esta parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senhores priores, eu sei como vossas mercês, com o venerando Bispo de Roma à cabeça, trovejaram tão ferinamente contra o sufrágio universal, contra a liberdade de expressão, contra a liberdade de imprensa, contra a liberdade de ensino, contra a liberdade de manifestação, contra a igualdade perante a lei, contra a liberdade de culto, contra a República, contra o 25 de Abril, contra o divórcio, contra a pílula, contra o preservativo. Trovejar até seria o menos, porque lamentavelmente chego a pressentir em alguns dos vossos colegas um ressentimentozinho por já não ser permitido queimar gente ou denunciar gente para ser queimada. Se a divindade que vossas senhorias reverenciam existisse, existência que nunca foi provada e de que eu me permito, discreta mas firmemente, duvidar, decerto que o perfil da personagem, como vem às vezes relatada, não se compaginaria com certos comportamentos e certas vozearias dos seus subordinados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto, senhores padres, vem a propósito de rumores que considero fundados acerca do teor das algumas homilias em matéria de referendo, utilizando os altares para violentar a boa fé dos crentes e a liberdade das consciências. A ser verdade, e por o Ministério Público andar tão ocupado com outro tipo de manipulações, que não teve decerto tempo para, neste campo, defender os interesses da República, eu julgo-me no direito de vos relembrar os vossos deveres e as condições legais em que a prática do vosso culto é aceite. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há, senhores curas, entre os crentes, gente absolutamente admirável, a muitos títulos, que soube merecer o respeito e a admiração dos outros cidadãos: queiram inspirar-se nela. Há quem pratique, desinteressadamente, boas obras: tenham a bondade de testemunhar, apontar e seguir esses magníficos exemplos. E, já agora, de uma vez por todas, de preferência dando mostras de arrependimento, convertam-se finalmente à democracia.”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045947383296435503-3973206346060557644?l=todos-os-livros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/feeds/3973206346060557644/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045947383296435503&amp;postID=3973206346060557644' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/3973206346060557644'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/3973206346060557644'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/2007/03/carta-aos-procos-de-mrio-de-carvalho.html' title='“Carta aos Párocos” de Mário de Carvalho'/><author><name>Covas Dauro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12897906387688096982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/Rf01zotYpjI/AAAAAAAAAJY/Kt9NbZGmnlQ/s72-c/mariocarvalho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045947383296435503.post-175976297803703457</id><published>2007-03-14T14:23:00.000Z</published><updated>2008-12-09T21:57:29.207Z</updated><title type='text'>Gosto do O’Neill</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RfgFZjOslkI/AAAAAAAAAJI/xUfzpq0WidI/s1600-h/O-Neill.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RfgFZjOslkI/AAAAAAAAAJI/xUfzpq0WidI/s320/O-Neill.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5041785719353022018" /&gt;&lt;/a&gt;Gosto deste arquétipo de escritor lisboeta, intelectual e popular ao mesmo tempo, como o foram outros grandes escritores/poetas alfacinhas: José Cardoso Pires, Nuno Bragança ou José Gomes Ferreira. A arte que vem do quotidiano. Das tascas. Das pessoas. Das ruas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto da forma como ele (des)alinhou com todas as convenções poético-literárias. Foi surrealista e não foi. Foi hiper-realista e não foi. Foi, no fundo, o que lhe deu na real gana. Ou então, nas palavras do próprio: “o meu estilo é não ter estilo”. Ou então nas palavras de uma das suas várias ex-mulheres: “não se pode prender um espírito livre”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto da sua carreira na publicidade/comunicação, por onde também eu já andei e vou andando. Foi ele que inventou o famoso “Há mar e mar. Há ir e voltar”, que podia ter sido, mas não foi por rejeição do cliente, “Este Verão viva desafogado” (gosto mais).&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Gosto das semelhanças com Vinicius de Moraes. Vi o documentário sobre Vinicius enquanto lia a biografia do O’Neill e as semelhanças são impressionantes: almas gémeas, as mulheres, os copos, o espírito, a poesia, o anedótico, a língua portuguesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto da forma como ele reinventava uma língua já de si tão inventiva. Quem cria expressões como “rechinchante sardinha” ou “os olhos pestanítidos” não é gago, é brilhante. É o poeta dos três C’s - cama, copos e conversa -, enclausurado no país dos três F’s: Fátima, futebol e fado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostei de ler “Alexandre O`Neill - Uma biografia literária”, escrita por Maria Antónia Oliveira. De saber um pouco (muito) mais sobre um dos maiores símbolos do poder de comunicar em português. Do esforço hercúleo da autora em encontrar fontes dispersas sobre uma personalidade já de sei tão dispersa. Da recolha exaustiva de depoimentos (só estranhei a ausência de testemunho de Teresa Patrício Gouveia). Do itinerário vivencial proposto por Maria Antónia Oliveira, que nos permite correr as ruas do Príncipe Real à Praça das Flores e ao Chiado e descobrir as casas onde O’Neill morou, os alfarrabistas que desempoeirou e as tascas onde se atascou - era um enfardador incurável, apesar de ser teso que nem um carapau, física e monetariamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só não gostei da tendência da autora em intervir demasiado, nomeadamente quando se dirige ao leitor, mas principalmente quando exerce juízos de valor sobre os problemas amorosos do poeta e a inconstância das suas relações com o sexo oposto. Mais ainda quando a autora se propôs a fazer uma biografia literária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por tudo isto e mais alguma coisa, gosto cada vez mais do género biográfico e gosto do O’Neill. Quanto mais não seja por isto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;E de novo, Lisboa…&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E de novo, Lisboa, te remancho,&lt;br /&gt;numa deriva de quem tudo olha&lt;br /&gt;de viés: esvaído, o boi no gancho,&lt;br /&gt;ou o outro vermelho que te molha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sangue na serradura ou na calçada,&lt;br /&gt;que mais faz se é de homem ou de boi?&lt;br /&gt;O sangue é sempre uma papoila errada,&lt;br /&gt;cerceado do coração que foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Groselha, na esplanada, bebe a velha,&lt;br /&gt;e um cartaz, da parede, nos convida&lt;br /&gt;a dar o sangue. Franzo a sobrancelha:&lt;br /&gt;dizem que o sangue é vida; mas que vida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que fazemos, Lisboa, os dois, aqui,&lt;br /&gt;na terra onde nasceste e eu nasci?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alexandre O´Neill&lt;br /&gt;(Poesias Completas 1951/1981)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045947383296435503-175976297803703457?l=todos-os-livros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/feeds/175976297803703457/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045947383296435503&amp;postID=175976297803703457' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/175976297803703457'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/175976297803703457'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/2007/03/gosto-do-oneill.html' title='Gosto do O’Neill'/><author><name>Covas Dauro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12897906387688096982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RfgFZjOslkI/AAAAAAAAAJI/xUfzpq0WidI/s72-c/O-Neill.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045947383296435503.post-7088927993192442029</id><published>2007-03-13T15:09:00.000Z</published><updated>2008-12-09T21:57:29.217Z</updated><title type='text'>“Compromisso: Nunca Desistir” (Tomás Morais), por Álvaro Ramalho</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/Rfa_vTOsliI/AAAAAAAAAI4/Y9y3-fLwdjg/s1600-h/imagem.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/Rfa_vTOsliI/AAAAAAAAAI4/Y9y3-fLwdjg/s320/imagem.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5041427652224521762" /&gt;&lt;/a&gt;Antes de partir para uma grande aventura profissional além-fronteiras, o meu querido primo Álvaro não resistiu ao ímpeto de responder ao meu repto de participação neste blog e enviou-me uma recensão de um livro escrito sobre o universo onde ele se gosta de mover: o desporto em geral e o rugby em particular. Aqui ficam as suas ideias sobre o livro do seleccionador nacional de rugby, Tomás Morais: “Compromisso: Nunca Desistir” (Booknomics).&lt;br /&gt;“Trata-se de um livro de leitura fácil e de uma temática muito em voga nos últimos tempos, o desporto aplicado à gestão das empresas.&lt;br /&gt;Este livro resulta principalmente de um conjunto de apresentações e palestras feitas pelo Tomás Morais a várias empresas e da parceria com o Sporting Clube de Portugal, onde trabalha como colaborador, criando a estrutura do livro, ao qual adicionou umas estórias da selecção de rugby, dos seus elementos, jogadores, dirigentes e de algumas viagens. &lt;br /&gt;Na minha opinião, e como jogador de rugby, considero um livro interessante, simples, mas com a utilização de vários conceitos relativamente complexos tais como a gestão de equipas, gestão do stress, liderança, motivação e até mesmo o “coaching” aplicados ao desporto e a tentativa de transposição para as empresas.&lt;br /&gt;Aborda estas matérias de forma talvez um pouco pretensiosa, mas vale pela sua aplicação pioneira, no que se refere ao Rugby, e que teoricamente resultaram nos enormes sucessos do Rugby Nacional. Destaca-se a evolução do 30º lugar do ranking Mundial para o 15º, o 10º lugar no Campeonato do Mundo de Rugby de VII e a obtenção, por mérito próprio, da participação da mesma equipa de Rugby de VII em todas as etapas do circuito mundial nesta época 06/07.&lt;br /&gt;Enfim, o livro vale pela forma, pela novidade, pelo meio em que se insere e merece ser lido por todos aqueles que gostam de desporto e do jogo (Rugby)”.&lt;br /&gt;Altura ideal para a leitura: Sábado, 10 de Março, de manhã para às 15h estar no EUL a ver o Portugal vs Uruguai (derradeira fase de apuramento para o Campeonato do Mundo de Rugby). &lt;br /&gt;Tempo de Leitura: 1 a 2 horas&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045947383296435503-7088927993192442029?l=todos-os-livros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/feeds/7088927993192442029/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045947383296435503&amp;postID=7088927993192442029' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/7088927993192442029'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/7088927993192442029'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/2007/03/compromisso-nunca-desistir-toms-morais.html' title='“Compromisso: Nunca Desistir” (Tomás Morais), por Álvaro Ramalho'/><author><name>Covas Dauro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12897906387688096982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/Rfa_vTOsliI/AAAAAAAAAI4/Y9y3-fLwdjg/s72-c/imagem.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045947383296435503.post-5974224636880869793</id><published>2007-03-02T11:51:00.000Z</published><updated>2008-12-09T21:57:29.355Z</updated><title type='text'>Fernando Assis Pacheco - "passou-me para os ossos e não sai"</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RegREuZuV8I/AAAAAAAAAIE/cdiP38nOSMk/s1600-h/729081.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RegREuZuV8I/AAAAAAAAAIE/cdiP38nOSMk/s320/729081.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5037294956086974402" /&gt;&lt;/a&gt;Contou-me o meu amigo Luís, da Livraria LER ali em Campo de Ourique, ao Jardim da Parada, que o Assis Pacheco passava sempre por lá antes de ir para casa. Para ver as novidades, para dizer bem ou mal da vida, para polemizar um bocadinho antes de recolher ao conforto do lar. E foi isso que ele fez com o Sr. Luís no serão anterior ao seu coração ter decidido parar de bater, desta vez à porta de outra livraria, a Bucholz. Apesar da literatura/poesia/jornalismo do Assis Pacheco continuar a bater e muito. Mas a bater mais na cabeça do que no coração, porque este não foi um poeta lamechas, um jornalista engajado, nem um escritor inocente. Foi um intelectual do povo, um tertuliador nato, um inventor de palavras (ou antes, saboreador de palavras), um fazedor de manguitos, um lisboeta dos sete costados. Jornalou sobre tudo, de África à bola e de “O Jornal” à “Visão” e ao “Jornal de Letras”. Entrevistou tudo e todos mas sempre com a mesma intensidade, da Amália ao José Cardoso Pires e ao Toni (sim, o bigodudo que foi treinador do Glorioso), de que alguns excelentes exemplos foram reunidos em “Retratos Falados”, um livro a não perder para se perceber como se faz uma entrevista à séria. Poetizou os dramas que viveu na Guerra Colonial e homenageou o passado familiar num dos romances mais apaixonantes do Séc. XX português: “Trabalhos e Paixões de Benito Prada: Galego da Província de Ourense Que Veio a Portugal Ganhar a Vida”. Fernando Assis Pacheco, onde quer que estejas, vamos logo à noite emborcar uns traçadinhos ao Bairro Alto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui ficam os seus “Últimos Desejos”:&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Quero voar como os anjos&lt;br /&gt;quero lavar os dentes com&lt;br /&gt;triflúor&lt;br /&gt;quero o Belinho sem o&lt;br /&gt;Oliveira&lt;br /&gt;quero cornear o duque de&lt;br /&gt;Kent&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;quero 250 de Platão bem&lt;br /&gt;passados&lt;br /&gt;quero a destreza do okapi&lt;br /&gt;quero ir ao Douro às&lt;br /&gt;vindimas&lt;br /&gt;quero pagar com letrasset&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;quero vestir de linho (e do&lt;br /&gt;Veiga)&lt;br /&gt;quero ser primeiro no&lt;br /&gt;Mundial&lt;br /&gt;quero pudim francês com&lt;br /&gt;caramelo&lt;br /&gt;quero ler um cabinda em&lt;br /&gt;verso branco&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;quero uma sequóia para o&lt;br /&gt;quarto&lt;br /&gt;quero voar de Spitfire&lt;br /&gt;quero esmurrar o Marcel&lt;br /&gt;Cerdan&lt;br /&gt;quero a Maja Desnuda&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;quero-te de bicicleta&lt;br /&gt;quero-te outra vez de bicicleta sobre as folhas&lt;br /&gt;quero-te ouvir chegar de&lt;br /&gt;bicicleta&lt;br /&gt;quero o som macio que&lt;br /&gt;fazia na mata a tua&lt;br /&gt;bicicleta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aqui fica uma curta biografia que não faz juz ao tamanho de uma vida que acabou precocemente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;F.A.P. - [Coimbra, 1937 - Lisboa, 1995]&lt;br /&gt;Poeta, ficcionista, jornalista e crítico. Licenciado em Filologia Germânica pela Universidade de Coimbra, viveu nesta cidade até ir para a tropa, em 1961. Filho de pai médico e de mãe doméstica, sendo o avô materno galego, casado com uma lavradeira da Bairrada, e o avô paterno roceiro em São Tomé foi na juventude actor de teatro (TEUC e CITAC) e redactor da revista Vértice, circunstância que lhe permitiu privar de perto com o poeta neo-realista Joaquim Namorado e com poetas da sua geração, como Manuel Alegre e José Carlos de Vasconcelos. Cumpriu parte do serviço militar em Portugal entre 1961 e 1963, tendo seguido como expedicionário para Angola, onde se manteve até 1965. Integrado inicialmente num batalhão de cavalaria, viria a ser reciclado nos serviços auxiliares e colocado no Quartel-General da Região Militar de Angola. Publicou o primeiro livro em Coimbra, a expensas paternas, não obstante se encontrar, na altura, em África. Cuidar dos Vivos se intitula o livro de estreia - poemas de protesto político e cívico com afloramento dos temas da morte e do amor. Em apêndice, dois poemas sobre a guerra em Angola, que terão sido dos primeiros publicados sobre o conflito. A temática africana de guerra voltaria a impor-se em Câu Kiên: Um Resumo (1972), ainda que sob "camuflagem vietnamita", livro que conheceria em 1976 a sua versão definitiva: Katalabanza, Kiolo e Volta. Memória do Contencioso (1980) reúne "folhetos" publicados entre 1972 e 1980, e Variações em Sousa (1987) marca como que um regresso aos temas da infância e da adolescência, com Coimbra em fundo, e refinando uma veia jocosa e satírica já visível nos poemas inaugurais. A novela Walt (1978) atesta-o exuberantemente. Era notável em Assis Pacheco a sua larga cultura galega, aliás sobejamente explanada em alguns dos seus textos jornalísticos e no seu livro Trabalhos e Paixões de Benito Prada. Em A Musa Irregular (1991) reuniu o poeta toda a sua produção. Nunca conheceu outra profissão que não fosse o jornalismo: deixou a sua marca de grande repórter no Diário de Lisboa, na República e no JL: Jornal de Letras, Artes e Ideias. Foi chefe de Redacção de O Jornal, semanário onde durante dez anos exerceu crítica literária. Traduziu para português obras de Pablo Neruda e Gabriel Garcia Marquez.&lt;br /&gt;(Instituto Português do Livro e das Bibliotecas)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045947383296435503-5974224636880869793?l=todos-os-livros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/feeds/5974224636880869793/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045947383296435503&amp;postID=5974224636880869793' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/5974224636880869793'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/5974224636880869793'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/2007/03/fernando-assis-pacheco-passou-me-para.html' title='Fernando Assis Pacheco - &quot;passou-me para os ossos e não sai&quot;'/><author><name>Covas Dauro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12897906387688096982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RegREuZuV8I/AAAAAAAAAIE/cdiP38nOSMk/s72-c/729081.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045947383296435503.post-6522390913136646062</id><published>2007-02-26T17:11:00.000Z</published><updated>2008-12-09T21:57:29.509Z</updated><title type='text'>Vítimas de Salazar. Vítimas de um "grande português"?</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/ReMVTD7Rb2I/AAAAAAAAAH4/tKup3t2gp7g/s1600-h/bigVitimas_Salazar.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/ReMVTD7Rb2I/AAAAAAAAAH4/tKup3t2gp7g/s320/bigVitimas_Salazar.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5035892225545957218" /&gt;&lt;/a&gt; Ainda não li mas já comprei. Está na estante à espera que eu acaba a biografia do Alexandre O'Neill. Mas aparece aqui mencionado para impedir que a estupidez e a mesquinhez que por vezes assola os portugueses impeça que Salazar ganhe o concurso televisivo. Mas não é um ataque à figura de Salkazar. É um livro histórico, concebido e escrito com o rigor e isenção, acima de qualquer suspeita, dos historiadores como João Madeira, Irene Flunser Pimentel e Luís Farinha. No futuro espero falar mais afoitamente deste livro, que abre à memória colectiva a importância de não esquecer o que as ditaduras mundiais fizeram ao nosso Séc.XX. E, neste caso específico, as marcas nocivas que a ditadura salazarista de 48 anos deixou em tantas pessoas. E deixou no atraso que ainda hoje é mais do que óbvio. Para já deixo aqui a publicidade ao livro e a sinopse oficial: "durante mais de 30 anos António de Oliveira Salazar governou Portugal com punho de ferro. Através de um regime nacionalista, autoritário e repressivo despolitizou-se, desmobilizou a participação cívica dos portugueses e criou uma única e determinada imagem do país. Pretensamente sem conflitos, problemas, miséria e dificuldades, segundo a norma de «o que se parece é». Mas os homens e mulheres de então tinham fome, viviam amordaçados pelo lápis azul dos censores, controlados por escutas telefónicas ou violação do seu correio, intimidados pelos informadores que colaboravam com o regime. Atormentados pelas torturas da estátua ou do sono perpetrados pela PIDE. Julgados por tribunais fantoches onde a liberdade ficava à porta e onde os próprios advogados passavam a réus. Se a sua atitude fosse considerada suspeita eram saneados, impedidos de exercer a função pública, exilados ou deportados para campos de concentração, ou simplesmente assassinados. Estes homens e mulheres têm um rosto, sofreram a repressão, enfrentaram-na de forma corajosa e muitos morreram de forma heróica a combatê-la. São as Vítimas de Salazar". Somos todos nós.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045947383296435503-6522390913136646062?l=todos-os-livros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/feeds/6522390913136646062/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045947383296435503&amp;postID=6522390913136646062' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/6522390913136646062'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/6522390913136646062'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/2007/02/vitimas-de-salazar-vitimas-de-um-grande.html' title='Vítimas de Salazar. Vítimas de um &quot;grande português&quot;?'/><author><name>Covas Dauro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12897906387688096982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/ReMVTD7Rb2I/AAAAAAAAAH4/tKup3t2gp7g/s72-c/bigVitimas_Salazar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045947383296435503.post-1038523818274695870</id><published>2007-02-23T13:15:00.000Z</published><updated>2008-12-09T21:57:29.588Z</updated><title type='text'>Livros da Minha Vida - "Todos os Nomes" de José Saramago</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/Rd7pEz7Rb0I/AAAAAAAAAHg/2so0UM6-DzE/s1600-h/imagem.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/Rd7pEz7Rb0I/AAAAAAAAAHg/2so0UM6-DzE/s320/imagem.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5034717702314356546" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Serve esta secção para abrir as páginas de alguns dos milhares de livros que já marcaram a minha vida até à data (e ainda faltam tantos...). Tinha de começar pelo livro cujo título serviu de inspiração para o nome deste blog: "Todos os Nomes" de José Saramago. E também porque me apeteceu começar com um autor que, apesar de ser o único Nobel português da literatura (injustiça de facto para tantos outros, entre eles Pessoa ou Torga, mas não para Saramago), continua a ser uma personagem não muito querida em Portugal. Como eu não gosto de confundir personalidade com qualidade (que personagem execrável que foi Céline e que maravilhoso é a sua "Viagem ao Fim da Noite"...), tenho de afirmar que gosto, e muito, dos livros de Saramago. Gosto da forma como ele escreve e como demonstra que a pontuação é feita por quem lê e não necessariamente por quem escreve. Gosto dos temas universais que aborda de uma perspectiva por vezes muito microscópica (aliás acho que é este universalismo que lhe vale o prémio Nobel). Gosto da força cinematográfica com que expõe as suas ideias. Gosto porque acho que os livros dele são muito mais acessíveis do que muitos pensam. Gosto por ser um autor de quem muita gente não gosta. Gosto mais de “Ensaio Sobre a Cegueira”, de “As Intermitências da  Morte” e de “O Ano da Morte de Ricardo Reis”, provavelmente o Saramago mais brilhante, e menos de “Evangelho Segundo Jesus Cristo” e “Ensaio Sobre a Lucidez”, mas gosto particularmente de "Todos os Nomes", provavelmente por ser, ou parecer, Saramago no seu mais kafkiano: um funcionário do Arquivo do Registo Civil que um dia começa a coleccionar dados pessoais sobre as pessoas que constam nas fichas do arquivo. Mas há uma ficha de uma mulher que o deixa intrigado ao ponto de ter de saber tudo sobre a vida dela (este determinismo é brilhantemente Kafka). O livro trata assim da busca de uma mulher sem nome por parte de um homem solitário (mais universal que isto é impossível). Momentos altos de “Todos os Nomes” são a descrição labiríntica do arquivo e toda a sequência expressionista do cemitério, ambas do mais inspirado que a língua portuguesa conheceu na pena de Saramago. E já que parece que o “Ensaio Sobre a Cegueira” vai dar filme de Fernando Meirelles (estou muito curioso), porque não um filme de “Todos os Nomes”. Os ingredientes estão todos lá. Quem sabe um filme de Tim Burton?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045947383296435503-1038523818274695870?l=todos-os-livros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/feeds/1038523818274695870/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045947383296435503&amp;postID=1038523818274695870' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/1038523818274695870'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/1038523818274695870'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/2007/02/livros-da-minha-vida-todos-os-nomes-de.html' title='Livros da Minha Vida - &quot;Todos os Nomes&quot; de José Saramago'/><author><name>Covas Dauro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12897906387688096982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/Rd7pEz7Rb0I/AAAAAAAAAHg/2so0UM6-DzE/s72-c/imagem.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045947383296435503.post-4145507116210302187</id><published>2007-02-20T19:12:00.000Z</published><updated>2008-12-09T21:57:29.767Z</updated><title type='text'>VOTEM NO PESSOA - 760 10 2005</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RdtLPz7RbzI/AAAAAAAAAHU/Mwb8if7i5Cs/s1600-h/pessoa.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RdtLPz7RbzI/AAAAAAAAAHU/Mwb8if7i5Cs/s320/pessoa.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5033699743525596978" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Tive de embarcar nesta coisa dos Grandes Portugueses depois de ver a lista dos 10+, onde figuram personalidades como Álvaro Cunhal e Salazar (se bem que não haja comparação entre o que um pensou e o outro fez). Para mim só há mesmo um Grande Português entre os finalistas: obviamente, Fernando Pessoa. Por ser um português universal, que viu traduzida a sua genialidade por todo o mundo. Pela criatividade da sua escrita e das suas múltiplas personalidades. Pelo uso da língua portuguesa como ninguém. Por ser um ícone, uma «marca portuguesa» (defeito de profissão...). Por tudo isto, gastei 0,60€+IVA para votar no Pessoa. Votem mais cinco também. O próprio, no heterónimo Alberto Caeiro, dá o argumento final:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Patriota? Não: só português.&lt;br /&gt;Nasci portuuês como nasci louro e de olhos azuis.&lt;br /&gt;Se nasci para falar, tenho que falar uma língua."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045947383296435503-4145507116210302187?l=todos-os-livros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/feeds/4145507116210302187/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045947383296435503&amp;postID=4145507116210302187' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/4145507116210302187'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/4145507116210302187'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/2007/02/votem-no-pessoa.html' title='VOTEM NO PESSOA - 760 10 2005'/><author><name>Covas Dauro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12897906387688096982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/RdtLPz7RbzI/AAAAAAAAAHU/Mwb8if7i5Cs/s72-c/pessoa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045947383296435503.post-855787647285139038</id><published>2007-02-20T16:58:00.000Z</published><updated>2008-12-09T21:57:30.122Z</updated><title type='text'>Grandes Memórias</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/Rdso1j7RbyI/AAAAAAAAAHI/bcSL_pQPBO0/s1600-h/epedroli7.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/Rdso1j7RbyI/AAAAAAAAAHI/bcSL_pQPBO0/s320/epedroli7.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5033661909158686498" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Decidi começar este blog poucos meses depois de ter entrado no universo bloguista com um blog sobre música (escape-from-noise.blogspot.com – um pouco de auto-promoção não fica mal a ninguém...), que é um dos meus dois prazeres de eleição a par da literatura. O impulso final deu-se durante a leitura de uma biografia (género literário que me entusiasma cada vez mais), mais concretamente o primeiro volume da auto-biografia de Edmundo Pedro (“Memórias – Um Combate pela Liberdade”, Ãncora editora, 2007). Edmundo Pedro é uma personalidade única, cuja vida espelha aquilo que foi o Séc.XX português. Foi um dos mais jovens comunistas de sempre, tendo aderido ao PCP ainda criança. Esteve preso logo na adolescência e foi um dos «inauguradores» do Campo de Concentração do Tarrafal com apenas 18 anos, tendo ficado por lá até aos 27 – esta parte do livro demonstra, cinematograficamente e com toda a emoção, o pesadelo que viveram os que ali foram enclausurados, a maioria por tempo indefinido e sem acusação formal, como aconteceu com Edmundo Pedro. A morte de amigos e familiares, a separação dos pais, a flor da vida passada atrás de grades não deitaram minimamente abaixo este homem de uma simpatia singular, que fez parte de uma família toda ela implicada no combate contra o salazarismo, com destaque para o pai Gabriel Pedro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas mais de 500 páginas, que se lêem avidamente e num ápice, são ainda uma fonte imprescindível para compreender por dentro e sem «censura» o movimento comunista pré-domínio absoluto de Álvaro Cunhal. Edmundo Pedro, hoje com uns ilustres 88 anos, desencantou-se do comunismo soviético após o regresso do Tarrafal, mas continuou sempre a lutar contra a ditadura e as injustiças da vida, com total entrega, o que lhe trouxe muitas vezes dissabores. Mas esta parte fica para o anunciado segundo volume de umas Memórias que davam um filme, um épico até, escrito com a paixão que os portugueses, quando em estado puro, sabem tão bem colocar no papel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, uma das maiores causas de Edmundo Pedro (inglória, mas sempre empenhada, como aconteceu muitas vezes ao longo da sua vida) é a luta para que a antiga sede da PIDE, na Rua António Maria Cardoso, seja o museu que merece, doa a quem doer, e não um condomínio privado de luxo, uma forma, luxuosa de facto, de dar cabo da memória negra do fascismo e do Estado Novo. Pelo que Edmundo Pedro continua a ser uma inspiração para quem, como eu, assiste ao branqueamento do Estado Novo e da figura de Salazar (basta assistir ao desplante de Nogueira Pinto no programa Grandes Portugueses) e à injusta comparação (e por isso mesmo incomparável) entre 19 meses de período revolucionário pós-25 de Abril e 48 anos de atraso, provavelmente inultrapassáveis, em que Salazar e os seus sequezes deixaram a pátria lusitana.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045947383296435503-855787647285139038?l=todos-os-livros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/feeds/855787647285139038/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045947383296435503&amp;postID=855787647285139038' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/855787647285139038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045947383296435503/posts/default/855787647285139038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todos-os-livros.blogspot.com/2007/02/grandes-memrias.html' title='Grandes Memórias'/><author><name>Covas Dauro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12897906387688096982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_9KOtjZ6QNkY/Rdso1j7RbyI/AAAAAAAAAHI/bcSL_pQPBO0/s72-c/epedroli7.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
